quarta-feira, 23 de novembro de 2016 | Autor:

Ser sutil é reconhecer um erro que lhe tenha sido apontado por outrem, até mesmo quando você discordar e achar que está com a razão. Tenho alguns amigos, excelentes pessoas, mas que estão o tempo todo na defensiva. Jamais escutam e jamais aceitam. Precisam justificar-se sempre.

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segunda-feira, 21 de novembro de 2016 | Autor:

A intuição comum é como o flash de uma câmera fotográfica, só que não tem dimensão em termos de tempo. É um insight. Mas, sob treinamento, é possível desenvolver uma outra forma de intuição que se manifesta como o flash de uma filmadora, que acende e permanece aceso por um tempo. Chamamos a esse fenômeno intuição linear, quando conseguimos manter a intuição fluindo voluntariamente por um segundo inteiro – ou mais. Essa é a definição perfeita para o termo sânscrito dhyána.

Porém, não podemos usá-lo, já que ninguém saberia a que queríamos nos referir. Somos, portanto, obrigados a voltar para a opção inicial e utilizar mesmo o vocábulo meditação, pois, embora inexato, é aceito universalmente, inclusive na Índia.

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domingo, 20 de novembro de 2016 | Autor:

Na verdade, a Uni-Yôga começou a surgir quando organizei aquela União aos dez anos de idade. Era uma tendência minha unir, catalisar, polarizar as pessoas em torno de algum ideal útil e tentar conciliar entre si as que seguissem filosofias diferentes. Mas, ao mesmo tempo, hoje posso afirmar: como é difícil conciliar as pessoas! Especialmente quando elas são adeptas de correntes que se pretendem altruístas e desapegadas…
Façamos um rápido retrospecto para obter a amarração daquele somatório de fatores que foi eclodir com a fundação da União Nacional de Yôga.
Comecei a lecionar aos dezesseis anos (1960), abri o primeiro Núcleo aos vinte (1964) e registrei-o em 1966 com o nome de Instituto Brasileiro de Yôga. Em 1967 foi inaugurada a primeira filial, no Rio de Janeiro. Nela, em 1969, lançamos a primeira edição do nosso primeiro livro. Isso tornou o nosso nome conhecido em outros Estados e permitiu que, em 1973, no congresso internacional, as pessoas já o conhecessem por terem lido o Prontuário de SwáSthya Yôga e nos convidassem a ir dar cursos em suas cidades.
Em 1974 viajei pelo país todo e percebi que a maior parte dos professores era constituída por gente muito boa e que estava ansiosa por acabar com a vergonhosa desunião reinante. Estavam todos querendo que surgisse uma instituição que os congregasse. Mas relutávamos em dar esse passo.
Em 1975, fui à Índia pela primeira vez. Quando voltei, senti muito mais força, como se estivesse agora investido do poder milenar dos Himálayas. Com essa energia fundamos a União Nacional de Yôga. Foi o estopim que desencadeou uma grande corrente de opinião favorável. Isso coincidiu com a cessação dos exames pela Secretaria de Educação do Estado da Guanabara, o que, forçosamente, levantou o outro braço da balança, projetando-nos como preparadores dos futuros instrutores. Estava sendo lançada a sementinha da Primeira Universidade de Yôga do Brasil, que surgiria duas décadas depois, em 1994.
Nossas viagens pelo Brasil continuavam a todo o vapor, fazendo engrossar as fileiras da União num ritmo que derrubava fragorosamente qualquer tentativa de oposição. Curioso é que a oposição não veio de fora, mas do próprio métier. Tivemos apoio irrestrito das Universidades Federais, Estaduais e Católicas, da Imprensa, da Igreja, do Governo… só alguns ensinantes de yóga é que viam o nosso trabalho com desconfiança ou com inveja e tentavam atrapalhar.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016 | Autor:

Diferentemente de quase todas as demais áreas e empresas, nossos colegas fazem questão de compartilhar know-how, dicas e informações preciosas, tanto técnicas, quanto contábeis e fiscais, até mesmo indicando seus fornecedores ou prestadores de serviços. Ninguém esconde segredos aos seus companheiros. Ninguém quer passar por cima do colega para ascender na carreira. Quem fizer isso corre o risco de ficar antipatizado por todos e acabará sentindo-se compelido a se distanciar da nossa família.
A palavra dada é sagrada. Todos cumprem os compromissos e honram suas dívidas. Vários negócios são feitos entre colegas com base apenas na palavra e dá tudo certo. Há um zelo extremo pelo bom nome e pela boa reputação.
A mensagem postada pela Diretora Luciane Ogata, da Unidade Bom Retiro, em Curitiba, exemplifica como funciona o apoio recíproco:
“Venho compartilhar com vocês a minha experiência em estar integrada a um grupo tão seleto de pessoas, em especial em Curitiba, e minha relação com meu monitor Ric Poli.
“Para quem não sabe a Unidade Bom Retiro fica a pouco mais de 1 km da Unidade Centro Cívico. Em qualquer outra empresa acredito que isso seria motivo para concorrência e, ao contrário do que pessoas de fora possam imaginar, o Ric faz acompanhamentos periódicos com relação ao crescimento da Unidade Bom Retiro.
“Eu participo do grupo no facebook de sua equipe e ele do meu, me dá ideias para minha realidade de trabalho por ser uma equipe de três pessoas em que duas estão atuando como podem por possuírem outras empresas em paralelo.
“Assim, tenho me esforçado para crescer, com uma injeção de confiança vinda através de visitas de outros diretores na nossa Escola.
“Ontem Rogério Brant, hoje o Ric Poli. Agradeço também ao Nilzo Andrade Jr. e a Maria Helena Aguiar e outras pessoas que mesmo mais longe estão também me apoiando.
“Enfim, o que queria expor aqui é que é realmente muito bom trabalhar em conjunto com estes dois pilares: filosofia e profissão! Só [escrevi isto] para reforçar o quanto somos felizes.
“Obrigada, DeRose, por nos confiar seu trabalho e proporcionar este maravilhoso estilo de vida! Beijos e feliz ano para todos nós!”

sexta-feira, 18 de novembro de 2016 | Autor:

Um dia, vi a charge de um casal de velhinhos e a legenda: “Nós somos do tempo em que se quebrasse nós consertávamos, não jogávamos fora.” Achei genial! Muita gente simplesmente joga fora se algo não corre bem no relacionamento. Mas é isso que o parceiro vale? Lá isso é amor? Na hora em que algo não sai do jeito que você quer, em vez de acertar os ponteiros você descarta aquele ser que lhe proporcionou tantos momentos lindos, tanto carinho e tanto companheirismo?
Se o amor for verdadeiro, haverá falha grave o bastante para justificar a dissolução? Se o amor é verdadeiro, autêntico, deve ser imorredouro, deve resistir a tudo.
Errar, todos nós erramos. Eu erro feio! Você também erra. Então, supor que o seu príncipe encantado ou a sua princesinha nunca vai errar é muita imaturidade. Vai errar, sim, várias vezes e algumas delas serão situações abaladoras.
Um relacionamento consistente vai se robustecendo à medida que os problemas vão ocorrendo e vão sendo superados. Nesse processo, cada um percebe que, haja o que houver, “nós somos um time”. Se quebrou, nós não jogamos fora. Nós consertamos.
Mesmo em situações mais graves como uma traição, se isso for suficiente para devastar um casamento, eu pergunto seriamente: que amor é esse? Não se trata nem mesmo de perdoar. Estamos falando de algo muito maior, mais adulto e mais profundo: estamos falando de amor.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016 | Autor:

Em hipótese alguma deve-se bater no cão, assim como no filho.
Quando um educador parte para a agressão, ele está confessando sua incapacidade. Um líder não entra em desespero.
Já escutei pais e proprietários de cães declarando que “com este aqui só batendo, porque ele me tira do sério”. Se ele, cão ou filho, tira-o do sério, é ele quem está no controle. Você pode agredi-lo, torturá-lo, mas jamais vai conquistar a sua alma.
Quem educa através do medo e da dor não cativa a admiração, o afeto e o respeito. Isso significa que vai ser obedecido apenas enquanto estiver presente, mas quando sair de perto, os comandados vão fazer o que bem entenderem.
Além do mais, quem assistir a uma cena de agressão vai julgar você um neanderthal capaz de maltratar cães e crianças. Isso é péssimo para a sua imagem.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016 | Autor:

Onde há sutileza, em geral, há boa educação. Sutileza tem a ver com polimento, refinamento.
Sutileza na maneira de segurar uma xícara, um copo, um garfo. Sutileza na forma de sentar-se no sofá sem se atirar nele ou de se virar na cama sem disturbar o parceiro que lá está. Sutileza na maneira de tocar pessoas e objetos. Sutileza na forma de fechar o porta-malas do automóvel de um amigo. Sutileza na hora de repor as coisas exatamente no lugar de onde as tiramos, na casa dos outros, por mais íntimos que sejamos. Sutileza na hora de selecionar as amizades e as pessoas com quem vamos envolver-nos afetivamente. Sutileza na maneira de reclamar ou na forma de dizer uma verdade.
Não há nada mais agradável que poder dizer a alguém:
– Não sei se eu gostaria disso.
E o outro compreender que você não quer isso de maneira nenhuma, não insistir e não perguntar por quê. Já imaginou se, para obter esse resultado, você precisasse dizer:
– Olha aqui, meu amigo. Eu não estou a fim, está me entendendo? Pare de insistir.
E, pior, se o espécimen de Homo sapiens não compreendesse palavras e você precisasse apelar para a força física a fim de ser respeitado! Por exemplo, tendo que trancar à chave um aposento para que o humanóide entendesse que não é para entrar! Certa vez, tive uma secretária que não respeitava a porta fechada da minha sala. Tinha que estar chaveada ou ela irromperia pela minha intimidade adentro.
Creio que pela comparação com os opostos o conceito de sutileza e seu valor ficam mais claros, não é?