terça-feira, 17 de março de 2009 | Autor:

 seriedade superlativa

Ao travar contato com o nosso trabalho, uma das primeiras impressões observadas pelos estudiosos é a superlativa seriedade que se percebe nos nossos textos, linguagem e procedimentos. Essa seriedade manifesta-se em todos os níveis, desde a honestidade de propósitos – uma honestidade fundamentalista – até o cuidado extremado de não fazer nenhum tipo de doutrinação, nem de proselitismo, nem de promessas de terapia. Definitivamente, não se encontra tal cuidado na maior parte das demais modalidades de aprimoramento pessoal.

Fazemos questão absoluta de que nossos instrutores e alunos sejam rigorosamente éticos em todas as suas atitudes, tanto no nosso círculo cultural, quanto no trabalho, nas relações afetivas, na família e em todas as circunstâncias da vida. Devemos lembrar-nos de que, mesmo enquanto alunos, somos representantes do Método DeRose e a opinião pública julgará a validade da proposta e o mérito da obra a partir do nosso comportamento e imagem.

Em se tratando de dinheiro, lembre-se de que é preferível perder o nobre metal do que perder um amigo, ou perder o bom nome, ou perder a classe.

Devemos mostrar-nos profundamente responsáveis, maduros e honestos ao realizar negócios, ao fazer declarações, ao evitar conflitos, ao buscar aprimoramento em boas maneiras, ao cultivar a elegância e a fidalguia.

O mundo espera de nós um modelo de equilíbrio, especialmente quando tivermos a obrigação moral de defender corajosamente nossos direitos e aquilo ou aqueles em que acreditamos. Fugir à luta seria a mais desprezível covardia. Lutar com galhardia em defesa da justiça e da verdade é um atributo dos corajosos. Contudo, lutar com elegância e dignidade é algo que poucos conseguem conquistar.

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segunda-feira, 16 de março de 2009 | Autor:

Há quarenta ou cinquenta anos, quando algum instrutor de Yóga declarava: “DeRose é outra coisa”, eu interpretava essa afirmação como pejorativa. Hoje percebo que não era. Tratava-se da simples constatação de uma pura verdade.

Tive como aluna uma senhora, cujo marido era editor na Inglaterra. Certo dia, ela lhe propôs:

– Você não gostaria de publicar um livro de Yôga?

E ele contestou com certa rispidez:

– Não. Yôga, não! Por quê?

A esposa, chocada, respondeu:

– Bem, eu estou praticando no DeRose…

E para seu espanto, escutou:

– Ah! DeRose, sim, eu publico.

– Como assim? – perguntou ela, desorientada – Por que “Yôga não” e “DeRose sim”?

A resposta foi bastante lisonjeira:

– DeRose é outra coisa!

Estava muito claro, para aquele editor europeu, bem esclarecido, que o meu trabalho era, digamos, diferente da maioria daqueles que alardeiam ensinar Yôga. A partir de outros casos semelhantes, passei, pouco a pouco, a admitir a frase como um elogio. Gente que tinha resistência contra o Yôga admirava e respeitava a maneira como eu expunha a minha proposta. Soava-lhes como algo unique, algo com uma outra consistência. Não dá para pensar em DeRose (que está no ensino desta cultura há meio século), usando os mesmos estereótipos aplicáveis às demais correntes. Nosso trabalho é diferente. Com o tempo, eu também aceitei o fato e passei a repetir com o coro: DeRose é outra coisa”. Nem melhor, nem pior. Outra coisa. Por isso, de alguns anos para cá, estamos usando cada vez menos o rótulo Yôga e cada vez mais referindo-nos à Nossa Cultura, ao Método DeRose, à Reeducação Comportamental, a Life Style Coaching. Nosso carinho e respeito pelo Yôga permanecem mais fortes que nunca, mas precisamos que o público não confunda aquilo que fazemos com um produto completamente diferente. Nós trabalhamos com a vertente pré-clássica, a versão mais antiga, que não era utilitarista, não trabalhava com terapia, não tinha foco em benefícios – e as pessoas adotavam por identificação, sem interesse em auferir benefícios pessoais. É assim que atuamos hoje. E descobrimos que exisge um grande nicho de pessoas saudáveis, educadas, cultas, lidas e viajadas que querem simplesmente incorporar a filosofia de vida que ensinamos, sem nenhum interesse em “benefícios”.

 

Vendem-se cravos

Certo dia, um comprador viu a placa na porta de uma loja: “Vendem-se cravos”. Como estava precisando de uns condimentos, entrou. Pediu ao proprietário:

– Quero duzentos gramas de cravos, por favor.

Ao que o lojista respondeu:

– Desculpe, cavalheiro. Não trabalhamos com esse produto.

Para não perder a viagem, o freguês tentou adquirir outra especiaria:

– Então, dê-me duzentos gramas de orégano.

O vendedor, sem perder a elegância, informou:

– Sinto muito, meu senhor. Não trabalhamos com temperos.

O consumidor, indignado, contrapôs:

– Mas o senhor colocou um luminoso lá fora dizendo que vende cravos!

E o dono da loja esclareceu:

– Exatamente. Vendemos cravos, os nobres instrumentos renascentistas, predecessores dos pianos. Acho que não é o que o senhor está procurando.

Essa história acontece todos os dias nas escolas credenciadas pela Uni-Yôga. Muitos candidatos lêem a palavra Yôga e pensam tratar-se de academia, ou de terapia, ou de alguma outra amenidade. No entanto, o que nós oferecemos é uma Cultura, uma proposta de reeducação comportamental, um estilo de vida.

Por isso, em várias escolas nossas, em diversos países da Europa, os diretores optaram por não ostentar o rótulo Yôga em suas placas e letreiros. Estão utilizando somente Método DeRose e revelam-se bem satisfeitos. Ninguém entra equivocado procurando por cravos da Índia. Com isso, o trabalho de atendimento ao público passou a consumir-nos menos e não ocorre mais o constrangimento de esclarecer que não trabalhamos com aquilo que o interessado vem buscar.

 

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domingo, 15 de março de 2009 | Autor:

A Cultura Preconizada

O Método DeRose é uma Cultura, uma proposta de estilo de vida com ênfase em boa qualidade de vida, boas maneiras, boas relações humanas, boa cultura, boa alimentação e boa forma. Algumas das nossas ferramentas são a reeducação respiratória, a administração do stress, as técnicas corporais que melhoram o tônus muscular e a flexibilidade, procedimentos para o aprimoramento da descontração e da concentração mental. Tudo isso, em última instância, visando à expansão da lucidez e ao autoconhecimento.

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sábado, 14 de março de 2009 | Autor:

Alessandro Martins
http://livroseafins.com

Caro DeRose,

encontrei este vídeo em que o músico Sting pratica ásanas e, depois, toca o primeiro movimento da primeira Suíte Para Violoncelo de Bach, ao violão, para que uma bailarina dance.

httpv://www.youtube.com/watch?v=4zZtEDBJRmk

Imaginei que fosse gostar.

Abraços fortes
do Alessandro.

[Sting sempre praticou Yôga e visitou o Brasil muitas vezes, numa das quais conviveu com os índios do Amazonas. Há uma foto dele com um livro meu ao colo (Faça Yôga antes que você precise), foto essa publicada no livro Quando é Preciso Ser Forte. Daí, entre outros motivos, minha simpatia por ele. DeRose.]

sábado, 14 de março de 2009 | Autor:

Não brinque com o fogo

Tome muito cuidado com os lugares onde acende um incenso ou uma vela. Mais de uma escola de Yôga já sofreu incêndio por causa de velas que foram esquecidas acesas e sem ter uma superfície refratária por baixo. A Unidade Higienópolis (antiga) e a Unidade Sérgio Santos foram algumas das vitimadas. A Sede Central só não queimou (e com ela o DeRose), porque ao chegar em casa tarde da noite, por pura intuição fui olhar a sala de aula, coisa que nunca faço. Lá estava uma vela acesa em cima de uma mesinha de madeira! Se eu não a visse, de madrugada a casa toda teria ardido debaixo do meu quarto e eu não estaria aqui para contar a história!

Não queime lixo e muito menos acenda fogueiras. Se estiver caminhando em uma floresta, não fume de jeito nenhum, nem acenda incenso – a bituca ou a cinza no chão podem provocar um incêndio que se alastra rapidamente. Quando uma árvore é queimada, ela emite todo o carbono que tinha armazenado dentro de si na atmosfera. Imagine o estrago quando um incêndio destrói uma floresta inteira.

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sexta-feira, 13 de março de 2009 | Autor:

Durante o Festival Internacional de Yôga, realizado no Rio de Janeiro, professores de Yôga de todo o Brasil, Argentina e Portugal fizeram-me uma surpresa (não gosto de surpresas, mas essa foi muito querida). Brindaram-me com uma pré-homenagem pelo Jubileu de Ouro, 50 anos de Magistério de Yôga, que só ocorrerá em 2010. Tudo começou com uma belíssima declaração de afeto e lealdade da Profa. Rosângela de Castro pelos já mais de trinta anos em que trabalhamos com o SwáSthya Yôga. Mestre Edgardo Caramella, Presidente da Federação de Yôga de Buenos Aires recitou um lindo poema em espanhol. O instrutor Heduan Pinheiro, de Curitiba, proporcionou um recital ao violino, interpretando a Marseillese. Julia Calderoni, de São Paulo, cantou lindamente La Vie en rose (em francês). Camila Barcelos e Arthur Costi, apresentaram suas coreografias de ásanas tão bonitas que emocionaram a todos. Mestre Carlos Cardoso fez o mantra Jaya DeRose pahiman, jaya gurudêva rakshaman. A Profa. Nina de Holanda, Presidente da Federação de Yôga do Estado de São Paulo fez um bolo delicioso. A Profa. Maria Helena de Aguiar, Presidente da Federação de Yôga do Paraná ofertou uma cesta com centenas de flores, simbolizando as centenas de instrutores que ensinam o nosso método em quinze países da Europa e das Américas. Depois cada instrutor do Paraná veio depositar uma mensagem nas minhas mãos e me dar um beijo de carinho. A essa altura já estávamos todos com os olhos úmidos. Então, entrou o Prof. Ricardo Mallet, Presidente da Federação de Yôga do Rio Grande do Sul, que tocou de sua autoria o bem-humorado Sambinha da kundaliní, para dar o toque de alegria e todos riram bastante. Quem teve a iniciativa e organizou tudo foi a instrutora Rosângela de Castro, uma das mais antigas companheiras, que está comigo desde meados da década de 1970, sempre dando exemplos de carinho e de lealdade. Tudo foi devidamente registrado pela agência internacional de notícias Yôga Press.
Quero deixar assinalado aqui o meu mais comovido agradecimento pelo pújá. São momentos assim que me ajudam a compensar as tristezas pelas agressões gratuitas perpetradas por pessoas que estão mal informadas sobre o nosso trabalho, valores e propostas. Se servir de algo, peço a esses que leiam meu livro Quando é Preciso Ser Forte, para formar uma opinião própria pela via do livre pensar.

terça-feira, 10 de março de 2009 | Autor:

Jaime e Desirée enviam a todos um carinhoso abraço e comunicam que estão começando a divulgar o trabalho com o Método DeRose em Palma de Mallorca. Nossos votos de sucesso e que contem com o apoio de toda a egrégora. Aguardamos algumas fotos para compartir com os colegas de blog!