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Depois, pe\u00e7a-lhe para indicar onde o <strong>\u00f4-ki-matra<\/strong> aparece na palavra Y\u00f4ga (Yoga) [ele aparece logo depois da letra <strong><em>y<\/em><\/strong>]. Em seguida, pergunte-lhe o que significa o termo <strong>\u00f4-ki-matra<\/strong>. Ele dever\u00e1 responder que <strong>\u00f4-ki-matra<\/strong> traduz-se como \u201c<strong><em>acento do o<\/em><\/strong>\u201d. Ent\u00e3o, mais uma vez, provado est\u00e1 que a palavra Y\u00f4ga (Yoga) tem acento.<\/span><\/h1>\n<p>O acento no s\u00e2nscrito transliterado deve aparecer sempre que no original, em alfabeto d\u00eavan\u00e1gar\u00ed, houver uma letra longa. A letra longa, via de regra, \u00e9 representada por um tra\u00e7o vertical a mais, logo ap\u00f3s a s\u00edlaba que deve ser alongada. Para indicar isso em alfabeto latino, na conven\u00e7\u00e3o que adotamos usa-se acento agudo quando tratar-se dos fonemas <strong><em>a<\/em><\/strong>, <strong><em>i<\/em><\/strong>, <strong><em>u<\/em><\/strong>; ou circunflexo quando for <strong><em>o<\/em><\/strong> ou <strong><em>e<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>O acento circunflexo na palavra Y\u00f4ga (Yoga) \u00e9 t\u00e3o importante que mesmo em livros publicados em ingl\u00eas e castelhano, l\u00ednguas que n\u00e3o possuem o circunflexo, ele \u00e9 usado para grafar este voc\u00e1bulo.<\/p>\n<p><strong>Bibliografia para o idioma espanhol: <\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><em>L\u00e9xico de Filosof\u00eda Hind\u00fa<\/em>, de Kastberger, Editorial Kier, Buenos Aires.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Bibliografia para o idioma ingl\u00eas:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><em>P\u00e1ta\u00f1jali Aphorisms of Y\u00f4ga (Yoga)<\/em>, de Sr\u00ed Pur\u00f4hit Sw\u00e1mi, Faber and Faber, Londres.<\/li>\n<li><em>Encyclop\u00e6dia Britannica, no verbete Sanskrit language and literature, volume XIX, edi\u00e7\u00e3o de 1954.<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Bibliografia para o idioma portugu\u00eas:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><em>Poema do Senhor (Bhagavad G\u00edt\u00e1), <\/em>de Vyasa, Editora Ass\u00edrio e Alvim, Lisboa.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"center\"><strong>A conven\u00e7\u00e3o que utilizo<br \/>\npara translitera\u00e7\u00e3o do s\u00e2nscrito<\/strong><\/p>\n<p>Minha conven\u00e7\u00e3o para a translitera\u00e7\u00e3o do s\u00e2nscrito \u00e9 mais l\u00f3gica e mais pr\u00e1tica para o uso na nossa profiss\u00e3o. Portanto, n\u00e3o vou abrir m\u00e3o de uma conven\u00e7\u00e3o melhor s\u00f3 porque existe uma outra, acad\u00eamica, que n\u00e3o nos satisfaz.<\/p>\n<p>Esta n\u00e3o \u00e9 uma conven\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. \u00c9 a conven\u00e7\u00e3o que eu adotei. Querer discutir ou comparar a minha conven\u00e7\u00e3o com a conven\u00e7\u00e3o acad\u00eamica \u00e9 o mesmo que querer somar elefantes com tangerinas.<\/p>\n<p>A linguagem acad\u00eamica de um advogado (o advogu\u00eas) ou de um economista (o econom\u00eas) pode ser muito boa dentro do c\u00edrculo acad\u00eamico, mas para uso fora da profiss\u00e3o mostra-se inadequada, incompreens\u00edvel e, em alguns casos, at\u00e9 caricata.<\/p>\n<p>Da mesma forma, a translitera\u00e7\u00e3o acad\u00eamica do s\u00e2nscrito pode ser muito boa no ambiente acad\u00eamico, mas n\u00e3o fora dele, por exemplo, quando determina usar o <strong><em>\u00e7<\/em><\/strong> para escrever a o nome de Shiva (\u00c7iva). Ora, o som do primeiro fonema \u00e9 levemente chiado. O leitor que n\u00e3o tenha sido informado que para a translitera\u00e7\u00e3o acad\u00eamica <strong><em>\u00e7i<\/em><\/strong> tem o som aproximado de <strong><em>shi<\/em><\/strong>, instintivamente pronunciar\u00e1 errado e dir\u00e1 \u201c<em>ssiva<\/em>\u201d Na escrita que aprendi na \u00cdndia, o <strong><em>sh<\/em><\/strong> sugere a pron\u00fancia correta mesmo para leigos em s\u00e2nscrito. Al\u00e9m do mais, utilizar o <strong><em>\u00e7<\/em><\/strong> para escrever o nome de Shiva agride n\u00e3o apenas uma, mas duas regras da nossa l\u00edngua. Em portugu\u00eas, n\u00e3o se usa <strong><em>\u00e7<\/em><\/strong> antes de <strong><em>i<\/em><\/strong>; e n\u00e3o se aplica <strong><em>\u00e7<\/em><\/strong> no in\u00edcio de palavras.<\/p>\n<p>Outro exemplo contundente \u00e9 quando a translitera\u00e7\u00e3o acad\u00eamica imp\u00f5e grafar Y\u00f4ga (Yoga) \u00a0com <strong><em>i<\/em><\/strong>. No curso de s\u00e2nscrito que tive o privil\u00e9gio de fazer em 1976 com um ilustre professor da USP \u2013 Universidade de S\u00e3o Paulo, um dia perguntei por que eu deveria transliterar \u201cioga\u201d, se a letra <strong><em>y<\/em><\/strong>\u00a0\u00e9 diferente da letra <strong><em>i<\/em><\/strong>, tem outro formato e outro som, e est\u00e1 claramente indicada na palavra Y\u00f4ga (Yoga)? Pior: quando eu transliterasse \u201cLay\u00e1 Ioga\u201d, por que eu deveria respeitar a exatid\u00e3o ao transliterar o <strong><em>y<\/em><\/strong> de Lay\u00e1, mas deveria n\u00e3o respeitar essa exatid\u00e3o ao substituir o <strong><em>y<\/em><\/strong> de Y\u00f4ga (Yoga) \u00a0por uma letra <strong><em>i<\/em><\/strong>?<\/p>\n<p>Meu ex-professor, por quem eu guardo muito carinho e profundo respeito, me esclareceu com toda a paci\u00eancia. Disse-me que eu estava com a raz\u00e3o, mas que ele, como professor universit\u00e1rio, precisava obedecer \u00e0 norma acad\u00eamica, caso contr\u00e1rio poderia at\u00e9 perder o emprego. E que norma seria essa? \u201c<em>Termos s\u00e2nscritos que j\u00e1 tenham sido dicionarizados, um professor universit\u00e1rio precisa transliterar da forma como constarem nos dicion\u00e1rios de portugu\u00eas<\/em>.\u201d<\/p>\n<p>Desculpe, mas isso n\u00e3o est\u00e1 certo. Respeito que os professores acad\u00eamicos precisem se dobrar a essa norma, mas eu n\u00e3o preciso e n\u00e3o o farei. At\u00e9 porque a palavra Y\u00f4ga (Yoga) \u00a0aparece grafada com <strong><em>y<\/em><\/strong> em v\u00e1rios dicion\u00e1rios de portugu\u00eas, como o <em>Dicion\u00e1rio da L\u00edngua Portuguesa Contempor\u00e2nea<\/em>, da Academia das Ci\u00eancias de Lisboa; o <em>Dicion\u00e1rio da L\u00edngua Portuguesa<\/em>, da Porto Editora; a <em>Enciclop\u00e9dia Verbo<\/em>; <em>et reliqua<\/em>, aceitam a grafia de Y\u00f4ga (Yoga) \u00a0com <strong><em>y<\/em><\/strong> e no g\u00eanero masculino.<\/p>\n<p>Muito interessante \u00e9 observar que mesmo naquela \u00e9poca recuada na qual esta escritura hindu foi elaborada (mais ou menos no s\u00e9culo sexto antes de Cristo), o texto da G\u00edt\u00e1 declara solenemente:<\/p>\n<ol>\n<li>que o Y\u00f4ga (Yoga) \u00a0Antigo fora recebido por revela\u00e7\u00e3o pelos, assim chamados, \u201cvidentes reais\u201d;<\/li>\n<li>que, ap\u00f3s muito tempo, o Y\u00f4ga (Yoga) \u00a0\u201cproclamado antigamente\u201d havia sido perdido. Imagine que no s\u00e9culo VI a.C. ele j\u00e1 era considerado antigo e, mais, j\u00e1 havia sido perdido!<\/li>\n<\/ol>\n<p>A que Y\u00f4ga (Yoga) \u00a0o texto ancestral se referia? Obviamente, o Y\u00f4ga (Yoga) \u00a0Pr\u00e9-Cl\u00e1ssico, pr\u00e9-v\u00eadico, pr\u00e9-ariano, drav\u00eddico, que fora perdido com a ocupa\u00e7\u00e3o ariana. Sabe-se que sua fundamenta\u00e7\u00e3o era matriarcal e n\u00e3o-m\u00edstica. Com a arianiza\u00e7\u00e3o, tornou-se patriarcal e, depois, m\u00edstica. Logo, a estrutura original e antiga havia sido perdida, j\u00e1 nos tempos da elabora\u00e7\u00e3o da Bhagavad G\u00edt\u00e1.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Palavra \u00e9 mantra:<br \/>\npronuncie corretamente com \u00f4 fechado<\/strong><\/p>\n<p align=\"right\">Pronunciar <em>Y\u00f4ga (Yoga) <\/em>\u00a0(com <strong><em><span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span><\/em><\/strong> fechado) \u00e9 t\u00e3o pedante<br \/>\nquanto pronunciar <em>problema<\/em>, para quem habitualmente diz \u201cpobrema\u201d.<\/p>\n<p>Pronunciar um mantra erradamente pode desencadear for\u00e7as desconhecidas com efeitos imprevis\u00edveis. Recordemos o caso daquele professor de &#8220;<em>y\u00f3ga<\/em>&#8221; do Rio de Janeiro (Vayu\u00e1nanda, ali\u00e1s, Carlos Ov\u00eddio Trota) que ensinava o b\u00edj\u00e1 mantra errado para o chakra do cora\u00e7\u00e3o <strong>\u2013<\/strong><strong> <\/strong>usava <em>pam<\/em> no lugar de <strong><em>yam<\/em><\/strong> <strong>\u2013<\/strong><strong> <\/strong>e morreu de ataque card\u00edaco. Uma coincid\u00eancia, certamente!<\/p>\n<p>Se o mantra que designa esta filosofia de poder, sa\u00fade, amor e uni\u00e3o, pronuncia-se Y\u00f4ga (Yoga) , com <strong><em>\u00f4<\/em><\/strong> fechado, quem pronunciar erradamente \u201c<em>a<\/em> <em>y\u00f3ga<\/em>\u201d, com \u00f3 aberto, n\u00e3o conseguir\u00e1 entrar em sintonia com o seu clich\u00ea arquivado no inconsciente coletivo ou registro ak\u00e1shiko. Por isso, tais pessoas que pronunciam \u201c<em>a y\u00f3ga<\/em>\u201d n\u00e3o conseguem poder, sa\u00fade, amor nem uni\u00e3o, mas fraqueza, enfermidade, intoler\u00e2ncia e desuni\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando os Mestres ancestrais determinaram o som m\u00e2ntrico Y\u00f4ga (Yoga) , com <strong>\u00f4<\/strong> fechado, para designar a nossa filosofia, eles sabiam muito bem o que estavam fazendo e a ningu\u00e9m mais cabe a arrog\u00e2ncia de achar que pode adulterar impunemente o nome do Y\u00f4ga (Yoga) .<\/p>\n<p>Muito da for\u00e7a que os mantras possuem deve-se ao conhecimento dos Mestres que souberam elabor\u00e1-lo numa alquimia de vibra\u00e7\u00f5es. Mas outro tanto do seu poder \u00e9 adquirido com o passar dos s\u00e9culos, cujo tempo impregna-o cada vez mais profundamente no inconsciente coletivo da humanidade. E, ainda, um outro tanto \u00e9 gerado pela multiplica\u00e7\u00e3o quantitativa de pessoas que usam e veneram tais mantras, imantando-os com o poder dos seus pr\u00f3prios inconscientes individuais, pr\u00e1na, mente e <em>\u0101nima<\/em>. No caso da palavra Y\u00f4ga (Yoga) , com <strong><em>\u00f4<\/em><\/strong> fechado, temos todos esses tr\u00eas fatores:<\/p>\n<p>a) foi criado pelos Mestres ancestrais;<\/p>\n<p>b) tem milhares de anos de antiguidade;<\/p>\n<p>c) vem sendo utilizado e venerado por milh\u00f5es de pessoas em cada gera\u00e7\u00e3o, h\u00e1 mil\u00eanios.<\/p>\n<p>Tudo isso, por\u00e9m, s\u00f3 se aplica \u00e0 pron\u00fancia correta do mantra Y\u00f4ga (Yoga) \u00a0com <strong><em>\u00f4<\/em><\/strong> fechado. Depois destas explica\u00e7\u00f5es, voc\u00ea ainda acha justific\u00e1vel o argumento evasivo de que &#8220;estamos no Brasil e aqui se fala <em>a y\u00f3ga<\/em>&#8220;? Al\u00e9m do mais, essa premissa \u00e9 falsa: no nosso pa\u00eds pronuncia-se o Y\u00f4ga (Yoga) , sim senhor, numa percentagem bem elevada, especialmente entre os que mais entendem do assunto. E por estarmos no Brasil, acaso pronunciamos \u201c<em>Vach\u00ednguitom<\/em>\u201d o nome da capital dos Estados Unidos?<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de uma simples filigrana sem valor. Trata-se de um detalhe da mais alta import\u00e2ncia, que utilizamos para separar o joio do trigo. Uma pessoa que entenda do assunto pronunciar\u00e1 o Y\u00f4ga (Yoga) , enquanto que um <em>ensinante<\/em> sem boa forma\u00e7\u00e3o pronunciar\u00e1 &#8220;<em>a y\u00f3ga<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>Por isso, quando algu\u00e9m diz que est\u00e1 fazendo &#8220;<em>y\u00f3ga<\/em>&#8220;, \u00e9 exatamente isso o que est\u00e1 fazendo. Noutras palavras, n\u00e3o est\u00e1 praticando aquela filosofia que na antiguidade recebeu o nome de Y\u00f4ga (Yoga) \u00a0e assim tem sido chamada durante mil\u00eanios, no mundo inteiro.<\/p>\n<p>Quem diz que faz ou ensina &#8220;<em>y\u00f3ga<\/em>&#8220;, est\u00e1 se referindo a uma outra modalidade totalmente distinta, que teve origem no s\u00e9culo vinte, aqui mesmo no Brasil. <span style=\"text-decoration: underline;\">A &#8220;<em>y\u00f3ga<\/em>&#8221; tem outra finalidade. N\u00e3o pode ser confundida com o Y\u00f4ga (Yoga) <\/span>.<\/p>\n<p>Ainda h\u00e1 aqueles que argumentam:<\/p>\n<p><strong>\u2013<\/strong><strong> <\/strong>Y\u00f4ga (Yoga) , <em>y\u00f3ga<\/em>, tanto faz; com acento, sem acento, n\u00e3o faz diferen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Quer dizer que n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a entre s\u00e1bia, sabia e sabi\u00e1?<\/strong> Pois as diferen\u00e7as entre uma pessoa s\u00e1bia e um sabi\u00e1 s\u00e3o as mesmas que existem entre o Y\u00f4ga (Yoga) \u00a0e <em>a &#8220;y\u00f3ga<\/em>&#8220;. N\u00e3o sabia?<\/p>\n<p>Quando pronunciamos corretamente os fonemas abertos ou fechados, isso estabelece distin\u00e7\u00f5es de significado. Veja, por exemplo, a frase: \u201cMeu molho (<em>m\u00f3lho<\/em>) de chaves caiu dentro do molho (<em>m\u00f4lho<\/em>) de tomate.\u201d Imaginou inverter para um \u201c<em>m\u00f4lho<\/em>\u201d de chaves e um \u201c<em>m\u00f3lho<\/em>\u201d de tomates? As chaves teriam que ser deixadas dentro da panela com \u00e1gua, e os tomates estariam em um feixe. Considere agora este outro exemplo: \u201cAquela menina travessa quebrou a travessa de comida.\u201d E mais este: \u201cSegure a f\u00f4rma desta forma.\u201d Em todas as frases, a pron\u00fancia, fechada em um voc\u00e1bulo e aberta em outro de grafia id\u00eantica, determina significados totalmente diferentes.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>A grafia com Y<\/strong><\/p>\n<p>Quanto \u00e0 escrita, o <strong><em>y<\/em><\/strong> e o <strong><em>i<\/em><\/strong> no s\u00e2nscrito t\u00eam valores fon\u00e9ticos, sem\u00e2nticos, ortogr\u00e1ficos e vibrat\u00f3rios totalmente diferentes. O <strong><em>i<\/em><\/strong> \u00e9 uma letra que n\u00e3o se usa antes de vogais, enquanto que o <strong><em>y<\/em><\/strong> \u00e9 fluido e r\u00e1pido para se associar harmoniosamente com a vogal seguinte. Tal fen\u00f4meno fon\u00e9tico pode ser ilustrado com a palavra <strong><em>eu<\/em><\/strong>, em espanhol (<strong><em>yo<\/em><\/strong>, que se pronuncia mais ou menos \u201c<em>y\u00f4<\/em>\u201d; em Buenos Aires \u201c<em>j\u00f4<\/em>\u201d) e em italiano (<strong><em>io<\/em><\/strong>, que se pronuncia \u201c<em>\u00edo<\/em>\u201d). Mesmo as palavras s\u00e2nscritas terminadas em <strong><em>i<\/em><\/strong>, frequentemente t\u00eam-na substitu\u00edda pelo <strong><em>y<\/em><\/strong> se a palavra seguinte iniciar por vogal, a fim de obter fluidez na linguagem. Esse \u00e9 o caso do termo <em>\u00e1di<\/em> que, acompanhado da palavra <em>asht\u00e1nga<\/em>, fica <em>\u00e1dy asht\u00e1nga<\/em>.<\/p>\n<p>Vamos encontrar a palavra &#8220;<em>ioga<\/em>&#8221; sem o <strong><em>y<\/em><\/strong> no <strong>Dicion\u00e1rio Aur\u00e9lio<\/strong>, com a justificativa de que o <strong><em>y<\/em><\/strong> &#8220;n\u00e3o existe&#8221; no portugu\u00eas! S\u00f3 que no mesmo dicion\u00e1rio constam as palavras <em>baby, play-boy, playground, office-boy, spray, show, water polo, watt, wind surf, W.C., sweepstake, cow-boy, black-tie, black-out, back-ground, slack, sexy, bye-bye, railway, milady<\/em> e muitas outras, respeitando a grafia original com <strong><em>k<\/em><\/strong>, <strong><em>w<\/em><\/strong> e <strong><em>y<\/em><\/strong>, letras que &#8220;n\u00e3o existem&#8221;. Por que ser\u00e1? Por que usar dois pesos e duas medidas? (Ali\u00e1s, eu gostaria de saber para que queremos o termo <em>railway<\/em>! N\u00e3o utilizamos <em>estrada de ferro<\/em>?). Palavras t\u00e3o corriqueiras quanto <em>baby<\/em>, <em>playboy<\/em> etc., deveriam ent\u00e3o, com muito mais raz\u00e3o, ter sido aportuguesadas para <em>beibi<\/em> e <em>pleib\u00f3i<\/em>. Por que n\u00e3o o foram e \u201c<em>a ioga<\/em>\u201d, sim? E o que \u00e9 que voc\u00ea, leitor, acha disso? N\u00e3o lhe parece covardia dos linguistas perante seus patr\u00f5es anglo-sax\u00f4nicos?<\/p>\n<p>\u00c9, no m\u00ednimo, curioso que o <strong>Dicion\u00e1rio Michaelis<\/strong> da l\u00edngua portuguesa, registre as palavras <em>yin<\/em> e <em>yang<\/em> com <strong><em>y<\/em><\/strong>, ao mesmo tempo em que declara que o <strong><em>y<\/em><\/strong> n\u00e3o podia ser usado na palavra <strong><em>Y\u00f4ga (Yoga) <\/em><\/strong>, porque \u201cn\u00e3o existia na nossa l\u00edngua\u201d!<a title=\"\" href=\"#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>Pior: no <strong>Dicion\u00e1rio Houaiss<\/strong> encontra-se registrado at\u00e9 <em>yacht<\/em> (iate), <em>yachting<\/em> (iatismo), <em>yanomami<\/em> [do tupi-guarani], <em>yen<\/em> [do japon\u00eas], <em>yeti<\/em> [do nepal\u00eas], <em>yom<\/em> <em>kippur<\/em> [do hebraico], <em>yama<\/em>, <em>yantra<\/em>, <em>yoni<\/em> [do s\u00e2nscrito], todos com <strong><em>y<\/em><\/strong>, mas o Y\u00f4ga (Yoga) , n\u00e3o. Isso \u00e9 uma arbitrariedade.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Governo do Brasil nunca admitiu que as letras <strong><em>y<\/em><\/strong>, <strong><em>k<\/em><\/strong> e <strong><em>w<\/em><\/strong> n\u00e3o existissem, pois sempre as colocou nas placas dos autom\u00f3veis! Em Bras\u00edlia, desde 1960, existe a Avenida W3 (W de West!!!). E se \u00e9 o povo que faz a l\u00edngua, nosso povo jamais aceitou que <em>quilo<\/em> fosse escrito sem <strong><em>k<\/em><\/strong>, como no resto do mundo, assim como recusa-se a acatar que a palavra Y\u00f4ga (Yoga) \u00a0n\u00e3o seja grafada com <strong><em>y<\/em><\/strong>, como no pa\u00eds de origem (\u00cdndia) e nos pa\u00edses de onde recebemos nossa heran\u00e7a cultural (Fran\u00e7a, Espanha, It\u00e1lia, Alemanha e Inglaterra). Basta fazer uma consulta popular para constatar que a <em>vox populi<\/em> manda grafar Y\u00f4ga (Yoga) \u00a0com <strong><em>y<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>Se tiv\u00e9ssemos que nos submeter \u00e0 trucul\u00eancia do aportuguesamento compulsivo, dever\u00edamos grafar assim o texto abaixo, de acordo com as normas atuais da nossa ortografia, palavras estas citadas pelo Prof. Luiz Antonio Sacconi, autor de v\u00e1rios livros sobre a nossa l\u00edngua:<\/p>\n<p><em>Declarar que a palavra <strong>ioga<\/strong> deve ser escrita com <\/em><strong>i<\/strong><em> por ter sido aportuguesada, est\u00e1 virando <strong>eslog\u00e3<\/strong>. Mas basta um <strong>flexe<\/strong> com uma amostragem de opini\u00e3o p\u00fablica para nos dar ideia do absurdo perpetrado. Podemos utilizar o <strong>nourrau<\/strong> de um <strong>fril\u00e2ncer<\/strong> e entrar num <strong>trole<\/strong> para realizar a <strong>enquete<\/strong>. Perguntemos a um <strong>ripe<\/strong>, um <strong>panque<\/strong>, um estudante, um desportista e um empres\u00e1rio, como \u00e9 que se escreve a palavra <\/em>Y\u00f4ga (Yoga) <em>. Todos dir\u00e3o que \u00e9 com <\/em><strong>y<\/strong><em> . Isso n\u00e3o \u00e9 um <strong>suipsteique<\/strong>. \u00c9 muito mais um <strong>checape<\/strong>. Se, passado o <strong>r\u00e2xi<\/strong>, voc\u00ea pedir uma <strong>p\u00edte\u00e7a<\/strong> igual \u00e0 que est\u00e1 no <strong>autedor<\/strong>, e ela vier sem <strong>mu\u00e7arela<\/strong> e com excesso de <strong>quetechupe<\/strong>, n\u00e3o entre em <strong>estresse<\/strong>. A vida na <strong>j\u00e2ngal<\/strong> de uma megal\u00f3pole tem que passar mesmo por um <strong>runimol<\/strong> de tens\u00f5es. Por isso \u00e9 que aconselhamos a pr\u00e1tica de algum <strong>r\u00f3bi<\/strong>, tal como <strong>jujutso<\/strong>, <strong>ioga<\/strong> ou mesmo a leitura de um bom livro cujo <strong>copirr\u00e1ite<\/strong> seja de autor confi\u00e1vel e o <strong>leiaute<\/strong> da capa sugira uma obra s\u00e9ria. Em \u00faltimo caso, ouvir um <strong>longuiplei<\/strong> em equipamento est\u00e9reo com <strong>u\u00f3tes<\/strong> suficientes de sa\u00edda. Se voc\u00ea n\u00e3o possuir tal equipamento, sempre poder\u00e1 ir a um <strong>x\u00f3pingue<\/strong> compr\u00e1-lo ou tentar um <strong>l\u00edsingue<\/strong>. Caso nada disso d\u00ea certo, console-se com um <strong>milque<\/strong> <strong>xeque<\/strong> e com a leitura de um livro brasileiro sobre o aportuguesamento de palavras estrangeiras. Garanto que voc\u00ea vai rir bastante e ser\u00e1 um excelente <strong>m\u00e1rquetingue<\/strong> a favor da minha tese que reivindica a manuten\u00e7\u00e3o do <\/em><strong>y<\/strong><em> na palavra <\/em>Y\u00f4ga (Yoga) <em>.<\/em> (Texto composto seguindo rigorosamente o vocabul\u00e1rio corrigido de acordo com as normas de aportuguesamento vigentes em 1996.)<\/p>\n<p>Se um tal texto n\u00e3o parece adequado, tamb\u00e9m n\u00e3o o \u00e9 grafar Y\u00f4ga (Yoga) \u00a0com <strong><em>i<\/em><\/strong>, nem coloc\u00e1-lo no feminino (&#8220;<em>a ioga<\/em>&#8220;). Recordemos ainda a norma da l\u00edngua: &#8220;os voc\u00e1bulos estrangeiros devem ser pronunciados de acordo com seu idioma de origem&#8221;. Por isso <em>watt<\/em> virou <strong><em>u\u00f3te<\/em><\/strong> e n\u00e3o <em>v\u00e1te;<\/em> e <em>rush<\/em> virou <strong><em>r\u00e2xi<\/em><\/strong> e n\u00e3o <em>r\u00faxi<\/em>. Demonstrado est\u00e1 que deve-se pronunciar <strong>o Y\u00f4ga (Yoga) <\/strong>\u00a0com <strong><em>\u00f4<\/em><\/strong> fechado, como na sua origem.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>O Y\u00f4ga (Yoga) \u00a0\u00e9 termo masculino<\/strong><\/p>\n<p>Quanto ao aportuguesamento da palavra, isto \u00e9, passando a graf\u00e1-la com <strong><em>i<\/em><\/strong> e convertendo-a para o g\u00eanero feminino, n\u00e3o podemos ignorar a regra para o uso de estrangeirismos incorporados \u00e0 nossa l\u00edngua a qual manda preservar, sempre que poss\u00edvel, a pron\u00fancia e o g\u00eanero do idioma de origem. Por exemplo: <em>le chateau<\/em>, resulta em portugu\u00eas <em>o chat\u00f4<\/em> e n\u00e3o <em>a xate\u00e1u,<\/em> e <em>la mousse<\/em> resulta em portugu\u00eas <em>a musse,<\/em> e n\u00e3o <em>o musse<\/em>.<\/p>\n<p>Ao mudar o g\u00eanero, altera-se o sentido de muitas palavras que passam a significar coisas completamente diferentes. Por exemplo: <strong><em>a moral<\/em><\/strong> significa c\u00f3digo de princ\u00edpios e <strong><em>o moral<\/em><\/strong> refere-se a um estado de esp\u00edrito, auto-estima, fibra; <strong><em>meu micro<\/em><\/strong> designa um equipamento e <strong><em>minha micro<\/em><\/strong> \u00e9 um tipo de empresa. O mesmo ocorre com <strong><em>a capital<\/em><\/strong> e <strong><em>o capital<\/em><\/strong>; <strong><em>a papa<\/em><\/strong> e <strong><em>o Papa<\/em><\/strong>; etc. Portanto, aceitemos que no Brasil <strong><em>o Y\u00f4ga (Yoga) <\/em><\/strong>\u00a0tem um significado diferente de \u201c<em>a yoga\u201d<\/em> ou, pior, \u201c<em>a ioga\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do mais, declarar que Y\u00f4ga (Yoga) \u00a0precisa ser feminino s\u00f3 por terminar com <strong><em>a<\/em><\/strong>, \u00e9 uma desculpa esfarrapada, pois estamos cheios de exemplos de palavras masculinas de origem portuguesa ou incorporadas \u00e0 nossa l\u00edngua, e todas terminadas em <strong><em>a<a title=\"\" href=\"#_ftn2\"><strong>[2]<\/strong><\/a><\/em><\/strong>. Duvida? Ent\u00e3o l\u00e1 vai:<\/p>\n<p>o idiota, o canalha, o cr\u00e1pula, o pateta, o trouxa, o hip\u00f3crita, o careta, o fac\u00ednora, o nazista, o fascista, o chauvinista, o sofisma, o an\u00e1tema, o estigma, o tapa, o estratagema, o drama, o grama, o cisma, o crisma, o prisma, o tema, o trema, o samba, o bamba, o dilema, o sistema, o fonema, o esquema, o panorama, o clima, o puma, o profeta, o cosmopolita, o plasma, o mioma, o miasma, o fibroma, o diadema, o s\u00f3sia, o soma, o telegrama, o telefonema, o cinema, o aroma, o altru\u00edsta, o homeopata, o sintoma, o careca, o carioca, o arataca, o capixaba, o caipira, o cai\u00e7ara, o caipora, o coroa, o cara, o janota, o agiota, o planeta, o jornalista, o poeta, o ciclista, o jud<em><span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span><\/em>ca, o karat<em><span style=\"text-decoration: underline;\">\u00ea<\/span><\/em>ca, o acrobata, o motorista, o atalaia, o sentinela, o pirata, o fantasma, o teorema, o problema&#8230; <em>et c\u00e6tera<\/em>.<\/p>\n<p>Para refor\u00e7ar nosso argumento, invocamos o fato de que todos os cursos de forma\u00e7\u00e3o de instrutores de Y\u00f4ga (Yoga) \u00a0em todas as Universidades Federais, Estaduais e Cat\u00f3licas, onde ele vem sendo realizado desde a d\u00e9cada de 70, a grafia adotada foi com <strong><em>y<\/em><\/strong>, o g\u00eanero foi o masculino e a pron\u00fancia foi a universal, com <strong><em>\u00f4<\/em><\/strong> fechado. Por recomenda\u00e7\u00e3o da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Federa\u00e7\u00f5es de Y\u00f4ga (Yoga) \u00a0do Brasil, a partir de 1990 todos esses cursos passaram a adotar o acento circunflexo.<\/p>\n<p><strong>Adotamos o circunflexo pelo fato de o acento j\u00e1 existir na grafia original em alfabeto d\u00eavan\u00e1gar\u00ed<\/strong>.<\/p>\n<p>No ingl\u00eas n\u00e3o h\u00e1 acentos. Como foram os ingleses que primeiramente propuseram uma translitera\u00e7\u00e3o para o s\u00e2nscrito, a pr\u00e1tica de n\u00e3o acentuar essa l\u00edngua universalizou-se. Tal limita\u00e7\u00e3o do idioma brit\u00e2nico n\u00e3o deve servir de pretexto para que continuemos em erro. Mesmo porque, na pr\u00f3pria Inglaterra esse erro est\u00e1 come\u00e7ando a ser corrigido.<\/p>\n<p>Sempre que no s\u00e2nscrito o fonema for longo, j\u00e1 que no portugu\u00eas dispomos de acentos para indicar o fen\u00f4meno fon\u00e9tico, devemos sinalizar isso, acentuando. Um excelente exemplo \u00e9 o precedente do termo Jud\u00f4. Em l\u00edngua alguma ele tem acento. Nem mesmo em portugu\u00eas de Portugal!<a title=\"\" href=\"#_ftn3\">[3]<\/a> N\u00e3o obstante, no Brasil, tem. Assim, quando algu\u00e9m quiser usar como argumento a suposi\u00e7\u00e3o de que a palavra Y\u00f4ga (Yoga) \u00a0n\u00e3o levaria acento em outras l\u00ednguas, basta invocar o precedente da palavra Jud\u00f4. Com a vantagem de que o d\u00eavan\u00e1gar\u00ed, ao contr\u00e1rio do japon\u00eas, \u00e9 alfabeto fon\u00e9tico, logo, o acento \u00e9 claramente indicado.<strong><\/strong><\/p>\n<p>Esse acento \u00e9 t\u00e3o importante que mesmo em livros publicados em ingl\u00eas e castelhano, l\u00ednguas que n\u00e3o possuem o circunflexo, ele \u00e9 usado na palavra <em>Y\u00f4ga (Yoga) <\/em>\u00a0(vide <em>Aphorisms of Y\u00f4ga (Yoga) <\/em>, de Sr\u00ed Pur\u00f4hit Swami, Editora Faber &amp; Faber, de Londres; <em>L\u00e9xico de Filosof\u00eda Hind\u00fa<\/em>, de F. Kastberger, Editorial Kier, de Buenos Aires; a utiliza\u00e7\u00e3o do acento \u00e9 ratificada pela <em>Encyclop\u00e6dia Britannica<\/em>, no verbete <em>Sanskrit language and literature<\/em>, volume XIX, pag. 954, edi\u00e7\u00e3o de 1954.).<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Uma grava\u00e7\u00e3o ensinando a pron\u00fancia correta<\/strong><\/p>\n<p>A fim de p\u00f4r termo na eterna discuss\u00e3o sobre a pron\u00fancia correta dos voc\u00e1bulos s\u00e2nscritos, numa das viagens \u00e0 \u00cdndia entrevistamos os Sw\u00e1mis Vibhod\u00e1nanda e Tury\u00e1nanda Saraswat\u00ed, em Rishik\u00eash, e o professor de s\u00e2nscrito Dr. Muralitha, em Nova Delhi.<\/p>\n<p>A entrevista com o Sw\u00e1mi Tury\u00e1nanda foi muito interessante, uma vez que ele \u00e9 natural de Goa, regi\u00e3o da \u00cdndia que fala portugu\u00eas e, assim, a conversa\u00e7\u00e3o transcorreu de forma bem compreens\u00edvel. E tamb\u00e9m pitoresca, pois Tury\u00e1nandaji, al\u00e9m do sotaque caracter\u00edstico e de ser bem idoso, misturava portugu\u00eas, ingl\u00eas, hindi e s\u00e2nscrito em cada frase que pronunciava. Mesmo assim, n\u00e3o ficou confuso. \u00c9 uma del\u00edcia ouvir o velhinho ficar indignado com a pron\u00fancia \u201cy\u00f3ga\u201d. Ao perguntar-lhe se isso estava certo, respondeu zangado:<\/p>\n<p>\u2013 Y\u00f3ga, n\u00e3o. Y\u00f3ga n\u00e3o est\u00e1 certo. Y\u00f4ga (Yoga) . Y\u00f4ga (Yoga) \u00a0\u00e9 que est\u00e1 certo.<\/p>\n<p>Quanto ao Dr. Muralitha, este teve a gentileza de ensinar sob a forma de exerc\u00edcio fon\u00e9tico com repeti\u00e7\u00e3o, todos os termos s\u00e2nscritos constantes do gloss\u00e1rio do nosso livro <strong><em>Tratado de Y\u00f4ga (Yoga) <\/em><\/strong>. Confirmamos, ent\u00e3o, que n\u00e3o se diz <em>m\u00fadra<\/em> e sim <strong><em>mudr\u00e1<\/em><\/strong>; n\u00e3o se diz <em>kundal<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00ed<\/span>ni<\/em> e sim <strong><em>kundalin<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00ed<\/span><\/em><\/strong>; n\u00e3o se diz <em>AUM<\/em> e sim <strong><em>\u00d4M<\/em><\/strong>, n\u00e3o se diz <em>y\u00f3ga<\/em> e sim <strong><em>Y\u00f4ga (Yoga) <\/em><\/strong>; e muitas outras corre\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Recomendamos veementemente que o leitor escute e estude essa grava\u00e7\u00e3o. Se tratar-se de instrutor de Y\u00f4ga (Yoga) , \u00e9 aconselh\u00e1vel t\u00ea-la sempre \u00e0 m\u00e3o para documentar sua opini\u00e3o e encurtar as discuss\u00f5es quando os indefect\u00edveis sabich\u00f5es quiserem impor seus disparates habituais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Com o novo acordo ortogr\u00e1fico, o <strong><em>y<\/em><\/strong> foi reintegrado \u00e0 nossa l\u00edngua. Quer apostar como v\u00e3o conseguir uma desculpa para que o Y\u00f4ga (Yoga) \u00a0continue desfigurado, escrito com <strong><em>i <\/em><\/strong>?<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> Algumas destas palavras podem ser usadas nos dois g\u00eaneros, pormenor que n\u00e3o invalida a for\u00e7a do exemplo.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> A falta do acento na palavra Jud\u00f4 (Judo) faz com que em Portugal seja pronunciada J\u00fado. Talvez devido a um fen\u00f4meno lingu\u00edstico semelhante, alguns brasileiros pronunciem y\u00f3ga, pela falta do circunflexo. No entanto, repetimos que o acento circunflexo <strong>n\u00e3o \u00e9<\/strong> utilizado para fechar a pron\u00fancia e sim para indicar crase de vogais diferentes (a + u = \u00f4).<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na verdade, tem. Se algu\u00e9m declarar que a palavra Y\u00f4ga (Yoga) n\u00e3o tem acento, pe\u00e7a-lhe para mostrar como se escreve o \u00f4-ki-matra (\u00f4-ki-matra \u00e9 um termo hindi utilizado atualmente na \u00cdndia para sinalizar a s\u00edlaba forte). Depois, pe\u00e7a-lhe para indicar onde o \u00f4-ki-matra aparece na palavra Y\u00f4ga (Yoga) [ele aparece logo depois da letra y]. 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