
































































































{"id":10534,"date":"2009-08-12T12:29:58","date_gmt":"2009-08-12T15:29:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.metododerose.org\/blogdoderose\/?p=10534"},"modified":"2011-08-12T12:32:08","modified_gmt":"2011-08-12T15:32:08","slug":"uma-ode-contra-falsos-estereotipos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/derosemethod.org\/blogdoderose\/diversos\/uma-ode-contra-falsos-estereotipos\/","title":{"rendered":"Uma ode contra falsos estere\u00f3tipos"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong>UMA ODE CONTRA OS FALSOS ESTERE\u00d3TIPOS\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) \u00e9 uma filosofia. Todos os dicion\u00e1rios classificam o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) como filosofia. Todas as enciclop\u00e9dias classificam o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) como filosofia. Nenhum dicion\u00e1rio ou enciclop\u00e9dia se refere ao Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) como terapia. Nenhum considera o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) como educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que a m\u00eddia internacional pontificou que o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) deve ser o que o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) n\u00e3o \u00e9. E a opini\u00e3o p\u00fablica foi atr\u00e1s no equ\u00edvoco sobre o que o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) deve ser. O mais grave \u00e9 que o leigo se arroga o direito de entender mais do Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) do que um professor formado nessa disciplina.<\/p>\n<p>Assim, quando declaramos que praticamos o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) ou que ensinamos o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga), sempre passaremos pelo dissabor de sermos confundidos com algum maluquete natur\u00e9ba; ou, pior, com algum \u201cguru\u201d espertalh\u00e3o ou curandeiro que queira iludir a terceiros com o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga), supostamente, alguma esp\u00e9cie de seita ou de religi\u00e3o (!).<\/p>\n<p>A que se devem as interpreta\u00e7\u00f5es desatinadas a respeito do Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)? \u00c0 medida que nossa cultura geral se amplia, vamos percebendo que as pessoas alimentam ideias alucinadas sobre quase todas as coisas. Por que n\u00e3o as nutririam com rela\u00e7\u00e3o ao Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)? Podemos ver em filmes de Hollywood um oficial alem\u00e3o da Segunda Grande Guerra conversando com outro alem\u00e3o em ingl\u00eas!\u00a0 Ah! Mas tudo bem: eles falavam ingl\u00eas com sotaque alem\u00e3o! Vemos mulheres ind\u00edgenas bonitas, com sobrancelhas feitas e maquiagem da moda da \u00e9poca em que o filme foi feito. Com uma ingenuidade dessas voc\u00ea acha que conseguiriam entender o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)?<\/p>\n<p>Basta mencionar a palavra m\u00e1gica (o Y\u00f4ga, a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) e o interlocutor j\u00e1 nos pergunta automaticamente, incontrolavelmente: \u201cQuais s\u00e3o os benef\u00edcios do Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)?\u201d Mas como assim \u201cQuais s\u00e3o os benef\u00edcios do Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)?\u201d Algu\u00e9m pergunta quais s\u00e3o os benef\u00edcios da filosofia de S\u00f3crates, de Plat\u00e3o, de Arist\u00f3teles ou de Kant? Ent\u00e3o, por que perguntam isso com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 filosofia que leva o nome de Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)? Percebe que \u00e9 irracional?<\/p>\n<p>Contudo, \u00e9 claro que a culpa n\u00e3o \u00e9 da pessoa que formula t\u00e3o insensata quest\u00e3o. A responsabilidade da barafunda mental que assola o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) poderia ser atribu\u00edda \u00e0 Imprensa. Acontece que ela \u00e9 mais v\u00edtima do que algoz nessa crassa trapalhada, j\u00e1 que os jornalistas tamb\u00e9m s\u00e3o parte da opini\u00e3o p\u00fablica e est\u00e3o igualmente sujeitos a sofrer paralisias paradigm\u00e1ticas com rela\u00e7\u00e3o ao Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga).<\/p>\n<p>A raiz da baralhada \u00e9 que o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) pertence a uma outra cultura muito diferente da nossa, com outros valores e outros par\u00e2metros. Quando o ocidental assesta o olhar para o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga), inevitavelmente filtra esse Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) pelas suas lentes crist\u00e3s. O resultado do que ele enxerga \u00e9 desastroso. O que ele v\u00ea \u00e9 uma caricatura do Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga). Na verdade, al\u00e9m de cristianizar o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga), o ocidental tamb\u00e9m o embaralha com budismo, lama\u00edsmo, tai-chi, macrobi\u00f3tica e o que mais lhe passar pela cabe\u00e7a que seja oriental ou apenas esquisito.<\/p>\n<p>Agora temos tamb\u00e9m o modismo de estereotipar o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) com o \u201cnatural\u201d. Recebi um entrevistador que veio gravar uma mat\u00e9ria para a televis\u00e3o. Gracejei com ele e disse-lhe que j\u00e1 estava a postos para fazermos a mat\u00e9ria sobre contabilidade. Ele entrou na brincadeira e respondeu sem titubear: \u201cDesde que seja contabilidade natural.\u201d (!) Como assim? Isso n\u00e3o faz o m\u00ednimo sentido.\u00a0 &#8230;\u00a0 Ah! Entendi! J\u00e1 que somos do Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga), devemos ser natur\u00e9bas. Ent\u00e3o, se vamos falar sobre contabilidade, deve ser contabilidade &#8220;natural&#8221;. Ha-ha-ha! Entendi&#8230;<\/p>\n<p>E ponha preconceito nisso.<\/p>\n<p>Creio que nunca mais vamos poder declarar que praticamos o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) ou que ensinamos o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) sem gerar um mal-entendido. Na verdade, quando conhecemos algu\u00e9m em algum evento e a pessoa diz que pratica o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) j\u00e1 vou logo mudando de assunto para evitar conflito. \u00c9 que o termo s\u00e2nscrito masculino Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) significa\u00a0<em>uni\u00e3o<\/em>, por\u00e9m, paradoxalmente,\u00a0<strong>desune<\/strong>\u00a0as pessoas que estudam o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) ou que praticam o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga).<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que no mundo inteiro reina essa confus\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o ao Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)? No que concerne \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o do conte\u00fado e \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o, em todo o Ocidente, o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) \u00e9 uma alucina\u00e7\u00e3o kafkiana. Mas n\u00f3s, brasileiros e portugueses, n\u00e3o pod\u00edamos deixar barato e fizemos melhor. Passamos a enriquecer o desatino complicando tamb\u00e9m o g\u00eanero da palavra (o que no ingl\u00eas, por exemplo, n\u00e3o ocorre) e querendo grafar com\u00a0<strong><em>i<\/em><\/strong>, sem o\u00a0<strong><em>y<\/em><\/strong>, o que n\u00e3o ocorre no ingl\u00eas, nem no franc\u00eas, nem no alem\u00e3o, nem no espanhol, nem no italiano&#8230; s\u00f3 para complicar a nossa vida! Pronto: agora o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) passa a ter uma barafunda a mais. Uma, n\u00e3o! Duas.\u00a0\u00a0Antes que eu possa discorrer sobre o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga), preciso investir uma hora ou mais da aula ou da palestra para demonstrar que o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) escreve-se com\u00a0<strong><em>y<\/em><\/strong>, que \u00e9 voc\u00e1bulo masculino, que a pron\u00fancia \u00e9 com\u00a0<strong><em>\u00f4<\/em><\/strong>\u00a0fechado, que leva acento no seu original em alfabeto d\u00eavan\u00e1gar\u00ed&#8230;<\/p>\n<p>Quando termino de proporcionar estes esclarecimentos pr\u00e9vios sobre o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga), acabou o tempo e as pessoas ter\u00e3o que se contentar em ir para casa mais confusas do que quando chegaram e sem que eu tenha podido dissertar sobre o conte\u00fado em si, o qual deveria ter sido o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) e n\u00e3o sobre a grafia, o g\u00eanero e a pron\u00fancia da palavra Y\u00f4ga (o Y\u00f4ga, a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)!<\/p>\n<p>Assim, se o estimado leitor ainda n\u00e3o compreendeu qual \u00e9 o objetivo de mencionarmos tantas vezes o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) neste pretencioso artigo, sugiro que se sente em posi\u00e7\u00e3o de Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) e fa\u00e7a uma boa e profunda medita\u00e7\u00e3o budista. Ou macrobi\u00f3tica? Ah! Tanto faz, vem tudo do mesmo lugar, aquele tal de Oriente.<\/p>\n<p align=\"right\">Assinado: DeRose<\/p>\n<p align=\"right\">Professor de o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)<\/p>\n<p align=\"right\">Deus me livre! Que confus\u00e3o! Vamos combinar assim: n\u00e3o me qualifique mais como<br \/>\nprofessor de o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga).<br \/>\nPara todos os efeitos,\u00a0sou consultor em qualidade de vida e administra\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es humanas<br \/>\npara adultos jovens e saud\u00e1veis.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Post scriptum<\/em>: se eu soubesse que iria ser assim, n\u00e3o sei, n\u00e3o, se em 1960 eu teria optado por me tornar instrutor do Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>UMA ODE CONTRA OS FALSOS ESTERE\u00d3TIPOS\u00a0 \u00a0 O que \u00e9 o Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) &nbsp; O Y\u00f4ga (a Y\u00f4ga, a Y\u00f3ga, o Y\u00f3ga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) \u00e9 uma filosofia. 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