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Foi um choque cultural enorme, contudo, bastante ilustrativo.<\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">A primeira emo\u00e7\u00e3o foi sobrevoar o deserto de Thar. O avi\u00e3o voava a 900 km por hora e j\u00e1 havia quase meia hora de areia, \u00e0s vezes clara, \u00e0s vezes avermelhada, mas, por certo, sempre escaldante. Num dado momento, um o\u00e1sis! Que sensa\u00e7\u00e3o indescrit\u00edvel. Reagi quase como se estivesse caminhando l\u00e1 embaixo, sedento. Era s\u00f3 um tufo de pequenas palmeiras e grama verde, mas&#8230; que imagem bonita e t\u00e3o rica em vida, comparada com aquelas areias est\u00e9reis e inclementes. <\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">\u00c0s vezes aparecia um povoado em torno de um o\u00e1sis, outras vezes sem ele. Dava para enxergar as trilhas de camelos, marcadas na areia mais dura, como verdadeiras estradas, t\u00e3o longas que perdiam-se no horizonte sem um cruzamento sequer. Todos j\u00e1 vimos isso em fotos ou filmes, mas estar ali em cima era outra coisa. Nas rarefeitas aldeias, aquela gente isolada do mundo, vivia de qu\u00ea? Se n\u00e3o havia agricultura, \u00e1gua, mat\u00e9rias primas? Viveriam s\u00f3 de pastorear cabras, a um calor de 50<sup>o<\/sup>C de dia e 10 negativos \u00e0 noite, e nunca pensaram em sair dali?<\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">Come\u00e7aram, ent\u00e3o, a aparecer nacos esparsos de vegeta\u00e7\u00e3o des\u00e9rtica, <\/span><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana;\">amarelada. Ao longe, uma vis\u00e3o inesquec\u00edvel: o fim do deserto. Eu i<span style=\"letter-spacing: -0.1pt;\">maginava que os desertos fossem acabando pouco a pouco, com a modifica\u00e7\u00e3o gradativa do tipo de solo. No entanto, visto l\u00e1 de cima era impressionante. Aquele deserto acabava de repente, numa linha bem demarcada, onde as areias bruscamente paravam. Vegeta\u00e7\u00e3o verde, estradas asfaltadas e uma incr\u00edvel multiplicidade de vilarejos, marcava o in\u00edcio da, assim chamada, civiliza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">O oposto dessa experi\u00eancia foi um outro voo, sobre os Him\u00e1layas. O avi\u00e3o estava poucos metros acima das geleiras e uma senhora perguntou ao comiss\u00e1rio de bordo, por que est\u00e1vamos voando a t\u00e3o pouca altitude.<\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: 0.2pt;\">\u2013 N\u00e3o estamos voando baixo, madame. As montanhas \u00e9 que s\u00e3o muito altas!<\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">Que coisa linda! Milhares de quil\u00f4metros de montanhas cobertas de neve, enrugadas, comprimidas umas contra as outras, algumas altivas, destacando seus picos majestosos. De um lado batia o sol e do outro havia sombra, num contraste de cores enriquecido pela din\u00e2mica da aeronave, proporcionando um espet\u00e1culo inimagin\u00e1vel. E saber que, tal como no deserto, n\u00e3o havia quase ningu\u00e9m l\u00e1 embaixo, a n\u00e3o ser o Yeti e uma ou outra aldeia encravada num vale. E estes, como ser\u00e1 que sobreviviam ali? O ser humano \u00e9 mesmo obstinado!<\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">Em<\/span><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\"> minhas viagens passei por mais uma experi\u00eancia que eu gostaria de repartir com voc\u00ea. J\u00e1 assistiu a um p\u00f4r-do-sol que n\u00e3o acabasse? Est\u00e1vamos viajando numa dire\u00e7\u00e3o em que acompanh\u00e1vamos o sol em seu descenso. O c\u00e9u ficara alaranjado e violeta em toda a extens\u00e3o da linha do horizonte. O sol, vermelho, podia ser observado sem ferir os olhos e estava descendo lentamente. Dentro do avi\u00e3o, tudo parou para observar o crep\u00fasculo. Exclama\u00e7\u00f5es de admira\u00e7\u00e3o e cliques de c\u00e2meras pipocando, longe de perturbar, at\u00e9 enriqueceram a magia do momento. S\u00f3 que o &#8220;momento&#8221; n\u00e3o terminava! Habituados \u00e0 curta dura\u00e7\u00e3o de um fen\u00f4meno assim, visto do ch\u00e3o, todos a bordo comentavam a beleza que estava sendo, poder observar \u00e0 vontade e ainda jantar \u00e0 luz desse p\u00f4r-de-sol que durou quase uma hora.<\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">Tudo<\/span><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\"> isso move a minha gratid\u00e3o \u00e0 profiss\u00e3o de instrutor de Y\u00f4ga. Se n\u00e3o fosse por ela, eu n\u00e3o teria podido viajar tanto e vivenciar experi\u00eancias t\u00e3o fascinantes. <\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">Outra grande emo\u00e7\u00e3o foi quando os trens de aterrissagem do avi\u00e3o toca<\/span><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.2pt;\">ram o solo da \u00cdndia. Senti-me comover. Eu estava mesmo na \u00cdndia, a<\/span><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">quele pa\u00eds legend\u00e1rio do qual ouvira falar desde crian\u00e7a. A \u00cdndia dos filmes de aventura, dos contos fant\u00e1sticos e dos livros de Y\u00f4ga. A \u00cdndia dos faquires e dos maraj\u00e1s, dos elefantes e dos templos. E eu estava l\u00e1!<\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">Dali para frente foi um misto de surpresas e decep\u00e7\u00f5es, alegrias e tristezas. Afinal era como devia ser, pois a \u00cdndia tornou-se conhecida como o pa\u00eds dos contrastes.<\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana;\">Primeiro<\/span><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana;\">, fiquei um pouco embaralhado com a confus\u00e3o \u00e0 sa\u00edda do ae<span style=\"letter-spacing: -0.1pt;\">roporto<\/span><span style=\"letter-spacing: -0.1pt;\">. Todos os indianos s\u00e3o t\u00e3o sol\u00edcitos que um quer levar a mala, outros querem providenciar o t\u00e1xi e mais uns quantos disputam para indicar o hotel. Dei azar. Aceitei a indica\u00e7\u00e3o do mais simp\u00e1tico e acabei num hotel t\u00e3o distante do centro de Nova Delhi que parecia outra cidade. No dia seguinte mudei-me para um mais bem localizado e menos <\/span><span style=\"letter-spacing: 0.1pt;\">dispendioso<\/span><span style=\"letter-spacing: 0.1pt;\">. Se um dia voc\u00ea for a Delhi, <\/span><span style=\"letter-spacing: -0.1pt;\">\u00e9 aconselh\u00e1vel ficar em algum hotel pr\u00f3ximo a Connaught Place e Janpath Street, onde est\u00e3o situadas quase todas as coisas mais importantes de Nova Delhi para o viajante: companhias a\u00e9reas, ag\u00eancias de turismo, o Tourist Office do Governo, restaurantes, cinemas e um variad\u00edssimo com\u00e9rcio de artesanato, tecidos, roupas, estatuetas, pinturas, incenso, instrumentos musicais, henna, japamalas e tudo o que a sua imagina\u00e7\u00e3o nem conseguiria pressupor. Livros, n\u00e3o. \u00c9 melhor compr\u00e1-los em Velha Delhi, na livraria Picadilly Circus. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">Adorei a comida da \u00cdndia desde o primeiro instante e, como eu, todos quantos a conheceram. Al\u00e9m de saboros\u00edssima, pode-se aceitar o que vier, pois o pa\u00eds \u00e9 vegetariano e n\u00e3o h\u00e1 perigo de a comida vir com carne de boi, de peixes ou de aves. Por outro lado, se o paladar \u00e9 superlativo, precisei me adaptar a um pormenor. Tudo vem hipercondimentado com gengibre, cominho, cravo, canela, cardamomo, coentro, curry e chili. Este \u00faltimo \u00e9 mais ardido que a pr\u00f3pria pimenta baiana. Como ainda n\u00e3o estava habituado a comidas t\u00e3o ricas em especiarias, no segundo dia pedi uma salada de vegetais crus, pois assim, pensava eu, viriam seguramente sem tempero. De fato, recebi uma salada sem sal, sem azeite e sem tempero algum. Comecei a comer e gostei, apesar da falta total do paladar exacerbado dos condimentos. A fome \u00e9 o melhor tempero. Com apetite, localizei, l\u00e1 no meio, uma pequena vagem verde. Simpatizei com a cara daquela vagenzinha t\u00e3o inocente. Mastiguei e engoli. Era o pr\u00f3prio chili! Nunca na minha vida havia tido uma sensa\u00e7\u00e3o igual&#8230; parecia que ia morrer. Imaginei que beber \u00e1cido sulf\u00farico n\u00e3o devia ser pior. Salvou-me uma garrafa de refrigerante, que sorvi de uma s\u00f3 vez.<\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">Tendo passado por esse batismo de fogo (literalmente de fogo), segui no meu curso de \u00cdndia. Nos primeiros dias, era p\u00f4r o p\u00e9 na rua e constatar que mais uma falsa imagem ru\u00eda. A primeira fora a alimenta\u00e7\u00e3o, pois os livros de Y\u00f4ga, em geral, aconselham usar pouco condimento. Mas mesmo as escolas e mosteiros mais espartanos serviam a comida com um paladar bem requintado e forte. A\u00ed, entendi: para eles, aquilo \u00e9 que era pouco condimentado. A culin\u00e1ria ocidental seria considerada \u201c\u00e0 moda de isopor\u201d. <\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">Outra<\/span><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\"> fantasia da nossa desinforma\u00e7\u00e3o \u00e9 supor que os indianos comuns tenham conhecimento de s\u00e2nscrito. O s\u00e2nscrito para o hindu \u00e9 como o latim para n\u00f3s. Tentei comprar um dicion\u00e1rio de s\u00e2nscrito, mas n\u00e3o foi f\u00e1cil encontrar. A cada livraria era o mesmo ritual: eu chegava, o livreiro vinha sol\u00edcito, com um sorriso nos l\u00e1bios. Por\u00e9m, quando lhe pedia o dicion\u00e1rio, ele fechava a cara, respondia rispidamente que n\u00e3o tinha e virava as costas. Pensei at\u00e9 que tivessem alguma coisa contra o s\u00e2nscri<span style=\"letter-spacing: 0pt;\">to<\/span><span style=\"letter-spacing: 0pt;\">. Depois descobri: \u00e9 o jeit\u00e3o do indiano. O <em style=\"mso-bidi-font-style: normal;\">sim<\/em>, diz-se com muita a<span style=\"letter-spacing: -0.1pt;\">mabilidade<\/span><span style=\"letter-spacing: -0.1pt;\"> e o <em style=\"mso-bidi-font-style: normal;\">n\u00e3o<\/em>, com rispidez. Faz parte da dramatiza\u00e7\u00e3o da linguagem. Ap\u00f3s ter compreendido isso, n\u00e3o me aborreci mais. No nosso pa\u00eds \u00e9 diferente. Quando precisamos dizer <em style=\"mso-bidi-font-style: normal;\">n\u00e3o<\/em>, fazemo-lo com cara e voz de quem est\u00e1 desolado e, frequentemente, acrescentamos uma s\u00e9rie de justificativas. Assim tamb\u00e9m j\u00e1 \u00e9 demais.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">N\u00f3s<\/span><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\"> esperamos ainda que todo indiano entenda de Y\u00f4ga. No entanto, um n\u00famero relativamente pequeno de indianos dedica-se a essa filosofia. No Brasil temos proporcionalmente muito mais instrutores de Y\u00f4ga do que na \u00cdndia, com mais de um bilh\u00e3o e tanto de habitantes espremidos num territ\u00f3rio cerca de tr\u00eas vezes menor que o nosso.<\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">Primeiramente, tinha que me ambientar e conhecer a cidade. Visitei templos de v\u00e1rias religi\u00f5es (hindus, mu\u00e7ulmanos, sikhs, budistas, jainistas etc.), mercados, pal\u00e1cios, museus, ru\u00ednas, monumentos. Fui ao Memorial do Gandhi, erigido no local onde ele foi cremado. Visitei o Forte Vermelho, palco de tantas batalhas. N\u00e3o podia deixar de conhecer o Qtub Minar, a torre inclinada da \u00cdndia, ao lado do qual encontra-se o poste de ferro constru\u00eddo h\u00e1 s\u00e9culos, deixado desde ent\u00e3o ao tempo e \u00e0 chuva e, apesar disso, n\u00e3o enferruja. Essa curiosidade cient\u00edfica \u00e9 comentada com algum sensacionalismo por Von Daniken em seu livro <em style=\"mso-bidi-font-style: normal;\">Eram os deuses astronautas?.<\/em><\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <a href=\"http:\/\/www.uni-yoga.org\/blogdoderose\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/templo-de-khajuraho.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1154 alignnone\" title=\"templo-de-khajuraho\" src=\"http:\/\/www.uni-yoga.org\/blogdoderose\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/templo-de-khajuraho-204x300.jpg\" alt=\"\" width=\"204\" height=\"300\" \/><\/a><em><\/em><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">Enfim, perfiz o indefect\u00edvel roteiro de qualquer turista comum. A maioria fica por a\u00ed, d\u00e1-se por satisfeita e volta para c\u00e1 cantando de galo, sem ter feito, visto ou aprendido absolutamente nada que prestasse em termos de Y\u00f4ga.<\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">T\u00e3o logo me familiarizei com o territ\u00f3rio, sa\u00ed \u00e0 procura dos bons Mestres. Em Delhi n\u00e3o fui feliz. Certamente, h\u00e1 boas escolas por l\u00e1, mas nessa primeira investida n\u00e3o encontrei nenhuma que satisfizesse as minhas expectativas. Eu dispunha de um cat\u00e1logo publicado pelo Governo da \u00cdndia com os endere\u00e7os de um grande n\u00famero de entidades selecionadas, por\u00e9m n\u00e3o senti empatia por nenhuma delas. Comecei ent\u00e3o a colher indica\u00e7\u00f5es dos pr\u00f3prios indianos e verifiquei um consenso. A esmagadora maioria declarava que determinado professor era o melhor, embora seu nome n\u00e3o constasse do meu guia. No entanto, quando eu questionava:<\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">\u2013 O que leva voc\u00ea a consider\u00e1-lo o melhor? <\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">Todos, unanimemente respondiam:<\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">\u2013 \u00c9 porque ele vai \u00e0 televis\u00e3o(!). <\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">Ora<\/span><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">, tamb\u00e9m estou sendo seguidamente entrevistado pela TV, mas seria um dem\u00e9rito se o povo dissesse que sou bom Mestre somente por essa raz\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\">Em vista disso, preferi n\u00e3o conhec\u00ea-lo. Cansei de procurar na capital e decidi seguir para os Him\u00e1layas.<\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: right;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\"><strong>Aguarde a continua\u00e7\u00e3o: Os Him\u00e1layas<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"LI\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; page-break-after: auto; text-indent: 0cm; text-align: right;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana; letter-spacing: -0.1pt;\"><strong><\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin: 6pt 0cm 0pt; text-align: right;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Extrato do nosso livro Quando \u00e9 Preciso Ser Forte A partida para a \u00cdndia Chegado o momento certo deixei Paris e voei para Delhi. Foi um choque cultural enorme, contudo, bastante ilustrativo. A primeira emo\u00e7\u00e3o foi sobrevoar o deserto de Thar. 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