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K<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma \u00e9 uma lei natural, como a lei da gravidade. Essa \u00e9 a vis\u00e3o que o Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga mais antigo, de fundamenta\u00e7\u00e3o Nir<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00ed<\/span>shwara-S<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>mkhya<a title=\"\" href=\"#_ftn1\">[1]<\/a>, tem do k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma. A vis\u00e3o espiritualista surge mais tarde e \u00e9 refor\u00e7ada na mesma medida em que a filosofia V\u00ead<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>nta torna-se mais popular, especialmente a partir do s\u00e9culo VIII d.C. Posteriormente, o conceito de k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma \u00e9 importado pelo Ocidente e cristianizado, ou seja, \u00e9 feita uma releitura com base nos princ\u00edpios crist\u00e3os de culpa e pecado. K<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma deixa de ser uma lei que est\u00e1 fora e al\u00e9m do bem e do mal, para tornar-se algo com conota\u00e7\u00e3o negativa, que se deve pagar com sofrimento.<\/p>\n<p>Se conhecermos os mecanismos que regem o dh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma e o k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma, teremos quase total dom\u00ednio sobre a nossa vida e o nosso destino. Ali\u00e1s, podemos definir k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma como um destino male\u00e1vel, que modificamos a cada minuto em virtude das nossas a\u00e7\u00f5es, palavras e pensamentos. Estamos o tempo todo a tecer nosso futuro imediato e distante.<\/p>\n<p>Cada a\u00e7\u00e3o (<em>k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma <\/em>= a\u00e7\u00e3o) protagonizada gera inexoravelmente uma rea\u00e7\u00e3o, ainda que a a\u00e7\u00e3o inicial tenha sido apenas palavra ou pensamento. Ent\u00e3o, devemos tomar muito cuidado com o que dizemos e com o que pensamos, n\u00e3o por uma raz\u00e3o meramente moral, mas por saber que n\u00e3o haver\u00e1 como furtar-nos \u00e0 responsabilidade das consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>Este livro vai nos ensinar como manobrar a lei do k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma a nosso favor para transformar a nossa vida para melhor, mas n\u00e3o conseguir\u00e1 auxiliar aqueles que usam da a\u00e7\u00e3o mal intencionada, da palavra caluniosa ou do pensamento malicioso contra outro ser humano.<\/p>\n<\/div>\n<p><strong><br clear=\"all\" \/> <\/strong><\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0<strong>Diferen\u00e7as entre k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma e dh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma<\/strong><a title=\"\" href=\"#_ftn2\"><sup><sup>[2]<\/sup><\/sup><\/a><strong><\/strong><\/p>\n<p align=\"right\"><em>Por mais que se fa\u00e7a o bem<br \/>\nsempre se desagrada algu\u00e9m.<br \/>\n<\/em>DeRose<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O ocidental costuma confundir k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma com dh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma, no entanto, trata-se de duas categorias de leis completamente diferentes. A pr\u00f3pria palavra dh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma significa, literalmente, lei. Refere-se a qualquer lei humana: lei jur\u00eddica, regulamento de um clube ou condom\u00ednio, norma religiosa etc. Inclusive, o termo dh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma tamb\u00e9m pode ser usado, por extens\u00e3o, com o significado de religi\u00e3o. Assim, dh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma \u00e9 uma lei humana e k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma, uma lei universal. Dh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma est\u00e1 sujeito ao tempo e ao espa\u00e7o, enquanto k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma est\u00e1 al\u00e9m do tempo e do espa\u00e7o.<\/p>\n<p>O dh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma \u00e9 uma lei moral, pois depende das normas de um determinado pa\u00eds, regi\u00e3o, cidade, grupo cultural e de uma determinada \u00e9poca. Mudando o tempo ou mudando o lugar, as regras mudam. O dh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma depende dos costumes (<em>mores<\/em>, em latim<a title=\"\" href=\"#_ftn3\">[3]<\/a>).<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 70, uma jovem brasileira rec\u00e9m-chegada da Europa, atreveu-se a fazer <em>topless<\/em> em Ipanema. Foi presa por atentado ao pudor. Mas era de fam\u00edlia influente e processou o Governo. Ganhou a a\u00e7\u00e3o judicial. A fam\u00edlia devia ser mesmo muito poderosa, pois isso ocorreu durante a ditadura de extrema direita, profundamente moralista. O fato \u00e9 que uma lei foi criada por causa dela, permitindo que se praticasse o <em>topless<\/em> em Ipanema. A partir de ent\u00e3o, os policiais que antes aplicavam a repress\u00e3o, agora defenderiam contra eventuais agress\u00f5es a quem desejasse tomar sol mais \u00e0 vontade. Uma quest\u00e3o de datas. No entanto, se a jovem passasse inadvertidamente a divisa de Ipanema com Copacabana, o mesmo policial que a defenderia na outra praia, nesta, seria capaz de lhe dar ordem de pris\u00e3o. Uma quest\u00e3o de lugar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>O swadh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma<\/strong><\/p>\n<p>Swadh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma significa \u201co seu pr\u00f3prio dh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma\u201d. Constitui uma esp\u00e9cie de agravante ou atenuante, aplicado a cada caso espec\u00edfico. Por exemplo, o dh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma declara que \u00e9 proibido matar, mas no caso de um militar defendendo a p\u00e1tria, o dh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma abre uma exce\u00e7\u00e3o e ainda o condecora pela quantidade de inimigos abatidos.<\/p>\n<p>Podem ocorrer diversas circunst\u00e2ncias em que o dh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma determine algo que seja dif\u00edcil ou desagrad\u00e1vel cumprir, ou cujo cumprimento traga algum inconveniente. O ideal \u00e9 que o indiv\u00edduo se flexibilize para adaptar o seu dh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma pessoal ao dh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma geral da na\u00e7\u00e3o ou da institui\u00e7\u00e3o a que estiver atrelado<a title=\"\" href=\"#_ftn4\">[4]<\/a>. Por exemplo, um jovem prestando o servi\u00e7o militar e que queira obedecer \u00e0 lei universal, o k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma, ao inv\u00e9s de declarar que se nega a matar os inimigos e acabar preso, tachado de covarde ou traidor, poder\u00e1, mais inteligentemente, pedir transfer\u00eancia para o servi\u00e7o de enfermaria. Em vez de se chocar de frente com as normas vigentes, ter\u00e1 dado a volta nelas, com um bom jogo de cintura.<\/p>\n<p>Vemos, ent\u00e3o, que o k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma e o dh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma eventualmente podem se contradizer. Numa tribo antrop\u00f3faga, o dh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma \u00e9 matar e canibalizar os inimigos. Na profiss\u00e3o de policial, o dh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma pode ser atirar para matar. Em caso de guerra, o dh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma \u00e9 trucidar o maior n\u00famero poss\u00edvel de soldados advers\u00e1rios. Por\u00e9m, o k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma, em todos esses casos permanece imut\u00e1vel e universal: determina <strong>n\u00e3o matar<\/strong>. E n\u00e3o apenas <em>n\u00e3o matar gente<\/em>.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio dh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma sh<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>stra de Mois\u00e9s, declara solenemente em Exodus, cap\u00edtulo 20: \u201cN\u00e3o matar\u00e1s.\u201d Em parte alguma est\u00e1 escrito \u201cn\u00e3o matar\u00e1s homens\u201d. Est\u00e1 escrito <em>n\u00e3o matar\u00e1s<\/em>. Portanto, ao matar animais para comer<a title=\"\" href=\"#_ftn5\">[5]<\/a>, voc\u00ea est\u00e1 contra o k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma, que \u00e9 universal, e contra o dh<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma, que \u00e9 a lei religiosa do Cristianismo e do Juda\u00edsmo<a title=\"\" href=\"#_ftn6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p>K<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma \u00e9 apenas uma lei de causa e efeito, do g\u00eanero &#8220;cuspiu <em>pra<\/em> cima, vai receber uma cusparada no rosto&#8221;. A pura lei do k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma \u00e9 simplesmente mec\u00e2nica e n\u00e3o espiritual. Nem sequer moral. Independe de fundamenta\u00e7\u00e3o reencarnacionista ou at\u00e9 mesmo te\u00edsta. Refere-se a um mecanismo da pr\u00f3pria natureza. Uma esp\u00e9cie de lei da gravidade muito distante do fatalismo que lhe atribu\u00edmos.<\/p>\n<p>Comparando a lei do k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma com a lei da gravidade, vamos concluir que as duas t\u00eam muito em comum. Se voc\u00ea cospe para cima, recebe a cusparada na cara. N\u00e3o foi castigo. Nenhuma divindade interrompeu seus afazeres macroc\u00f3smicos para punir o homin\u00eddeo que teria feito algo \u201cerrado\u201d. Se voc\u00ea ignora a lei da gravidade e segue caminhando numa trilha em que haja um grande fosso, cair\u00e1 nele. Machucar-se-\u00e1. Sendo ignorante da lei da gravidade, vai ficar se lamentando pelos ferimentos e ir\u00e1 atribu\u00ed-los \u00e0 vontade dos deuses ou dos dem\u00f4nios. Precisar\u00e1 cair outras e outras vezes, at\u00e9 aprender que n\u00e3o est\u00e1 se contundindo pelo des\u00edgnio de deuses ou maus esp\u00edritos, e sim porque h\u00e1 uma lei natural, a lei da gravidade, que o faz cair no fosso. Aprendida a li\u00e7\u00e3o, ao se deparar com o buraco \u00e0 sua frente, voc\u00ea n\u00e3o continuar\u00e1 caminhando desavisadamente em dire\u00e7\u00e3o a ele. Vai contorn\u00e1-lo, salt\u00e1-lo, colocar uma ponte ou descer o fosso por um lado e subir pelo outro. Enfim, tomar\u00e1 alguma medida dentre as tantas alternativas que existem para cada caso, mas n\u00e3o cair\u00e1 mais por ignor\u00e2ncia da lei. Com o k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma, \u00e9 exatamente da mesma forma.<\/p>\n<p>Outra compara\u00e7\u00e3o do k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma com a gravidade: voc\u00ea monta numa bicicleta e sai andando nela. Gerou o k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma potencial de uma queda de bicicleta. No momento em que voc\u00ea para e desce do ve\u00edculo, terminou o seu k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma potencial de uma queda de bicicleta. Teve in\u00edcio um outro k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma potencial, o de escorregar e cair, o que j\u00e1 \u00e9 bem mais suave.<\/p>\n<p>Tudo o que fazemos, falamos, sentimos ou pensamos gera k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma. A quest\u00e3o \u00e9 saber como ir substituindo um k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma que produza resultados inconvenientes por outro que cause consequ\u00eancias desej\u00e1veis.<\/p>\n<p>O k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma se divide em tr\u00eas tipos: passivo, potencial e manifestado. Temos absoluto dom\u00ednio sobre os dois primeiros. Essa \u00e9 uma boa not\u00edcia. Voc\u00ea nunca imaginou que teria controle total sobre dois te0r\u00e7os do seu destino! Existe uma par\u00e1bola que ilustra isso muito bem. O ser humano e o seu k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma s\u00e3o como o arqueiro com suas flechas. Na primeira etapa, as flechas est\u00e3o pousadas passivamente na aljava. Esse momento representa o k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma passivo, com o qual voc\u00ea pode fazer o que bem entender. Na segunda etapa, o arqueiro saca uma das flechas, coloca-a no arco e tensiona-o. Ele p\u00f4s em estado de alerta uma energia potencial, mas ainda tem completo dom\u00ednio, pois poder\u00e1 conferir mais ou menos tens\u00e3o ao arco, poder\u00e1 atirar nesta ou naquela dire\u00e7\u00e3o e, ainda, poder\u00e1 desistir de lan\u00e7ar a flecha e guard\u00e1-la novamente no coldre. A terceira etapa, \u00e9 quando o arqueiro solta a flecha. A partir da\u00ed n\u00e3o d\u00e1 para voltar atr\u00e1s, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel sair correndo para alcan\u00e7ar a flecha e faz\u00ea-la parar. Nesse caso, n\u00e3o h\u00e1 como impedir que toda uma sucess\u00e3o de consequ\u00eancias se desencadeie. Somente sobre esta \u00faltima forma de k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma voc\u00ea n\u00e3o ter\u00e1 dom\u00ednio.<\/p>\n<p>Na verdade, o exemplo acima n\u00e3o pretende expressar uma precis\u00e3o matem\u00e1tica de que tenhamos dom\u00ednio sobre exatos dois ter\u00e7os do nosso k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma. Trata-se de uma antiga compara\u00e7\u00e3o para nos proporcionar uma ideia de que temos dom\u00ednio perfeito sobre a maior parte do nosso futuro.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, qualquer que seja o nosso k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma, a liberdade que temos sobre as formas de cumpri-lo \u00e9 bastante el\u00e1stica. A sensa\u00e7\u00e3o de restri\u00e7\u00e3o ou impedimento \u00e9 muito mais decorrente dos pr\u00f3prios receios de mudar e da acomoda\u00e7\u00e3o das pessoas, do que propriamente da lei de causa e efeito.<\/p>\n<p>\u00c9 como se o cumprimento de um k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma fosse uma viagem num transatl\u00e2ntico. Voc\u00ea est\u00e1 inevitavelmente dirigindo-se ao seu destino, entretanto, poder\u00e1 aproveitar a jornada de diversas maneiras. Poder\u00e1 cumprir o percurso relacionando-se bem ou mal com os companheiros de viagem. A bordo, ter\u00e1 o direito de tomar sol, nadar, ler, dan\u00e7ar, praticar esportes. Ou de reclamar da vida, da monotonia, do cheiro de maresia, do balan\u00e7o do navio, do servi\u00e7o de camarote, do tamanho da escotilha, do enjoo&#8230; Todos chegar\u00e3o ao destino, de uma maneira ou de outra. S\u00f3 que alguns divertir-se-\u00e3o bastante no trajeto. Outros v\u00e3o sofrer. Isso deve-se <span style=\"text-decoration: underline;\">preponderantemente<\/span> ao temperamento de cada um e n\u00e3o ao k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma. Este \u00e9 o verdadeiro conceito de k<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rma. O resto \u00e9 complexo de culpa.<\/p>\n<div><\/div>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Pode-se grafar Nir<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00ed<\/span>shwaras<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>mkhya ou, separadamente, Nir<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00ed<\/span>shwara-S<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>mkhya, neste segundo caso para melhor entendimento do leitor n\u00e3o familiarizado com os termos s\u00e2nscritos. Quando escrevemos Dakshinach<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>rat<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>ntrika-Nir<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00ed<\/span>shwaras<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>mkhya Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga damos prefer\u00eancia a usar o h\u00edfen apenas para associar o T<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>ntra (de linha Dakshinach<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>ra) com o S<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>mkhya (de linha Nir<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00ed<\/span>shwara), formando assim um bloco que constitui o pr\u00e9-nome desse tronco de Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga, o qual parece ser o mais antigo.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> <strong><em>Karma e dharma, transforme a sua vida<\/em><\/strong> faz parte de uma cole\u00e7\u00e3o de 40 cursos gravados em v\u00eddeo\/DVD que podem ser adquiridos na Universidade de Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga. Recomendamos que os estudantes re\u00fanam os amigos para dividir custos e compartilhar as aulas. Chamamos a isso Grupo de Estudos. Para conhecer o conte\u00fado dos v\u00eddeos consulte o livro <strong><em>Programa do Curso B\u00e1sico<\/em><\/strong>. Nesse livro h\u00e1 tamb\u00e9m instru\u00e7\u00f5es sobre como conduzir um Grupo de Estudos. Se quiser acessar gratuitamente na internet um resumo dessas aulas, basta entrar no <em>site<\/em> <strong>www.uni-yoga.org<\/strong>.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> O termo moral prov\u00e9m do latim <em>mores<\/em>, costumes. Ou seja, imoral n\u00e3o significa algo intrinsecamente reprov\u00e1vel e sim algo que n\u00e3o faz parte dos costumes. As pessoas n\u00e3o est\u00e3o acostumadas com tal ou qual procedimento e, por isso, estranham-no. \u00c9 interessante observar que <em>mores<\/em>, em latim, significa costumes, mas <em>more<\/em> significa estupidamente, tolamente.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a> Uma li\u00e7\u00e3o a respeito de flexibilidade. O poderoso carvalho disse ao bambu: \u201cVoc\u00ea \u00e9 muito magrinho. Basta uma brisa para faz\u00ea-lo dobrar-se. Eu, pelo contr\u00e1rio, nem sinto o vento.\u201d Certo dia, ocorreu um vendaval que derrubou o carvalho, mas n\u00e3o afetou o bambu, pois ele se dobrou e depois retornou \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a> Literatura sobre culin\u00e1ria e gastronomia sem carnes: <strong><em>M\u00e9todo de Boa Alimenta\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong>, deste autor; <strong><em>Gourmet Vegetariano<\/em><\/strong>, de Ros\u00e2ngela de Castro; <strong><em>La dieta del Y\u00f4ga<\/em><\/strong>, Edgardo Caramella, Editorial Kier.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a> \u201cE disse Deus ainda: Eis que vos tenho dado todas as ervas que d\u00e3o semente e se acham na superf\u00edcie de toda a terra, e todas as \u00e1rvores em que h\u00e1 fruto que d\u00ea semente; isso vos ser\u00e1 para mantimento.\u201d (Genesis, cap. I, vers. 29).<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Karma O Universo \u00e9 polarizado: se tem gente contra (\u2013), \u00e9 porque voc\u00ea \u00e9 a favor (+). DeRose \u00a0 Karma prov\u00e9m da raiz s\u00e2nscrita kr, agir, que deu origem aos termos karma (a\u00e7\u00e3o) e kriy\u00e1 (atividade). Karma \u00e9 uma lei natural, como a lei da gravidade. 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