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Uns s\u00e3o mais corretos, outros menos; uns mais elegantes, outros nem tanto; e alguns s\u00e3o inici\u00ad\u00e1ticos, outros, profanos. Isto pode ser percebido por um iniciado pela simples observa\u00e7\u00e3o da caligrafia adotada, ou ent\u00e3o prestando aten\u00e7\u00e3o no momento em que o s\u00edmbolo \u00e9 grafado.<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p>Aquele desenho semelhante ao n\u00famero <strong>30<\/strong> que aparece em quase todos os livros e entidades de Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga \u00e9 uma s\u00edlaba constitu\u00edda por tr\u00eas letras: A, U e M (fonema au + m<a title=\"\" href=\"#_ftn1\">[1]<\/a>). Pronuncia-se \u00d4M. Um erro comum aos que n\u00e3o conhecem Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga \u00e9 pronunciar as tr\u00eas letras \u201c<em>AUM<\/em>\u201d. Tra\u00e7ado em caracteres, \u00e9 um y<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>ntra. Pronunciado, \u00e9 um m<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>ntra. H\u00e1 in\u00fameras maneiras de pronunci\u00e1-lo para se obter diferentes resultados f\u00edsicos, energ\u00e9ticos, emocionais e outros.<\/p>\n<p>\u00d4M n\u00e3o tem tradu\u00e7\u00e3o. Apesar disso, os hindus o consideram como o pr\u00f3prio nome do Absoluto, seu <em>corpo sonoro<\/em>,<em> <\/em>devido \u00e0 sua antiguidade e amplo espectro de efeitos colhidos por quem o vocaliza de forma certa, ou o visualiza com um tra\u00e7ado correto.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea pratica Sw<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>Sthya Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga e identificou-se com o que expomos neste livro, sem d\u00favida voc\u00ea \u00e9 dos nossos. Isso o autoriza a utilizar o nosso tra\u00e7ado do \u00d4M para concentrar-se e meditar, bem como a portar nossa medalha. S\u00f3 n\u00e3o pode usar o \u00d4M antes da assinatura, como fa\u00adzem os instrutores, enquanto n\u00e3o aprender a forma correta de tra\u00e7ar e enquanto n\u00e3o obtiver autoriza\u00e7\u00e3o do seu Mestre para incorpor\u00e1-lo dessa maneira ao seu nome.<\/p>\n<p>A cada livro que consulte ou entidade que voc\u00ea visite, notar\u00e1 que o \u00d4M difere ligeiramente. Os diferentes grafismos do \u00d4M originaram-se na caligrafia dos diversos Mestres. Cada pessoa tem sua caligrafia particular ao escrever seja l\u00e1 o que for. O mesmo ocorre com o \u00d4M. A atitude dos disc\u00edpulos \u00e9 bem l\u00f3gica. \u201cMeu Mestre conhece mais do que eu. Se ele escreve assim, essa forma deve ser mais correta. Ent\u00e3o, vou adot\u00e1-la.\u201d Na verdade, tal processo \u00e9 inconsciente, mas o fato \u00e9 que praticamente todos os disc\u00edpulos daquele Preceptor passam a tra\u00e7ar o \u00d4M de forma semelhante. Com o tempo, esse tra\u00e7ado acaba constituindo um emblema da respectiva Escola.<\/p>\n<p>Outra curiosidade \u00e9 que existe uma escrita curvil\u00ednea, utilizada em filosofia (no Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga, no S<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>mkhya, no V\u00ead<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>nta, no T<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>ntra etc.), que parece ser mais antiga; e outra, tendendo a retil\u00ednea, que deve ser mais recente, a qual consta dos dicion\u00e1rios e gram\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Os caracteres curvil\u00edneos usados na filosofia para tra\u00e7ar o \u00d4mk<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>ra parecem pertencer a um alfabeto ainda mais antigo que o d\u00eavan<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>gar\u00ed, utilizado para escrever o idioma s\u00e2nscrito. Consultando um texto escrito em s\u00e2nscrito, podemos notar que o alfabeto d\u00eavan<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>gar\u00ed \u00e9 predominantemente retil\u00edneo e que o pr\u00f3prio \u00d4M naquele alfabeto \u00e9 escrito segundo essa tend\u00eancia. Entretanto, saindo do dom\u00ednio da gram\u00e1tica e da ortografia para o da filosofia, s\u00f3 encontramos o \u00d4M escrito de maneira diversa, com caracteres exclusivamente curvil\u00edneos, o que demonstra sua identidade totalmente distinta. Isso tamb\u00e9m pode ser percebido na medalha do Sw<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>Sthya Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga, cuja fotografia \u00e9 reproduzida mais adiante, a qual possui algumas inscri\u00e7\u00f5es em s\u00e2nscrito, em torno do \u00d4M.<\/p>\n<p>A escrita curvil\u00ednea sugere origens numa sociedade matriarcal, mais sens\u00edvel, sem pontas ou \u00e2ngulos que pudessem ferir. Essa era a Civiliza\u00e7\u00e3o Drav\u00eddica ou Harappiana, de mais de 3000 a.C.<\/p>\n<p>J\u00e1 a escrita retil\u00ednea, mais dura, que lembra as lan\u00e7as e as l\u00e2minas, tem coer\u00eancia com a tradi\u00e7\u00e3o patriarcal, guerreira, a Civiliza\u00e7\u00e3o Ariana, instaurada na \u00cdndia a partir de \u00b11500 a.C.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>V\u00e1rias formas de tra\u00e7ar o \u00d4M<\/strong><\/p>\n<p>Embora haja v\u00e1rias maneiras de grafar o \u00d4M, ele jamais poder\u00e1 ter pontas ou \u00e2ngulos. Seu desenho, conforme foi adotado na filosofia, deve ser totalmente curvil\u00edneo.<\/p>\n<div>\n<table width=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"left\" valign=\"top\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p>H\u00e1 dois conceitos paralelos. Um, \u00e9 se o \u00d4M est\u00e1 correto. Outro, \u00e9 se o tra\u00e7ado usado \u00e9 o inici\u00e1tico. Independentemente de estar utilizando ou n\u00e3o um tra\u00e7ado inici\u00e1tico, ele pode estar correto. Pode estar correto pelas normas ortogr\u00e1ficas, por\u00e9m, profano em termos de gera\u00e7\u00e3o de linhas de for\u00e7a. Se estiver potencializado pelas linhas de for\u00e7a, seu tra\u00e7ado torna-se ainda mais poderoso.<\/p>\n<p>Na coluna da esquerda do quadro comparativo apresentamos algumas formas de tra\u00e7ar o \u00d4M. Na coluna da direita, algumas formas de tra\u00e7ar a letra <strong><em>a<\/em><\/strong>. Precisamos reconhecer que as diferen\u00e7as entre um <strong><em>a<\/em><\/strong> e outro s\u00e3o bem maiores do que as diferen\u00e7as entre um \u00d4M e outro. Podemos, ent\u00e3o, considerar que todos est\u00e3o ortograficamente corretos. No entanto, a letra <strong><em>a<\/em><\/strong> n\u00e3o \u00e9 nenhuma daquelas estiliza\u00e7\u00f5es. O tra\u00e7ado original e mais aut\u00eantico de um <strong>A<\/strong> latino \u00e9 o que est\u00e1 na coluna do meio. Assim tamb\u00e9m, o tra\u00e7ado mais aut\u00eantico do \u00d4M \u00e9 o que est\u00e1 na coluna do meio.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o seguinte \u00e9: qual ou quais desses tra\u00e7ados do \u00d4M \u00e9 ou s\u00e3o inici\u00e1ticos? Noutras palavras, qual ou quais det\u00eam mais poder pelas linhas de for\u00e7a corretamente tra\u00e7adas? Os segredos desse tra\u00e7ado inici\u00e1tico s\u00f3 s\u00e3o transmitidos de Mestre a disc\u00edpulo num processo de inicia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Sete formas de vocalizar o \u00d4M<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 sete maneiras de emitir o \u00d4M. N\u00e3o se consegue ensinar a pron\u00fancia, a entona\u00e7\u00e3o, o timbre, atrav\u00e9s de livro<a title=\"\" href=\"#_ftn2\">[2]<\/a>. Portanto, as explana\u00e7\u00f5es que se seguem aqui constam apenas \u00e0 guisa de registro. Devem servir para agu\u00e7ar a curiosidade daquele que ainda n\u00e3o tiver recebido essa inicia\u00e7\u00e3o ou para recorda\u00e7\u00e3o ao que j\u00e1 tiver tido esse privil\u00e9gio.<\/p>\n<p>As sete formas de pronunciar o pr\u00e1nava s\u00e3o as seguintes:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"26\">\n<p align=\"center\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"236\">\n<p align=\"center\"><strong>forma de pronunciar<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"200\">\n<p align=\"center\"><strong>efeito<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"26\">\n<p align=\"left\">1<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"236\">\n<p align=\"left\">Repetido ritmicamente a curtos intervalos.<\/p>\n<p align=\"left\">(\u00f4m-\u00f4m-\u00f4m-\u00f4m-\u00f4m-\u00f4m-\u00f4m-\u00f4m-\u00f4m-\u00f4m-\u00f4m\u2026)<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"200\">Induz \u00e0 medita\u00e7\u00e3o.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"26\">\n<p align=\"left\">2<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"236\">\n<p align=\"left\">Longo, repetido.<\/p>\n<p align=\"left\">(\u00f4\u00f4\u00f4mmm \u2013 \u00f4\u00f4\u00f4mmm \u2013 \u00f4\u00f4\u00f4mmm \u2013 \u00f4\u00f4\u00f4mmm \u2026)<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"200\">Contribui para o desenvolvimento de paranormalidades.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"26\">\n<p align=\"left\">3<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"236\">Com reverbera\u00e7\u00e3o da caixa craniana, mediante contra\u00e7\u00e3o da glote.<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"200\">Estimula os chakras da cabe\u00e7a (\u00e1j\u00f1a e sah\u00e1srara chakra).<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"26\">\n<p align=\"left\">4<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"236\">A mesma vocaliza\u00e7\u00e3o, s\u00f3 que com a boca fechada, como para reter a for\u00e7a e se insuflar de energia.<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"200\">Para se recarregar de for\u00e7a, naqueles momentos em que precisar de um refor\u00e7o.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"26\">\n<p align=\"left\">5<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"236\">O contr\u00e1rio, expirar soprando o ar rapidamente, produzindo o som similar ao apito grave de um navio.<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"200\">Transmite sua energia a algum objeto ou pessoa, impregnando-a nele.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"26\">\n<p align=\"left\">6<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"236\">\n<p align=\"left\">Vocaliza\u00e7\u00e3o com todos os fonemas (300 fonemas).<\/p>\n<p align=\"left\">\u00e0a\u00e2\u00f2o\u00f4\u00f5\u00f9u\u00fb\u0169mmmmm<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"200\">Desenvolve todos os chakras, todos os siddhis e todos os corpos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"26\">\n<p align=\"left\">7<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"236\">\u00d4M cont\u00ednuo. S\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel vocaliz\u00e1-lo em grupo, para que o \u00d4M continue enquanto cada um toma f\u00f4lego.<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"200\">Constroi e\/ou refor\u00e7a a egr\u00e9gora, conferindo ao praticante o poder greg\u00e1rio universal do Y\u00f4ga.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Cada uma das formas de vocaliza\u00e7\u00e3o atua prioritariamente em um tipo de efeito, no entanto, cont\u00e9m em si todos os demais efeitos das outras seis maneiras de pronunciar o pr\u00e1nava<a title=\"\" href=\"#_ftn3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>O mantra mais poderoso<\/strong><\/p>\n<p>Nas escrituras da \u00cdndia antiga, o \u00d4M \u00e9 considerado como o mais poderoso de todos os m<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>ntras. Os outros s\u00e3o considerados aspectos do \u00d4M e o \u00d4M \u00e9 a matriz dos demais m<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>ntras. \u00c9 denominado m<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>trik\u00e1 m<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>ntra, ou mantra m\u0101ter.<\/p>\n<p>O \u00d4M \u00e9 tamb\u00e9m o b<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00ed<\/span>ja-m<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>ntra do <span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>j\u00f1a ch<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>kra, isto \u00e9, o som-semente que desenvolve o centro de for\u00e7a situado entre as sobrancelhas, respons\u00e1vel pela medita\u00e7\u00e3o, intui\u00e7\u00e3o, intelig\u00eancia, premoni\u00e7\u00e3o e hiperestesia do pensamento. Por isso, \u00e9 o m<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>ntra que produz melhores resultados para as pr\u00e1ticas de concentra\u00e7\u00e3o e medita\u00e7\u00e3o, bem como desperta um bom n\u00famero de paranormalidades.<\/p>\n<p>Sendo o m<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>ntra mais completo e equilibrado, sua vocaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o apresenta nenhum perigo nem contra-indica\u00e7\u00e3o. \u00c9 estimulante, mas ao mesmo tempo aquietante, pois consiste numa vibra\u00e7\u00e3o s\u00e1ttwica<a title=\"\" href=\"#_ftn4\">[4]<\/a>, que cont\u00e9m em si tam<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>s (-) e raj<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>s (+) sublimados.<\/p>\n<p>Quando tra\u00e7ado em caracteres antigos, ele se torna um s\u00edmbolo gr\u00e1fico denominado y<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>ntra. A especialidade que estuda a ci\u00eancia de tra\u00e7ar os s\u00edmbolos denomina-se Y<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>ntra Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga. O \u00d4M pode ser tra\u00e7ado de diversas formas. Cada maneira de graf\u00e1-lo encerra determinada classe de efeitos e de caracter\u00edsticas ou tend\u00eancias filos\u00f3ficas.<\/p>\n<p>Cada linha de Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga adota um desenho t\u00edpico do \u00d4M que tenha a ver com os seus objetivos, o qual passa a constituir s\u00edmbolo seu. Por essa raz\u00e3o, n\u00e3o se deve utilizar o tra\u00e7ado adotado por uma outra Escola: por uma quest\u00e3o de \u00e9tica e tamb\u00e9m para evitar choque de egr\u00e9goras<a title=\"\" href=\"#_ftn5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m pode negar que o \u00d4M seja um s\u00edmbolo muito poderoso. Ele \u00e9 forte pelo seu tra\u00e7ado y\u00e2ntrico em si, pela sua antiguidade, seus milhares de anos de impregna\u00e7\u00e3o no inconsciente coletivo, pelos bilh\u00f5es de hindus que o usaram e veneraram, gera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s gera\u00e7\u00e3o, durante dezenas de s\u00e9culos, desde muito antes de Cristo, antes de Buddha, antes da civiliza\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia existir e, durante esse tempo todo, toda essa gente fortaleceu a egr\u00e9gora do \u00d4M!<\/p>\n<p>Evidentemente, portando tal s\u00edmbolo, estabelecemos sintonia com uma corrente de for\u00e7a, poder e energia que \u00e9 uma das maiores, mais antigas e mais poderosas da Terra. Por isso, muita gente associa a ideia de prote\u00e7\u00e3o ao uso de uma medalha com o s\u00edmbolo do \u00d4M. Embora sejamos obrigados a reconhecer certa classe de efeitos dessa ordem, achamos que tal n\u00e3o deve ser a justificativa para portar a medalha, pois, agindo assim, ficar\u00edamos suscept\u00edveis de descambar para o misticismo, com o qual a nossa linhagem de Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga Antigo (Nir<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00ed<\/span>shwaras<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>mkhya) n\u00e3o compactua. Deve-se us\u00e1-la de forma descontra\u00edda e se nos d\u00e1 prazer, como far\u00edamos com a ins\u00edgnia da nosso clube, do nosso time ou da nossa universidade; devemos port\u00e1-la unicamente se estivermos identificados com o que ela significa e com a linhagem que representa. N\u00e3o por supersti\u00e7\u00e3o nem para auferir benef\u00edcios.<\/p>\n<p>Sendo objetivo da nossa estirpe perpetuar a autenticidade do Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga Ancestral, assumimos um desenho do y<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>ntra \u00d4M reproduzido fotograficamente de um texto antigo encontrado em Rishik<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00ea<\/span>sh, nos Him<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>layas. Se voc\u00ea quiser seguir a nossa tradi\u00e7\u00e3o, est\u00e1 autorizado a utiliz\u00e1-lo, mas com a condi\u00e7\u00e3o de que o reproduza fotograficamente ou escaneado, para n\u00e3o alterar sua minuciosa exatid\u00e3o. S\u00f3 n\u00e3o estar\u00e1 autorizado a usar o \u00d4M antes da sua assinatura, pois isso constitui privil\u00e9gio dos que receberam a inicia\u00e7\u00e3o no \u00d4M pessoalmente do seu Mestre e aprenderam as diversas formas de tra\u00e7\u00e1-lo e pronunci\u00e1-lo de acordo com os efeitos desejados. S\u00f3 ent\u00e3o, poder\u00e1 incorpor\u00e1-lo dessa forma ao seu nome.<\/p>\n<p>Enquanto voc\u00ea n\u00e3o receber essa Inicia\u00e7\u00e3o, poder\u00e1 utilizar o \u00d4M de tr\u00eas formas:<\/p>\n<p>1. vocalizando-o da forma ensinada no <strong><em>CD da Pr\u00e1tica B\u00e1sica<\/em><\/strong> ou nas aulas do <strong><em>Curso B\u00e1sico em v\u00eddeo<\/em><\/strong>;<\/p>\n<p>2. mentalizando o y<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>ntra \u00d4M durante as suas pr\u00e1ticas de y<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>ntra dhy<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>na;<\/p>\n<p>3. portando a medalha com o \u00d4M ao pesco\u00e7o, mantendo sua vibra\u00e7\u00e3o perto do vish<span style=\"text-decoration: underline;\">u<\/span>ddha ch<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>kra, o centro de for\u00e7a da garganta.<\/p>\n<div><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> O <strong><em>m<\/em><\/strong>, do <strong>\u00d4M<\/strong>, na verdade, n\u00e3o \u00e9 letra <strong><em>m<\/em><\/strong> (n\u00e3o \u00e9 a letra <strong><em>ma<\/em><\/strong><em> = <\/em><strong>m<\/strong>) e sim um acento de nasaliza\u00e7\u00e3o representado por um ponto (anusw<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>ra) acima da s\u00edlaba. Ocorreu que os ingleses, que colonizaram a \u00cdndia, n\u00e3o possu\u00edam o acento correspondente \u00e0 nasaliza\u00e7\u00e3o e na translitera\u00e7\u00e3o apelaram para o uso de uma letra <strong><em>m<\/em><\/strong> final, a fim de obter efeito fon\u00e9tico semelhante. A partir da\u00ed, ap\u00f3s s\u00e9culos de utiliza\u00e7\u00e3o do <strong><em>m<\/em><\/strong> nas palavras onde deveria ser utilizado um acento, a pr\u00f3pria pron\u00fancia dos indianos foi-se modificando. A forma mais adequada de transliterar o <strong>\u00f4m<\/strong> seria <strong>\u00f5<\/strong>\u00a0 e assim teria sido se os portugueses houvessem colonizado a \u00cdndia, pois o portugu\u00eas \u00e9 uma das raras l\u00ednguas que possuem um signo de nasaliza\u00e7\u00e3o, o til (~).<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> A Universidade de Y\u00f4ga produziu um v\u00eddeo com esta aula e o <em>site<\/em> <strong>www.Uni-Yoga.org<\/strong> disponibiliza uma <em>webclass<\/em> gratuita sobre o tema.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> Evite vocalizar o \u00d4M tr\u00eas vezes. O \u00d4M, como qualquer outro m<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>ntra, precisa ser vocalizado muitas vezes (ou durante muito tempo) para gerar o campo de for\u00e7a que produzir\u00e1 seus efeitos por resson\u00e2ncia. Fazer o \u00d4M tr\u00eas vezes \u00e9 coisa de ocidental leigo, que pronuncia o \u00d4M sem conhecer sua mec\u00e2nica e o interpreta como um mero protocolo que precisa ser cumprido antes da medita\u00e7\u00e3o, mentaliza\u00e7\u00e3o ou pr\u00e1tica de Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga. Quem vocaliza tr\u00eas vezes, parece que pensa: \u201c<em>se \u00e9 uma simples formalidade, vamos cumpri-la de uma vez e acabar logo com isso<\/em>\u201d. Como o n\u00famero tr\u00eas \u00e9 cheio de simbolismos, o leigo ocidental repete-o tr\u00eas vezes. Ora, tr\u00eas repeti\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o suficientes para produzir seus poderosos efeitos. Em mais de 20 anos de viagens \u00e0 \u00cdndia, escutei uma \u00fanica vez um Mestre hindu pronunciar tr\u00eas vezes o \u00d4M: <span style=\"text-decoration: underline;\">tratava-se de aula para um grupo de ocidentais<\/span>! Certamente, o indiano sabia que os ocidentais adoram vocalizar o \u00d4M tr\u00eas vezes e quis agrad\u00e1-los. Nunca antes, e nunca mais depois daquele dia, escutei um Gur<span style=\"text-decoration: underline;\">u<\/span> pronunci\u00e1-lo apenas tr\u00eas vezes. Pronuncia-se o \u00d4M muitas vezes (geralmente em m\u00faltiplos de 9) ou de forma cont\u00ednua ou, em casos espec\u00edficos, uma s\u00f3 vez.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a> Jamais escreva \u201csat\u00edvica\u201d, como consta em alguns livros de autor brasileiro, pois isso constitui demonstra\u00e7\u00e3o de crassa ignor\u00e2ncia semelhante \u00e0 que ocorre ao grafar \u201cadevogado\u201d ou \u201cp\u00edssicologia\u201d.<br \/>\nSattwa n\u00e3o possui letra <strong><em>i<\/em><\/strong> \u2013 nem letra alguma \u2013 entre o <strong><em>t<\/em><\/strong> e o <strong><em>w<\/em><\/strong>, portanto, n\u00e3o se pode tornar t\u00f4nica a s\u00edlaba que n\u00e3o existe. Ocorrem a\u00ed dois fen\u00f4menos de deturpa\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica: ep\u00eantese, intercala\u00e7\u00e3o de uma s\u00edlaba onde ela n\u00e3o existe, e hiperbibasmo, o deslocamento de uma t\u00f4nica, por erro de pron\u00fancia, de uma s\u00edlaba para outra. O pior \u00e9 quando essa outra nem existe!<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a> Desejando saber mais sobre egr\u00e9gora, consulte o cap\u00edtulo <em>Karma<\/em>.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d4M \u00e9 o s\u00edmbolo universal do Y\u00f4ga, para todo o mundo, todas as \u00e9po\u00adcas e todos os ramos de Y\u00f4ga. No entanto, cada Escola adota um tra\u00ad\u00e7ado particular que passa a ser seu emblema. Uns s\u00e3o mais corretos, outros menos; uns mais elegantes, outros nem tanto; e alguns s\u00e3o inici\u00ad\u00e1ticos, outros, profanos. 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