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J\u00e1 temos testemunhado exemplos dessa tend\u00eancia em aulas e textos de v\u00e1rios tipos de Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga em diferentes pa\u00edses, <span style=\"text-decoration: underline;\">ap\u00f3s o contacto<\/span> com o Sw<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>Sthya.<\/p>\n<p>\u00c9 f\u00e1cil constatar que as regras e demais caracter\u00edsticas do nosso m\u00e9\u00adtodo n\u00e3o eram conhecidas nem utilizadas anteriormente: basta consul\u00adtar os livros das v\u00e1rias modalidades de Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga publicados antes da codi\u00adfica\u00e7\u00e3o do Sw<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>Sthya. Em nenhum deles, vai ser encontrada refer\u00eancia alguma \u00e0s regras gerais de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><!--more-->Por outro lado, podemos demonstrar que as regras gerais constitu\u00edram apenas uma descoberta e n\u00e3o uma adapta\u00e7\u00e3o, pois sempre estiveram presentes subjacentemente. Tome para exemplo algumas t\u00e9cnicas quaisquer, tais como uma anteflex\u00e3o (paschim\u00f4ttan<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>sana), uma retro\u00adflex\u00e3o (bhujang<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>sana) e uma lateroflex\u00e3o (trik\u00f4n<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>sana), e execute-as de acordo com as regras do Sw<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>Sthya Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga. Depois consulte um livro de H<span style=\"text-decoration: underline;\">a<\/span>tha Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga e fa\u00e7a as mesmas posi\u00e7\u00f5es seguindo suas extensas des\u00adcri\u00e7\u00f5es para cada t\u00e9cnica. Voc\u00ea vai se surpreender: as execu\u00e7\u00f5es ser\u00e3o equivalentes em mais de 90% dos casos. Portanto, existe um padr\u00e3o de comportamento. Esse padr\u00e3o foi identificado por n\u00f3s e sintetizado na forma de regras gerais.<\/p>\n<p>Tal fato passou despercebido a tantas gera\u00e7\u00f5es de Mestres do mundo inteiro durante milhares de anos e foi descoberto somente na entrada do terceiro mil\u00eanio da Era Crist\u00e3, da mesma forma como a lei da gravidade passou sem ser registrada pelos grandes s\u00e1bios e f\u00edsicos da Gr\u00e9cia, \u00cdndia, China, Egito e do mundo todo, s\u00f3 vindo a ser descoberta bem recentemente por Newton. Assim como Newton n\u00e3o inventou a gravidade, tamb\u00e9m n\u00e3o inventamos as regras gerais de execu\u00e7\u00e3o. Elas sempre estiveram l\u00e1, mas ningu\u00e9m notou.<\/p>\n<p>No Sw<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>Sthya Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga, as regras ajudam bastante, simplificando a aprendizagem e acelerando a evolu\u00e7\u00e3o do praticante. Ao instrutor, al\u00e9m disso, poupa um tempo precioso, habitualmente gasto com descri\u00e7\u00f5es e instru\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sw<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>Sthya \u00e9 o \u00fanico Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga no mundo que possui regras gerais<\/strong><\/p>\n<p>Sw\u00e1Sthya \u00e9 o \u00fanico Y\u00f4ga no mundo que possui regras gerais, ou seja, \u00e9 o \u00fanico que oferece auto-sufici\u00eancia ao prati\u00adcante. Num outro tipo de Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga o instrutor tem que ensinar ao execu\u00adtante t\u00e9cnica por t\u00e9cnica: como respirar, quanto tempo permanecer, quantas vezes repetir, onde localizar a consci\u00eancia etc. Se esse ins\u00adtrutor ensinar dez t\u00e9cnicas, seu aluno n\u00e3o saber\u00e1 fazer uma d\u00e9cima-primeira. Entretanto, se utilizasse as regras gerais, o praticante teria a vantagem de n\u00e3o ficar atrelado ao instrutor e nem dependente dele. Se precisasse seguir sozinho, poderia continuar se aprimorando, pois, tendo apren\u00addido apenas dez t\u00e9cnicas com as regras gerais, poderia desenvolver outras cem ou mil e prosseguir evoluindo sempre. As regras gerais conferem autonomia e liberdade ao s<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>dhaka. As regras gerais s\u00e3o outra contribui\u00e7\u00e3o da sistematiza\u00e7\u00e3o do Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga Antigo (Sw<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>Sthya Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga). Se voc\u00ea vir algu\u00e9m usando regras gerais, pode ter certeza de que travou algum tipo de contato com o nosso m\u00e9todo, mesmo que o negue. Esta declara\u00e7\u00e3o ser\u00e1 demonstrada no pr\u00f3ximo cap\u00edtulo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Regras gerais<\/h2>\n<p>Conforme j\u00e1 vimos, uma das principais caracter\u00edsticas do Sw<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>Sthya Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga s\u00e3o as regras gerais de execu\u00e7\u00e3o, justamente por constitu\u00edrem o alicerce da auto-sufici\u00eancia (<em>sw\u00e1Sthya<\/em>).<\/p>\n<p>Outros tipos de Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga n\u00e3o possuem regras gerais. Por isso, precisam despender muitas p\u00e1ginas dos livros ou desperdi\u00e7ar muito tempo das classes, descrevendo a execu\u00e7\u00e3o dos \u00e1sanas, um por um. Chega a ser aned\u00f3tica a repeti\u00e7\u00e3o let\u00e1rgica que constitui estribilho de alguns ensinantes \u2013 \u201cinspire, expire&#8230; inspire, expire&#8230; inspire, expire&#8230;\u201d \u2013 <em>ad nauseam<\/em>, com o qu\u00ea, muitas horas de instru\u00e7\u00f5es acabam sendo roubadas ao praticante que pagou por uma orienta\u00e7\u00e3o menos prescind\u00edvel e mais t\u00e9cnica do que essa simploriedade.<\/p>\n<p><strong>Sem as regras gerais<\/strong> o praticante aprender\u00e1 apenas aquilo que seu instrutor lhe ensinar e nada mais. Se o instrutor ensinar dez <span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>sanas e disser como respirar em cada um deles, quanto tempo permanecer, quantas vezes repetir, onde localizar a consci\u00eancia etc. e, depois disso, instrutor e praticante n\u00e3o puderem mais seguir juntos, o praticante s\u00f3 saber\u00e1 executar aquelas dez t\u00e9cnicas que lhe foram ensinadas.<\/p>\n<p><strong>Com as regras gerais<\/strong>, nas mesmas circunst\u00e2ncias, o praticante saber\u00e1 executar praticamente todos os <span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>sanas e poder\u00e1 seguir aperfei\u00e7oando-se indefinidamente, mesmo sem ter o instrutor ao seu lado. Por isso, temos disc\u00edpulos que nunca nos conheceram pessoalmente por residirem em pa\u00edses distantes e, apesar disso, gra\u00e7as \u00e0s regras gerais, tornaram-se ex\u00edmios executantes, verdadeiros artistas corporais.<\/p>\n<p>Quando algu\u00e9m declarar que \u00e9 instrutor de Sw<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e1<\/span>Sthya Y<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00f4<\/span>ga e n\u00e3o aplicar as regras gerais ou, at\u00e9 mesmo, ensinar algo que esteja em desacordo com elas, o leitor pode ter a certeza de que das duas, uma: ou n\u00e3o \u00e9 instrutor formado, ou trata-se de um <em>indisc\u00edpulo<\/em>, um indisciplinado que, embora saiba o certo, arroga-se o direito de adulterar a sistematiza\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo.<\/p>\n<p>As regras atualmente codificadas s\u00e3o:<\/p>\n<ol>\n<li>Regras de respira\u00e7\u00e3o coordenada<\/li>\n<li>Regras de perman\u00eancia no \u00e1sana<\/li>\n<li>Regras de repeti\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Regras de localiza\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia<\/li>\n<li>Regras de mentaliza\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Regras de \u00e2ngulo did\u00e1tico<\/li>\n<li>Regras de compensa\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Regra de seguran\u00e7a<\/li>\n<\/ol>\n<p>O objetivo das regras \u00e9 facilitar a vida do praticante. Portanto, n\u00e3o se preocupe em decorar regras. Simplesmente, v\u00e1 lendo e executando ao mesmo tempo para entender e incorporar. Depois que automatizar a execu\u00e7\u00e3o n\u00e3o se preocupe mais com isso. As quatro primeiras regras s\u00e3o suficientes para o iniciante. Se achar que est\u00e1 ficando confuso, deixe as outras quatro para estudar mais tarde.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>1. Regras de respira\u00e7\u00e3o coordenada<\/h2>\n<h4>Como respirar durante a execu\u00e7\u00e3o dos \u00e1sanas?<\/h4>\n<p>Existem sete regras de respira\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, a primeira delas praticamente engloba as demais e quase n\u00e3o tem exce\u00e7\u00f5es. Assim sendo, memorizemo-la prioritariamente.<\/p>\n<p><strong>Primeira regra de respira\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Movimentos para cima s\u00e3o feitos com inspira\u00e7\u00e3o; para baixo com expira\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>As outras regras s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Flex\u00f5es para frente e para os lados s\u00e3o feitas com expira\u00e7\u00e3o; para tr\u00e1s com inspira\u00e7\u00e3o, exceto as de p\u00e9.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ao torcer uma esponja molhada a \u00e1gua sai: ao torcer o t\u00f3rax, cujos pulm\u00f5es s\u00e3o como uma esponja de ar, o ar sai.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c1sanas em dec\u00fabito frontal s\u00e3o feitos com inspira\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Posi\u00e7\u00f5es musculares s\u00e3o feitas com os pulm\u00f5es cheios.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c1sanas de longa perman\u00eancia, ou em que o tronco esteja ereto, t\u00eam respira\u00e7\u00e3o normal.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em caso de d\u00favida ou de mal estar, pratique todos os \u00e1sanas com os pulm\u00f5es vazios.<\/strong><\/p>\n<h2>2. Regras de perman\u00eancia no \u00e1sana<\/h2>\n<h4>Quanto tempo permanecer na posi\u00e7\u00e3o?<\/h4>\n<p>H\u00e1 um tempo de perman\u00eancia para demonstra\u00e7\u00e3o, um para pr\u00e1tica em grupo conduzida por instrutor e um para o treinamento individual em casa.<\/p>\n<p><strong>Regras de perman\u00eancia circunstancial:<\/strong><\/p>\n<p><strong>A perman\u00eancia de demonstra\u00e7\u00e3o \u00e9 de um segundo no ponto culminante do \u00e1sana, uma pausa antes de seguir adiante com a pr\u00f3xima passagem da coreografia.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A perman\u00eancia de pr\u00e1tica em grupo, conduzida por instrutor, \u00e9 o tempo que ele determinar.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A perman\u00eancia no treinamento individual obedece \u00e0s duas regras que se seguem.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Regra de perman\u00eancia para iniciantes com at\u00e9 5 anos de pr\u00e1tica \u2013 <em>respira\u00e7\u00e3o retida:<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Enquanto puder reter a respira\u00e7\u00e3o*, permane\u00e7a. Precisando respirar, desfa\u00e7a.<\/strong><\/p>\n<p><strong>*<\/strong>Essa reten\u00e7\u00e3o pode ser com ar ou sem ar, dependendo do \u00e1sana. Consulte a Regra de Respira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Regra de perman\u00eancia para veteranos saud\u00e1veis com mais de 5 anos de pr\u00e1tica <\/strong><strong>&#8211; <em>respira\u00e7\u00e3o livre:<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Permane\u00e7a no \u00e1sana, respirando livremente, o tempo que o bom-senso e o conforto permitirem. Antes que cesse o conforto, desfa\u00e7a a posi\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Regra de <em>Um Segundo Por Dia<\/em>: <\/strong><\/p>\n<p><strong>Comece permanecendo apenas um segundo no primeiro dia, dois segundos no segundo dia, tr\u00eas segundos no terceiro, quatro no quarto e assim sucessivamente. Dessa forma, quando completar um ano voc\u00ea estar\u00e1 permanecendo cerca de 365 segundos.<\/strong><\/p>\n<p>A norma acima baseia-se no ditado que nos ensina um princ\u00edpio muito simples. Se levantarmos todos os dias um bezerro, dentro de algum tempo estaremos conseguindo levantar um touro (pois o bezerro vai crescendo gradualmente e, com ele, a nossa for\u00e7a vai-se adaptando ao seu aumento de peso).<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, tal procedimento s\u00f3 funciona e s\u00f3 \u00e9 seguro se o praticante for disciplinado e sistem\u00e1tico, n\u00e3o falhando um dia sequer. Caso precise interromper um ou mais dias, deve regredir em sua perman\u00eancia o n\u00famero de segundos equivalente aproximadamente ao de dias durante os quais ficou parado.<\/p>\n<p>Esta regra pode ser aplicada juntamente com a de perman\u00eancia para iniciantes desde a contagem inicial at\u00e9 a de uns 60 segundos aproximadamente. E pode ser acoplada \u00e0 regra de perman\u00eancia para veteranos a partir desse limite.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que voc\u00ea deve privilegiar o bom-senso e, como sempre, jamais cometer exageros. Por isso mesmo, vai observar que conseguir o progresso di\u00e1rio de um segundo ser\u00e1 muito mais f\u00e1cil em um \u00e1sana como o paschim\u00f4ttana e muito mais dif\u00edcil em outro como o may\u00fara. N\u00e3o tem import\u00e2ncia. Voc\u00ea pode estacionar por algumas semanas ou at\u00e9 meses sem adicionar outro segundo em um determinado \u00e1sana mais dif\u00edcil e, enquanto isso, seguir ampliando a perman\u00eancia noutros mais f\u00e1ceis.<\/p>\n<p>De qualquer forma, a regra de <em>um segundo por dia<\/em> constitui, por si s\u00f3, um dispositivo de seguran\u00e7a que em certa medida refreia o \u00edmpeto de progredir aos saltos. Afinal, havemos de convir que adicionar apenas um segundo por dia \u00e9 bastante metaboliz\u00e1vel para uma pessoa que esteja bem de sa\u00fade, no trato da maior parte dos \u00e1sanas. N\u00e3o \u00e9 com espasmos de dedica\u00e7\u00e3o que voc\u00ea vai conseguir uma boa performance e sim com a regularidade, disciplina e lucidez.<\/p>\n<p>Uma advert\u00eancia especial deve ser feita com rela\u00e7\u00e3o aos praticantes avan\u00e7ados que gostam de dormir num \u00e1sana para explorar os efeitos de uma perman\u00eancia maior, especialmente para aumentar a flexibilidade: algumas posi\u00e7\u00f5es poder\u00e3o oferecer riscos de les\u00e3o em articula\u00e7\u00f5es devido a exagero na perman\u00eancia. Em casos extremos, podem ocorrer problemas graves como \u00e9 o caso do californiano que executou supta vajr\u00e1sana com os bra\u00e7os sob a regi\u00e3o lombar e deixou-se adormecer na posi\u00e7\u00e3o. Ao despertar, estava com as pernas e os bra\u00e7os imobilizados por falta de circula\u00e7\u00e3o e n\u00e3o p\u00f4de sair dali. Foi encontrado morto, depois de v\u00e1rios dias de agonia. Um instrutor que conheci de perto e que era meio limitado intelectualmente adormeceu no mah\u00e1 upavishta k\u00f4n\u00e1sana, tamb\u00e9m conhecido como mah\u00e1 k\u00farm\u00e1sana, e quase foi pelo mesmo caminho!<\/p>\n<p>Portanto, evite aventurar-se no Y\u00f4ga sem um instrutor formado que tenha seu Certificado revalidado. Praticar em casa \u00e9 recomend\u00e1vel, sim, desde que sejam obedecidas as instru\u00e7\u00f5es de um Mestre competente. A disciplina e a humildade do disc\u00edpulo para acatar a hierarquia s\u00e3o fatores de seguran\u00e7a e constituem a \u00fanica via garantida de progresso.<\/p>\n<h2>3. Regras de repeti\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<h4>Quantas vezes repetir o \u00e1sana?<\/h4>\n<p><strong>A regra b\u00e1sica da repeti\u00e7\u00e3o \u00e9:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Perman\u00eancia m\u00e1xima, repeti\u00e7\u00e3o m\u00ednima.<\/strong><\/p>\n<p>A repeti\u00e7\u00e3o praticamente n\u00e3o existia no Y\u00f4ga mais antigo. O homem primitivo observava os animais e os imitava. Voc\u00ea jamais ver\u00e1 um tigre executando \u201cum, dois, um dois\u201d, nem se aquecendo antes de ca\u00e7ar, ou repetindo exerc\u00edcios at\u00e9 estressar a musculatura. Se voc\u00ea n\u00e3o disp\u00f5e de um tigre observe o seu gato dom\u00e9stico. H\u00e1 tr\u00eas coisas que ele n\u00e3o faz: n\u00e3o repete, n\u00e3o se aquece e n\u00e3o executa voluntariamente coisa alguma at\u00e9 estressar a musculatura, pois isso produz desconforto e \u00e9 compreens\u00edvel que qualquer animal irracional evite o desconforto. S\u00f3 o <em>Homo sapiens<\/em> \u00e9 diferente, afinal, ele \u00e9 mais inteligente&#8230;<\/p>\n<p>Como \u00e9 que o seu gato faz? Ele flexiona a coluna com for\u00e7a e intensidade, sob uma perman\u00eancia determinada. Ent\u00e3o, estende bem as patas dianteiras, tensionando bastante, e assim permanece por um per\u00edodo de tempo. Depois as traseiras, e pronto! Terminou uma agrad\u00e1vel pr\u00e1tica de Sw\u00e1Sthya Y\u00f4ga para gatos. Se funciona? Experimente colocar um c\u00e3o perto dele. Sem aquecimento muscular algum, o felino vai lhe mostrar o que \u00e9 estar em forma, dar\u00e1 um <em>show<\/em> de reflexos, de agilidade, de coordena\u00e7\u00e3o motora. Isso \u00e9 estar em forma. Essa boa forma \u00e9 o que o Sw\u00e1Sthya, o Y\u00f4ga Antigo, proporciona aos seus praticantes.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia de repetir os \u00e1sanas tr\u00eas vezes, cinco vezes ou at\u00e9 25 vezes \u00e9 ap\u00f3crifa, moderna e foi absorvida de outras modalidades forasteiras, como a pr\u00f3pria gin\u00e1stica ocidental. Isso mesmo. Que ironia! Muita coisa que hoje voc\u00ea importa da \u00cdndia como Y\u00f4ga leg\u00edtimo, os indianos absorveram dos ingleses nos \u00faltimos s\u00e9culos de coloniza\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica! Leia o livro ou assista ao filme <em>Passagem para a \u00cdndia<\/em> e compreender\u00e1 melhor esse fen\u00f4meno de acultura\u00e7\u00e3o que tanto desvirtuou o Y\u00f4ga nos \u00faltimos tempos e o embaralhou com coisas que n\u00e3o t\u00eam nada a ver com a nossa filosofia de autoconhecimento.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea estudou atentamente os cap\u00edtulos anteriores j\u00e1 percebeu que nossa proposta \u00e9 resgatar o Y\u00f4ga Antigo, por ser mais aut\u00eantico que as vers\u00f5es modernas, simplificadas e adaptadas para consumo, mesmo na \u00cdndia. Pois bem, para professar um Y\u00f4ga que seja comprometido com a seriedade e legitimidade, n\u00e3o fa\u00e7a repeti\u00e7\u00f5es, a n\u00e3o ser excep\u00adcionalmente. N\u00e3o fa\u00e7a \u201cmolinha\u201d, embalan\u00e7ando os joelhos para cima e para baixo na inten\u00e7\u00e3o de melhorar a flexibilidade. O reflexo de contra\u00e7\u00e3o no fuso muscular, gerado pela repeti\u00e7\u00e3o, tornar\u00e1 esse pro\u00adcedimento menos eficaz do que permanecer no ponto de flex\u00e3o m\u00e1xima e a\u00ed relaxar todos os m\u00fasculos que puder. Depois, sem desfazer, procure ir mais al\u00e9m e assim sucessivamente, at\u00e9 achar que est\u00e1 na hora de terminar o \u00e1sana, conforme a regra de perman\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>A repeti\u00e7\u00e3o existe, mas \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. A regra \u00e9 n\u00e3o repetir.<\/strong><\/p>\n<p>Ent\u00e3o, que visual tem uma pr\u00e1tica de Sw\u00e1Sthya, o Y\u00f4ga Antigo? Jamais poder\u00e1 ter a apar\u00eancia de uma aula de gin\u00e1stica, nem mesmo de Hatha Y\u00f4ga, com as pessoas executando exerc\u00edcios estanques, repetidos. Uma pr\u00e1tica de Sw\u00e1Sthya Y\u00f4ga, ainda que executada em casa ou numa sala de classe, ter\u00e1 o formato de uma coreografia, com \u00e1sanas n\u00e3o repetitivos e tecnicamente encadeados uns aos outros por meio das passagens. Estas s\u00e3o movimentos de liga\u00e7\u00e3o elaborados pelo pr\u00f3prio praticante ou sugeridos pelo instrutor que comandar a sess\u00e3o.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica de Y\u00f4ga Antigo (Sw\u00e1Sthya Y\u00f4ga) lembra um kat\u00e1 de Karat\u00ea, lembra um kat\u00ed de Kung-Fu, lembra uma coreografia de Mikhail Barishnikov. A dos homens \u00e9 fortemente viril, a das mulheres graciosamente feminina. Para compreender a beleza, a for\u00e7a e a t\u00e9cnica desse conceito, s\u00f3 assistindo \u00e0s nossas coreografias ao vivo ou em v\u00eddeo. Para assisti-las, procure Sw\u00e1Sthya Y\u00f4ga no <em>Youtube<\/em> ou no <em>site<\/em> <strong>www.Uni-Yoga.org<\/strong>.<\/p>\n<h2>4. Regras de localiza\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia<\/h2>\n<h4>Onde localizar a consci\u00eancia?<\/h4>\n<p>Este segmento possui dois m\u00f3dulos: localiza\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia e mentaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A localiza\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia consiste em prestar aten\u00e7\u00e3o a uma deter\u00adminada \u00e1rea do corpo. Um \u00f3rg\u00e3o ou grupo de \u00f3rg\u00e3os, um m\u00fasculo ou grupo muscular, uma articula\u00e7\u00e3o, um chakra etc.<\/p>\n<p><strong>Regra de localiza\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localize a sua consci\u00eancia na regi\u00e3o mais solicitada pelo \u00e1sana.<\/strong><\/p>\n<p>Como \u00e9 que se faz isso? Muito simples. Qualquer \u00e1sana sempre solicita a nossa aten\u00e7\u00e3o naturalmente para uma ou outra parte do nosso corpo. Basta ceder \u00e0 solicita\u00e7\u00e3o natural e <em>pensar<\/em> nessa parte. Por exemplo: durante a execu\u00e7\u00e3o de um trik\u00f4n\u00e1sana, flex\u00e3o lateral em p\u00e9, um praticante com escoliose poder\u00e1 sentir a sua aten\u00e7\u00e3o solicitada para a coluna, pois ela est\u00e1 sendo trabalhada; no entanto, executando a mesma t\u00e9cnica, outro praticante que tenha excesso de gordura sentir\u00e1 a solicita\u00e7\u00e3o no cintur\u00e3o adiposo. Cada qual dever\u00e1 levar a aten\u00e7\u00e3o, a consci\u00eancia, para a respectiva regi\u00e3o e cada qual receber\u00e1 uma concentra\u00e7\u00e3o maior de efeitos nessa parte do corpo que est\u00e1 mais carente de cuidados.<\/p>\n<p>Quando voc\u00ea localiza a consci\u00eancia numa regi\u00e3o do seu corpo, direciona para l\u00e1 um jorro de energia vital. Essa energia \u00e9 denominada pr\u00e1na. Ela eleva a temperatura da regi\u00e3o na qual voc\u00ea concentra sua aten\u00e7\u00e3o, estimula hiperemia, um maior afluxo de sangue e, com isso, contribui notavelmente para a regenera\u00e7\u00e3o de tecidos, a vitaliza\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os e m\u00fasculos, a elimina\u00e7\u00e3o de potenciais enfermidades, estimula chakras e aumenta a flexibilidade. N\u00e3o \u00e9 preciso mentalizar nada. Apenas localizar a consci\u00eancia na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Teste n\u00ba 1: como demonstrar que o fen\u00f4meno fisiol\u00f3gico ocorre realmente? Simples. Sente-se em qualquer \u00e1sana de medita\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o medite. Coloque as m\u00e3os na mesma altura. Podem ficar no ch\u00e3o ou sobre os joelhos. Passe, ent\u00e3o, a concentrar-se sobre a sua m\u00e3o direita. N\u00e3o mentalize nada em especial. Apenas localize a consci\u00eancia e repita mentalmente: \u201cm\u00e3o direita, minha m\u00e3o direita, tenho uma m\u00e3o direita, minha m\u00e3o direita tem m\u00fasculos, minha m\u00e3o direita tem ossos, minha m\u00e3o direita tem veias e art\u00e9rias, sinto o tato da minha m\u00e3o direita, sinto a temperatura da minha m\u00e3o direita\u201d etc.<\/p>\n<p>O objetivo disso \u00e9 evitar que a sua mente se disperse. Voc\u00ea precisa permanecer concentrado na sua m\u00e3o direita. Um praticante de Y\u00f4ga mais experiente n\u00e3o precisa verbalizar nada. Mantenha o exerc\u00edcio de localiza\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia durante 5 minutos. Durante esse tempo, sinta de fato as veias e art\u00e9rias, m\u00fasculos e pele da sua m\u00e3o direita.<\/p>\n<p>Depois, abra os olhos e compare as duas m\u00e3os. Aquela na qual se concentrou vai estar mais avermelhada de sangue. Em seguida, toque com uma palma na outra para sentir a temperatura. A direita vai estar mais quente. Procure fazer esse teste com um grupo de amigos e ver\u00e1 que interessante. Em m\u00e9dia, sessenta a setenta por cento das pessoas leigas j\u00e1 na primeira tentativa conseguem resultados excelentes (assombrosos, para eles!). Os fracassos devem-se unicamente \u00e0 falta de concentra\u00e7\u00e3o e \u00e0 dispers\u00e3o mental.<\/p>\n<p>O que se depreende da\u00ed?<\/p>\n<ol>\n<li>Que se desejar exercer uma fun\u00e7\u00e3o curativa sobre um \u00f3rg\u00e3o, poder\u00e1 dar-lhe um banho de energia t\u00e9rmica e concentra\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea, como a que o corpo costuma providenciar em casos agudos na forma que conhecemos pelo nome de <em>inflama\u00e7\u00e3o<\/em>. S\u00f3 que neste caso seria uma inflama\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria e controlada pela sua vontade!<\/li>\n<li>Que se desejar que uma articula\u00e7\u00e3o ceda ou um m\u00fasculo se alongue, poder\u00e1 aplicar essa mesma forma de calor interno, bem mais eficiente que o aquecimento de fora para dentro.<\/li>\n<li>Que se voc\u00ea estiver com uma dor, poder\u00e1 atenu\u00e1-la, conduzindo a localiza\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia para outro lugar.<\/li>\n<li>Que se sofrer um acidente, poder\u00e1 aplicar o procedimento do item 3 (acima) para reduzir a hemorragia, produzindo uma isquemia na regi\u00e3o afetada.<\/li>\n<\/ol>\n<h2>5. Regras de mentaliza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<h4>O que mentalizar?<\/h4>\n<p>A mentaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201ca\u00e7\u00e3o mental\u201d (<em>chaittanya<\/em>, de <em>chitta<\/em>) e consiste em aplicar imagens, cores e\/ou sons na regi\u00e3o onde voc\u00ea localiza a consci\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Regra de mentaliza\u00e7\u00e3o exot\u00e9rica: imagens e verbaliza\u00e7\u00e3o positiva.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Visualize imagens claras e ricas de detalhes daquilo que voc\u00ea quer ver realizado.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Aplique a cromoenerg\u00e9tica: cor azul celeste \u00e9 sedativa. Cor alaranjada \u00e9 estimulante. O verde claro associa-se aos arqu\u00e9tipos primitivos da floresta e induz \u00e0 sa\u00fade generalizada. Dourado contribui para desenvolvimento interior. Violeta auxilia a queimar etapas e superar karmas.<\/strong><\/p>\n<p>Teste n\u00ba 2: repita a experi\u00eancia da localiza\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia, agora com mentaliza\u00e7\u00e3o: visualize sua m\u00e3o direita envolta e penetrada por luz alaranjada, quase vermelha; imagine os vasos sangu\u00edneos dilatando-se e o sangue chegando, cada vez mais intensamente, para concentrar-se na sua m\u00e3o direita. Persista na mentaliza\u00e7\u00e3o por uns cinco minutos. \u00c9 importante manter a concentra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Voc\u00ea ver\u00e1 que o efeito \u00e9 extraordinariamente mais forte. Importante: n\u00e3o fa\u00e7a este exerc\u00edcio de mentaliza\u00e7\u00e3o antes de experienciar o da simples localiza\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia a fim de poder avaliar o efeito de cada um separadamente.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a mentaliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m atua fora da circunscri\u00e7\u00e3o do seu corpo f\u00edsico. Voc\u00ea pode mentalizar algo que queira ver realizado numa conjuntura exterior, como uma viagem, uma rela\u00e7\u00e3o afetiva, um trabalho, uma altera\u00e7\u00e3o positiva de prosperidade, uma cura de pessoa amiga etc.<\/p>\n<p>Teste n\u00ba 3: para certificar-se e convencer-se do quanto a sua mente tem poder sobre circunst\u00e2ncias e objetos exteriores, coloque algumas sementes de feij\u00e3o sobre algod\u00e3o \u00famido em dois pratos. Cada prato com a mesma quantidade de algod\u00e3o, de \u00e1gua e de sementes. Os dois devem receber a mesma cota de ar e de luz. Todos os dias pela manh\u00e3 e \u00e0 noite, dirija-se a um grupo de sementes, sempre o mesmo, e mentalize que est\u00e1 crescendo. Se achar que ajuda a concentrar-se, pode verbalizar sua mentaliza\u00e7\u00e3o dizendo-lhe que cres\u00e7a. O conte\u00fado do outro prato deve ser simplesmente ignorado. No final de uma semana, compare as duas por\u00e7\u00f5es de sementes. Em noventa por cento dos casos, aquela que voc\u00ea mentalizou para crescer estar\u00e1 notavelmente mais desenvolvida que a outra.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea tem todo esse poder sobre uma planta que, ainda por cima, est\u00e1 do lado de fora do seu corpo, imagine o dom\u00ednio que tem, e n\u00e3o sabe, sobre os seus \u00f3rg\u00e3os, nervos, gl\u00e2ndulas, m\u00fasculos. Dom\u00ednio para somatizar enfermidades e igualmente para neutraliz\u00e1-las!<\/p>\n<p>Agora considere: se voc\u00ea tem toda essa for\u00e7a hoje, na qualidade de iniciante no Sw\u00e1Sthya Y\u00f4ga, quantas aptid\u00f5es e faculdades fascinantes, util\u00edssimas, voc\u00ea desenvolver\u00e1 se for dedicado e persistente! Que isto sirva de est\u00edmulo \u00e0 sua pr\u00e1tica regular.<\/p>\n<p><strong>Regra de mentaliza\u00e7\u00e3o esot\u00e9rica: yantras e mantras.<\/strong><\/p>\n<p>Estes s\u00edmbolos e sons s\u00f3 s\u00e3o transmitidos mediante inicia\u00e7\u00e3o. Se pudessem constar de livros, n\u00e3o mereceriam mais tal classifica\u00e7\u00e3o e cairiam no anacronismo de denominar \u201cesot\u00e9rico\u201d algo que n\u00e3o \u00e9 mais absolutamente reservado e est\u00e1 ao alcance de qualquer um, digno ou n\u00e3o, que v\u00e1 fazer bom ou mau uso do conhecimento.<\/p>\n<p><strong><br clear=\"all\" \/> <\/strong><\/p>\n<h2>6. Regras de \u00e2ngulo did\u00e1tico<\/h2>\n<h4>Demonstrar de frente, de lado ou a 45o<br \/>\nem rela\u00e7\u00e3o ao observador?<\/h4>\n<p>Sempre que voc\u00ea for praticar para que o seu instrutor o avalie e corrija; sempre que for proceder a demonstra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas para que os leigos percebam que Y\u00f4ga n\u00e3o \u00e9 nada daquilo que eles imaginavam, ou sempre que voc\u00ea for conduzir uma pr\u00e1tica, orientando outras pessoas, lembre-se de que n\u00e3o deve demonstrar os \u00e1sanas aleatoriamente. H\u00e1 uma norma para tornar o \u00e1sana mais est\u00e9tico e mais did\u00e1tico, seja ao vivo, em fotografia ou em v\u00eddeo.<\/p>\n<p><strong>As regras de \u00e2ngulo did\u00e1tico (posicionamento do corpo em rela\u00e7\u00e3o ao observador) s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Posi\u00e7\u00f5es de flex\u00e3o para frente, para tr\u00e1s e de tor\u00e7\u00e3o s\u00e3o demons\u00adtradas de lado. As de flex\u00e3o lateral s\u00e3o demonstradas de frente. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Jamais dar as costas ou as solas dos p\u00e9s na dire\u00e7\u00e3o do observador.<\/strong><\/p>\n<p><strong>As posi\u00e7\u00f5es que est\u00e3o fora destas categorias s\u00e3o estudadas uma a uma. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Em caso de d\u00favida ou de \u00e1sanas que passam de uma categoria para outra, os \u00e1sanas podem, excepcionalmente, ser feitos a 45 graus.<\/strong><\/p>\n<h2>7. Regras de compensa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<h4>\u00c9 preciso executar para os dois lados? Mesmo na coreografia?<\/h4>\n<p>N\u00e3o se esque\u00e7a de que a compensa\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para que os \u00e1sanas s\u00f3 proporcionem resultados positivos e jamais comprometam sua coluna ou a sua sa\u00fade em geral.<\/p>\n<p><strong>Regras de compensa\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica regular:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sempre que fizer um \u00e1sana de anteflex\u00e3o, compense com um de retroflex\u00e3o, e vice-versa; sempre que executar uma flex\u00e3o para a esquerda, compense com uma para a direita, e vice-versa; idem para as tor\u00e7\u00f5es e assim sucessivamente.<\/strong><\/p>\n<p><strong>No caso de s\u00e9ries longas, pode ser recomend\u00e1vel reduzir a propor\u00e7\u00e3o de retroflex\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Regras de compensa\u00e7\u00e3o na coreografia:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Assim que executar o \u00e1sana para um lado, fa\u00e7a para o outro lado um \u00e1sana equivalente que o compense. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Apesar disso, quando terminar, repita toda a coreografia para o outro lado.<\/strong><\/p>\n<p>No que concerne \u00e0s coreografias, os \u00e1sanas devem ser feitos para um s\u00f3 lado. Consequentemente, o cuidado com a compensa\u00e7\u00e3o deve ser redobrado com a observa\u00e7\u00e3o desta \u00faltima regra.<\/p>\n<h2>8. Regra geral de seguran\u00e7a<\/h2>\n<h4>Como saber quando estou for\u00e7ando demais<br \/>\nou fazendo algo errado?<\/h4>\n<p>\u00c9 muito simples: basta ler com aten\u00e7\u00e3o as recomenda\u00e7\u00f5es que t\u00eam sido feitas insistentemente neste livro e observar a pr\u00f3xima norma.<\/p>\n<p><strong>Regra de seguran\u00e7a:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Esforce-se sem for\u00e7ar. Qualquer desconforto, dor, acelera\u00e7\u00e3o card\u00edaca ou transpira\u00e7\u00e3o em excesso s\u00e3o avisos do nosso organismo para que sejamos mais moderados. Estes \u00e1sanas n\u00e3o devem cansar e sim recarregar nossas baterias.<\/strong><\/p>\n<p>Para complementar esta regra, leia atentamente as normas do cap\u00edtulo <em>Agora vamos juntar tudo e praticar?.<\/em><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Nossa Garantia de F\u00e1brica \u00e9 de 5000 anos<\/strong><\/p>\n<p>A grande prote\u00e7\u00e3o que o Y\u00f4ga Antigo (Sw\u00e1Sthya) proporciona ao praticante \u00e9 a sucess\u00e3o de filtros de defesa, uns ap\u00f3s outros, de forma que, para algu\u00e9m conseguir a proeza de dar-se mal, \u00e9 preciso que seja mesmo um virtuose da inconsequ\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Fator Cumulativo<\/strong><\/p>\n<p>Um interessante fator de prote\u00e7\u00e3o no nosso Y\u00f4ga \u00e9 que a t\u00e9cnica mais poderosa, capaz de potencializar fortes efeitos, resulta quase nula se n\u00e3o for repetida sistematicamente. H\u00e1 que se aplicar repeti\u00e7\u00e3o e ritmo, numa palavra, disciplina! Ora, um indisciplinado dificilmente consegui\u00adria manter um programa met\u00f3dico para a repeti\u00e7\u00e3o do erro. Contudo, se ele o fizer, esbarra noutra rede protetora.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Fator Associativo<\/strong><\/p>\n<p>As t\u00e9cnicas precisam ser dinamizadas umas pelas outras. Mesmo uma pr\u00e1tica poderosa, repetida sistematicamente, ainda assim ser\u00e1 moderada nos seus resultados se n\u00e3o for associada a outras t\u00e9cnicas.<\/p>\n<p>Por exemplo: um \u00e1sana extremamente eficaz para despertar a kundalin<strong><em>\u00ed<\/em><\/strong>, n\u00e3o produzir\u00e1 grandes consequ\u00eancias se for executado de forma estanque. Um poderoso pr\u00e1n\u00e1y\u00e1ma para ativar os chakras, tampouco ter\u00e1 \u00eaxito se praticado isoladamente. Mesmo que se os execute um depois do outro, n\u00e3o adianta grande coisa.<\/p>\n<p>Mas se, sentado em siddh\u00e1sana, com o calcanhar correto pressionando o m\u00fal\u00e1dh\u00e1ra, o y\u00f4gin executar um mudr\u00e1 para eleva\u00e7\u00e3o da naja \u00edgnea, associar ao mesmo tempo com um pr\u00e1n\u00e1y\u00e1ma que injete comburente nesse padma, combinar isso tudo com um bandha para impulsionar a kundalin<strong><em>\u00ed<\/em><\/strong>, simultaneamente aplicar o mantra adequado para acord\u00e1-la e a mentaliza\u00e7\u00e3o inici\u00e1tica para conduzi-la pelo canal devido, associando tudo isso ao mesmo tempo, voc\u00ea vai ter uma pr\u00e1tica que \u00e9 uma bomba nuclear capaz de despertar o poder interior at\u00e9 ao l\u00f3tus das mil p\u00e9talas&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, feito uma s\u00f3 vez esse potente procedimento resultar\u00e1 in\u00f3cuo. Vai ser preciso repeti-lo e repeti-lo muitas vezes at\u00e9 que ocorra o efeito cumulativo. Voltamos, ent\u00e3o, para o fator de prote\u00e7\u00e3o anterior. Sucede, portanto, um c\u00edrculo virtuoso em que um fator depende do outro, reciprocamente.<\/p>\n<p>Dessa forma, se o aprendiz de feiticeiro realizar um s\u00e1dhana errado, que por acaso resulte extremamente pernicioso, ele estar\u00e1 protegido ainda por um bom tempo, pois a coisa toda s\u00f3 come\u00e7ar\u00e1 a ficar nociva pouco a pouco. Ent\u00e3o, o imprudente ter\u00e1 a chance de interromper a pr\u00e1tica antes que ela lhe derreta os neur\u00f4nios.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Fator <em>Supervis\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p>No Y\u00f4ga Antigo, s\u00f3 est\u00e1 autorizado moralmente a lecionar quem tiver um Supervisor, ou seja, um Mestre antigo, experiente, que aceite for\u00admalmente proporcionar sua valiosa orienta\u00e7\u00e3o ao instrutor mais novo. Pode estar lecionando h\u00e1 30 anos. Ainda assim ser\u00e1 mais novo do que o seu Mestre, que leciona h\u00e1 50, sabe menos que ele e tem muito o que aprender se n\u00e3o for petulante.<\/p>\n<p>Dess\u2019arte, se o seu instrutor tiver uma d\u00favida, consultar\u00e1 o respectivo Supervisor; este, consultar\u00e1 o seu Mestre; e assim por diante, at\u00e9 che\u00adgar no mais antigo e experiente Preceptor vivo!<\/p>\n<p>Gra\u00e7as a essa malha protetora, quem aprende Y\u00f4ga com um instrutor que tenha Supervisor, n\u00e3o possui apenas um Mestre: na verdade, conta com dezenas de Mestres e com as maiores autoridades para transmitir o seu saber e a sua for\u00e7a, que v\u00e3o se precipitando em efeito cascata de Mestre a disc\u00edpulo at\u00e9 chegar no aluno iniciante, o \u00faltimo e precioso elo da corrente.<\/p>\n<p>Por esse motivo, confirme se o seu instrutor est\u00e1 integrado ao milenar sistema de Supervis\u00e3o. Basta perguntar: \u201cquem \u00e9 o seu Supervisor?\u201d Se disser que n\u00e3o tem, procure outro instrutor menos arrogante. Se disser que tem, procure confirma\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas atrav\u00e9s de documen\u00adtos, j\u00e1 que pessoas mal-intencionadas podem forj\u00e1-los, mas consul\u00adtando o pr\u00f3prio Mestre que foi citado como Supervisor. Lembre-se da m\u00e1xima: Mestre que n\u00e3o \u00e9 leal ao seu pr\u00f3prio Mestre, o que n\u00e3o faria com seus disc\u00edpulos?<\/p>\n<p>Se este cuidado n\u00e3o fosse imprescind\u00edvel n\u00e3o o mencionar\u00edamos.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Fator <\/strong><em><strong>Hierarquia<\/strong><a title=\"\" href=\"#_ftn1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<p>A ascend\u00eancia hier\u00e1rquica \u00e9 o suporte do Fator Supervis\u00e3o<a title=\"\" href=\"#_ftn2\">[2]<\/a>. O Sw\u00e1Sthya Y\u00f4ga, manteve-se sempre numa evolu\u00e7\u00e3o est\u00e1vel e em harmonia interna gra\u00e7as a dois conceitos que se equilibram como for\u00e7as antagonistas e complementares:<\/p>\n<p>O primeiro \u00e9 o de que todos os seres humanos s\u00e3o intrinsecamente iguais, dignos de todo o amor e considera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O segundo \u00e9 o de que, embora sejamos todos e<strong>s<\/strong>otericamente iguais, e<strong>x<\/strong>otericamente cada um \u00e9 distinto de todos os demais e situa-se numa escala ascendente de progresso, que depende de um coquetel com diversas vari\u00e1veis: esfor\u00e7o pessoal, conhecimento adquirido, autodis\u00adciplina exercida, experi\u00eancia de vida e tempo de amadurecimento. Cada qual vai ocupar a posi\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica que esses componentes externos permitirem.<\/p>\n<p>Os companheiros tratam os mais antigos e os que det\u00eam graus mais elevados, com respeito e carinho sempre proporcionais \u00e0 diferen\u00e7a entre ambos. Isso se chama hierarquia.<\/p>\n<p>Dos que est\u00e3o em n\u00edveis superiores, observa-se a nobreza da reciprocidade em termos de afeto e de respeito humano. Jamais a hierarquia foi pretexto para abusos ou para justificar um tratamento r\u00edspido com os mais novos e com os que n\u00e3o ocupam cargos de maior responsabilidade. O carinho sempre foi a maneira caracter\u00edstica do sw\u00e1Sthya y\u00f4gin relacionar-se com quem quer que seja.<\/p>\n<p>Assim, se um Mestre mais graduado transmitir um ensinamento, nenhum instrutor mais novo ou menos graduado o questionar\u00e1 nem desacatar\u00e1. Se tiver opini\u00e3o discrepante, jamais ela ser\u00e1 manifestada publicamente. Nesse caso, ir\u00e1 consultar o mais graduado e, tendo raz\u00e3o, haver\u00e1 contribu\u00eddo para o crescimento de todos, sem gerar indisciplinas nem colocar em risco a estrutura de respeito aos Ancestrais.<\/p>\n<div><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Sobre hierarquia,consulte o livro <strong><em>Programa do Curso B\u00e1sico<\/em><\/strong>.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> Sobre supervis\u00e3o,consulte o livro <strong><em>Programa do Curso B\u00e1sico<\/em><\/strong>.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0A codifica\u00e7\u00e3o das regras gerais de execu\u00e7\u00e3o Uma das mais not\u00e1veis contribui\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas da nossa sistematiza\u00e7\u00e3o foi o advento das regras gerais, as quais n\u00e3o s\u00e3o encontradas em nenhum outro tipo de Y\u00f4ga&#8230; a menos que venham a ser incorporadas a partir de agora, por influ\u00eancia do Sw\u00e1Sthya Y\u00f4ga. 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