



































































































{"id":2820,"date":"2009-05-05T20:20:43","date_gmt":"2009-05-05T22:20:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.uni-yoga.org\/blogdoderose\/?p=2820"},"modified":"2009-05-06T02:20:05","modified_gmt":"2009-05-06T04:20:05","slug":"tornaram-se-meus-amigos-antes-de-ser-instrutores-do-metodo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/derosemethod.org\/blogdoderose\/amigos\/tornaram-se-meus-amigos-antes-de-ser-instrutores-do-metodo\/","title":{"rendered":"Tornaram-se meus amigos antes de ser instrutores do M\u00e9todo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 um fato ao qual dou muita import\u00e2ncia. \u00c9 que algumas pessoas antes de se envolver com a nossa profiss\u00e3o me conheceram como pessoa e s\u00f3 depois de conhecer o ser humano \u00e9 que decidiram tornar-se alunos ou instrutores do nosso M\u00e9todo. Isso \u00e9 muito lisonjeiro e me mostra que, afinal, n\u00e3o devo ser t\u00e3o ruim assim&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentre muitos casos assim, h\u00e1 dois em especial que gosto de citar. Ambos eram, respectivamente, o marido e o namorado de instrutoras nossas. S\u00e3o eles o Edgardo Caramella, da Argentina, e o Sandro\u00a0Nowacki, de Porto Alegre. Esses dois homens me proporcionaram o elogio mais importante desta fase da minha vida. Ambos tinham tudo para antipatizar comigo e para me rejeitar ou mesmo sentir ci\u00fame, afinal, suas parceiras dedicavam parte do tempo que devia ser deles para estar em meus cursos e eventos. Mas ocorreu justamente o contr\u00e1rio. Brotou uma simpatia e um carinho \u00e0 primeira vista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos conhecem o caso do Edgardo, mas acho que poucos conhecem a hist\u00f3ria do Sandro. Ent\u00e3o vou come\u00e7ar por ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nossa instrutora era a Cleyde Alberti, de Caxias do Sul (RS). Conheci Cleyde em 1979 e logo ficamos muito amigos. Cleide tinha duas filhas que eu conhecia desde pequenas, sete ou oito anos de idade. E agora estavam adultas. Naiana, lind\u00edssima e sempre bem querida, decidiu tornar-se instrutora e mudou-se para Porto Alegre. Seu namorado,\u00a0Sandro, sempre foi um cara bonit\u00e3o, louro de olhos azuis, alto, corpo atl\u00e9tico, de dar inveja a qualquer barbado. Sempre que pod\u00edamos sa\u00edamos os tr\u00eas para jantar, comer uma pizza, ou ficar conversando e ouvindo m\u00fasica no apartamento da Cleyde. Sinto muita saudade daqueles tempos.\u00a0Desde que nos conhecemos, Sandro sempre me tratou com tanto carinho que carrego o peso na consci\u00eancia de nunca ter conseguido retribuir, pelo fato de estar sempre trabalhando e n\u00e3o conseguir tempo para saborear momentos de pura descontra\u00e7\u00e3o ao lado dos que eu amo. Jamais\u00a0me esquecerei de uma noite em que est\u00e1vamos Naiana, eu e o Sandro, conversando no ap\u00ea. \u00a0Ele era, na \u00e9poca, fisioterapeuta com cl\u00ednica instalada e uma carreira garantida. Naquela noite Sandr\u00e3o me olhou com um sorriso que jamais esquecerei, um brilho doce no olhar e me perguntou\u00a0(mais ou menos assim): &#8220;De, voc\u00ea acha que eu poderia me tornar instrutor e junto com a Naiana abrirmos uma escola do seu M\u00e9todo em Porto Alegre? N\u00f3s far\u00edamos um trabalho como voc\u00ea sempre sonhou.&#8221; Ah! Sandr\u00e3o, voc\u00ea nunca vai conseguir avaliar o que eu senti naquela noite. Naquele momento depositei meu cora\u00e7\u00e3o nas suas m\u00e3os. Queria tanto que pud\u00e9ssemos conviver mais e compartilhar mais a vida, enquanto ela ainda est\u00e1 por aqui&#8230;\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O caso do Edgardo foi igualmente emocionante. Sua mulher era representante do nosso M\u00e9todo em Buenos Aires. Ele era o marid\u00e3o. Um dia foi a um curso para conhecer esse tal de DeRose, de quem a esposa vivia falando. N\u00e3o poderia ocorrer situa\u00e7\u00e3o mais propensa a que o marido n\u00e3o gostasse de mim. No entanto, n\u00e3o h\u00e1 nada como conhecer as pessoas, conversar olhos nos olhos. Ambos percebemos que estava ocorrendo um desses encontros que mais parecem reencontros. Rolou uma sintonia, um di\u00e1logo de almas, e come\u00e7ou uma rela\u00e7\u00e3o muito bonita de pura amizade. Quando sa\u00edamos juntos ou quando viaj\u00e1vamos os tr\u00eas, com a esposa, fal\u00e1vamos de profiss\u00e3o. Com Edgardo, fal\u00e1vamos de tudo. At\u00e9 que um dia Edgardo me consultou: &#8220;DeRose, voc\u00ea acha que eu daria um bom instrutor de Sw\u00e1Sthya?&#8221; E foi assim que ele primeiro se tornou meu amigo e s\u00f3 depois me escolheu como Mestre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No meu livro <em><strong>Quando \u00e9 Preciso Ser Forte<\/strong><\/em> eu escrevi o seguinte trecho:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span>&#8220;Edgardo gosta de contar que antes de adotar DeRose como Mestre, conheceu o homem DeRose, o ser humano cheio de defeitos, mas que para ele soavam como qualidades. Normalmente, quando algu\u00e9m entra para o Y\u00f4ga j\u00e1 passa a olhar DeRose como se fosse um guru, um santo, um ser sobre-humano, que n\u00e3o erra, que n\u00e3o fica triste ou zangado, que n\u00e3o cai doente, que n\u00e3o come nem vai ao banheiro. Com Edgardo\u00a0ocorrera o contr\u00e1rio do que acontece com os demais que, primeiro adotam DeRose como Mestre e depois se tornam seus amigos.\u00a0Edgardo conheceu primeiro o outro lado. Pelo fato de ter-se tornado primeiramente meu amigo, todas as fantasias e expectativas mirabolantes dos demais no seu caso n\u00e3o existiram. Viu um DeRose que ficava triste e zangado e todas as outras facetas. E gostou do que viu. Em fun\u00e7\u00e3o disso, um dia me perguntou se eu o aceitaria como disc\u00edpulo. E, para o bem de todos n\u00f3s, assim foi.&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje Edgardo \u00e9 um dos meus melhores amigos, a quem devoto uma grande admira\u00e7\u00e3o e um carinho que n\u00e3o cabe no meu peito. E como primeiro me conheceu sem me colocar num pedestal, a possibilidade de se decepcionar comigo \u00e9 quase nula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more--><\/p>\n<p><!--EndFragment--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--StartFragment--><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 um fato ao qual dou muita import\u00e2ncia. \u00c9 que algumas pessoas antes de se envolver com a nossa profiss\u00e3o me conheceram como pessoa e s\u00f3 depois de conhecer o ser humano \u00e9 que decidiram tornar-se alunos ou instrutores do nosso M\u00e9todo. 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