Cada um com a sua mania. Eu não me importo que comam no carro ou que entrem com os pés sujos de lama ou de areia. Não ligo mesmo. Em compensação, algumas coisas me incomodam.
Há duas atitudes que me lembram o ato de varrer os detritos para baixo do tapete. O problema, é que o “tapete”, no caso, é o meu automóvel:
1ª. Não coloque nada nas bolsas situadas atrás dos assentos da frente, pois se o dono do veículo não colocou lá, é porque não é para ser colocado. Além do mais, se o motorista não guardou nada ali, normalmente não vai atinar para a possibilidade de haver algo lá dentro. Quando vou vender meus carros sempre descubro, dentro dessas bolsas, várias coisas perdidas, algumas que me fizeram falta. Nessa hora, quero estrangular o engraçadinho que as escondeu ali.
2ª Não coloque coisa alguma no espaço atrás do encosto de cabeça do assento traseiro, perto do para-brisa de trás. Para o carona é fácil pôr o braço para trás e jogar lá qualquer coisa que estivesse sobre o banco. Mas para o motorista, isso exige que ele saia do veículo e se esgueire desconfortavelmente lá para trás, a fim de alcançar o objeto e devolvê-lo para o lugar em que queria que ele estivesse. Além disso, é frequente que aconteça o mesmo inconveniente das já citadas bolsas de trás dos encostos dianteiros: várias coisas ficam lá perdidas por um bom tempo, porque se o dono do carro não colocou e não tem o costume de colocar nada lá atrás, não vai se lembrar de vasculhar aquele espaço para conferir que ninguém atirou coisa alguma lá para trás. Recentemente, fui com dois colegas a uma solenidade militar. Estava muito frio, então, levei duas boinas, uma para mim e outra para um dos dois que eventualmente, estivesse com frio. Acabamos não usando nenhuma. Mais tarde, só encontrei uma das duas. A outra tinha sumido. Mas eu sabia que o meu colega não iria surrupiá-la. Cheguei a enviar mensagem consultando um dos dois caronas. Ele também não tinha ideia de onde a boina poderia estar. Muito depois, encontrei-a: estava escondida no espaço atrás do encosto de cabeça dos passageiros.
E mais duas coisinhas.
Não deixe seu lixo ou seus objetos descartados dentro do carro. Eu sempre encontro garrafas de água mineral (com e sem água), papéis amassados, tíquetes, lencinhos de papel (limpos e usados), copinhos plásticos de alguém que tomou café e os deixou por ali etc. Incomoda-me, porque aí eu tenho que fazer o papel da faxineira, recolhendo e carregando suas tralhas para o lixo. Se eu não o fizer, o próximo que entrar no veículo vai achar que o porcalhão sou eu.
Uma péssima mania é abrir a janela traseira, sair do carro e deixá-la totalmente aberta ou com uma fresta, duas situações essas nas quais o motorista não percebe que o vidro ficou descerrado. Eu sempre encontrava meu carro com o vidro traseiro aberto ou semiaberto, com o risco de que algum gatuno enfiasse por ali um arame a abrisse o veículo. Há uns vinte anos, eu tinha um Renault, cujo vidro traseiro era acionado manualmente. Um dia, dei carona a um querido amigo e, depois, fui lavar o carro! Quando o lava-a-jato esguichou a água sob pressão tomei um banho e o carro ficou inundado de água com sabão. Assim que consegui sair dali e me enxugar, a primeira coisa que fiz foi fechar o bendito vidro e arrancar as maçanetas dos dois lados. Pronto! Ninguém mais deixaria o vidro aberto! É por isso que hoje você não consegue abrir as janelas traseiras dos meus carros.
Boa parte da humanidade descobriu que comer carnes não era saudável e eliminou-as da sua mesa. Hoje contam-se cerca de DOIS BILHÕES DE VEGETARIANOS NO MUNDO. Mais de um bilhão é constituído pelos hindus. Além deles, contabilizamos os adventistas, os praticantes sinceros de Yôga do mundo todo e os simplesmente vegetarianos das diversas vertentes.
Quando falamos em vegetarianismo, poderemos englobar os vegetarianos (lacto-ovo-vegetarianos), os vegetalianos (lacto-vegetarianos) e os vegetaristas (vegetarianos puros ou vegans). Esta é uma das nomenclaturas usadas. Contudo, não há consenso. Na Índia, por exemplo, vegetarianos são os lacto-vegetarianos (maioria) ou os lacto-ovovegetarianos (minoria). O importante é não consumir carnes.
Afinal, essas três vertentes são primas entre si. O princípio básico é não ingerir carnes de nenhuma natureza e de nenhuma cor. Isso de se intitular vegetariano só por não comer carne vermelha, mas ingerir carne branca, é hipocrisia.
O culpado se você não vencer na vida, aquele graças a quem a sua prosperidade não vem, é um conhecido criminoso cujo retrato falado é reproduzido abaixo, e que é hóspede parasitário em algumas empresas. Seu nome é Nãoposso da Silva Preguiça.
Ele tem pacto com a sua prima, a Crise. É amigo dos seus inimigos e agente secreto dos seus concorrentes. Nosso Serviço de Inteligência aconselha a seguinte fórmula como remédio
eficaz contra essa endemia:
Primeiramente, faça um caldo com uma dose generosa de qualidade, uma pitada de boa administração, alguns gramas de linda embalagem. Deixe fermentar. Depois adicione aos poucos: uma tonelada de trabalho sem esmorecimento; todos os dias uma colher das de chá de tentar-de-novo, sem autopiedade; alguns litros de não-deixar-para-depois; muitas sementinhas de investimento e de divulgação. Tempere bem e adicione constantemente uns torrõezinhos de açúcar para a coisa toda não ficar sem graça. Evite fogo brando porque morno ele não dá liga. Mexa o tempo todo sem parar nem nos fins de semana. Se tirar férias, a mistura apodrece. Quando ficar dourado e você sentir o sabor do sucesso, tome um cálice desse coquetel diariamente. Se achar a mistura amarga, você não deve ter um negócio próprio, pois vai azedar. Nesse caso, jogue tudo fora e recomece como empregado – mas isso é uma outra fórmula. Se achar esta receita estimulante, prossiga: para você ela será a cura de todos os males.
Assista a um vídeo especial sobre Procrastinação e Vitimização:
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Os conflitos entre seres humanos raramente têm um motivo racional. São quase sempre emocionais. E emocionais às raias da insanidade. Começam por causa de uma determinada modulação da voz ou da imperceptível contração de um músculo facial, captado pelo inconsciente instintivo, o qual deflagrará todo um sistema de autodefesa e o humanóide responderá com causticidade.
A partir daí, cada hominídeo se colocará dentro de uma fortaleza e tratará de defender os seus pontos de vista, tentando provar ao outro que está com a razão. O problema é que os dois estarão fazendo a mesma coisa, logo, não chegarão a parte alguma.
A estratégia mais inteligente utilizada pelas pessoas bem-sucedidas é pensar com a cabeça do outro. A realidade é uma questão de ótica. Assim que você começar a aplicar esta tática, vai constatar o quanto é fácil não brigar.
Usando esse recurso, você não estará sendo inferior ou mais fraco. Pelo contrário, estará dando os primeiros passos na arte de dominar o oponente, fazendo com que não o veja mais como agressor. Depois que ele não estiver mais na defensiva e o clima emocional for afetuoso, você conseguirá o que quer – sem confrontos!
Os melhores generais foram os que venceram os inimigos sem apelar para o elevado custo das batalhas.
Compare o custo/benefício de uma desgastante briga entre pessoas que se amam, a qual poderá durar horas infinitas ou até dias; poderá deixar sequelas como uma mágoa para o resto da vida; poderá comprometer o desejo sexual; poderá até gerar um rompimento definitivo. Compare isso com o poder de estar no comando e descobrir que tipo de carinho, que tipo de fisionomia, que tipo de tom de voz, que tipo de frase, poderia derreter o parceiro e atirá-lo indefeso aos seus pés!
Agora considere: quem é o mais forte, o que confronta ou o que consegue não brigar?
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Onde há sutileza, em geral, há boa educação. Sutileza tem a ver com polimento, refinamento.
Sutileza na maneira de segurar uma xícara, um copo, um garfo. Sutileza na forma de sentar-se no sofá sem se atirar nele ou de se virar na cama sem disturbar o parceiro que lá está. Sutileza na maneira de tocar pessoas e objetos. Sutileza na forma de fechar o porta-malas do automóvel de um amigo. Sutileza na hora de repor as coisas exatamente no lugar de onde as tiramos, na casa dos outros, por mais íntimos que sejamos. Sutileza na hora de selecionar as amizades e as pessoas com quem vamos envolver-nos afetivamente. Sutileza na maneira de reclamar ou na forma de dizer uma verdade.
Não há nada mais agradável que poder dizer a alguém:
– Não sei se eu gostaria disso.
E o outro compreender que você não quer isso de maneira nenhuma, não insistir e não perguntar por quê. Já imaginou se, para obter esse resultado, você precisasse “dizer:
– Olha aqui, meu amigo. Eu não estou a fim, está me entendendo? Pare de insistir.
E, pior, se o espécimen de Homo sapiens não compreendesse palavras e você precisasse apelar para a força física a fim de ser respeitado! Por exemplo, tendo que trancar à chave um aposento para que o humanóide entendesse que não é para entrar! Certa vez, tive uma secretária que não respeitava a porta fechada da minha sala. Tinha que estar chaveada ou ela irromperia pela minha intimidade adentro.
Creio que pela comparação com os opostos o conceito de sutileza e seu valor ficam mais claros, não é?
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A questão não é ficarmos desnutridos ou desajustados socialmente por não consumir laticínios ou ovos. A questão é consumir menos laticínios, menos ovos e escolher bons fornecedores. O simples fato de não comermos carnes de nenhuma espécie já constitui protesto e colaboração suficiente.
De resto, temos que eleger políticos que já tenham um histórico de leis para a proteção dos animais, como é o caso do ambientalista Deputado Ricardo Trípoli.
Tratemos de ser menos fanáticos e mais efetivos.
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Como não fazemos doutrinação, o ensinamento dos conceitos de reeducação comportamental só pode ser passado pela convivência nas atividades culturais e sociais preconizadas pelo Método, a saber: reuniões para estudo, leitura, tertúlias, saraus, mostras de vídeo, degustação, cursos, festas, eventos, passeios, viagens, festivais, concertos, exposições, jantares, teatro, entre várias outras. Nessas atividades culturais o aluno novo observa e aprende como os mais antigos se comportam. Nota que ninguém fuma, nem toma álcool, nem usa drogas. Percebe que nossa maneira de agir e de lidar com as pessoas é extremamente educada, afetuosa e que cultivamos as boas relações humanas como estilo de vida. Dessa forma, os instrutores que só ensinarem a prática regular, mas não incentivarem seus alunos a participar das atividades culturais não estarão ensinando o DeRose Method, mas apenas o SwáSthya Yôga.
Assista:
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