quarta-feira, 17 de junho de 2009 | Autor:

Esta foto me foi enviada pelo João Marcelo, do Sean Connery conquistando o terceiro lugar no concurso de Mr. Universo.

Sean Connery: 3rd place Mr. Universe por Never Quite Enough.

Não posso deixar de questionar um preconceito e discriminação: por que a sunga é aceita no fisiculturismo e não é admitida de forma alguma numa coreografia pública do Yôga?

 

 

Joao Marcelo
 

Muito estranho! No fisiculturismo as sungas, hoje bem menores do que na época, são necessárias para mostrar definição na parte baixa do abdômen, alta das pernas e os glúteos, onde queimamos toda a gordura e apresentamos um conjunto de fibras musculares…. e isso em locais como o Teatro Brigadeiro e o Ginásio do Ibirapuera, só para citar os locais onde eu competi.

E o fisiculturismo tem uma carga de preconceito provavelmente maior ainda do que o Yôga!!!!

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terça-feira, 16 de junho de 2009 | Autor:

Desde criança um fato sempre me despertou a atenção. Como é que conseguimos reconhecer o padrão cultural de uma pessoa apenas olhando para ela? O que será que a distingue das demais, a ponto de, simplesmente pelo olhar, chegarmos a saber aproximadamente até que vocabulário ela usa para falar, que lugares ela freqüenta, que bebidas ela toma?

O leitor estará tentado a me esclarecer que é devido à roupa, calçados e trato dos cabelos. Mas não é só isso. Passei minha juventude na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, um lugar muito democrático, no qual tomavam sol, banhavam-se, jogavam vôlei e surfavam tanto a classe média quanto os dois extremos sociais: os abastados moradores dos metros quadrados mais caros do país e os residentes da favela. Na praia, especialmente no Brasil, usa-se muito pouca roupa. E, apesar disso, é impressionante como olhando três jovens vestidos só de calção de banho e com os cabelos em desalinho, molhados do mar, você consegue identificar: este é classe média, aquele é classe AA e este outro é favelado.

Então, há algo mais, além de roupa, calçados e cabelos tratados. Há compostura, fisionomia, expressão corporal, expressão fisionômica. Numa palavra: atitude.

Quando uma pessoa pensa e sente, isso influencia sua atitude. A cultura, educação e todas as circunstâncias vivenciadas incorporam-se inexoravelmente ao seu patrimônio corporal. Não dá para enganar. Se você é arquiteto, dificilmente conseguirá fazer-se passar por pedreiro, e vice-versa.

Para ter uma idéia do que queremos dizer com isso, assista a um filme com Sean Connery ou com Candice Bergen. Até quando eles querem representar pessoas mal-educadas conseguem ser charmosos.

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