terça-feira, 5 de maio de 2009 | Autor:

Se você está tentado a responder que o nome da nossa filosofia é Yôga, lá vou eu detonar mais um mito. Se queremos mesmo reportar-nos ao período dravídico, é preciso lembrar-nos de que o idioma sânscrito só foi introduzido na Índia a partir de cerca de 1500 a.C. Mas se o nosso sistema existe há mais de 5000 anos, o nome que tinha originalmente não podia ser esse. Portanto, não fiquemos tão apegados a um rótulo. Especialmente nos tempos atuais em que esse rótulo remete o interlocutor a outra coisa que não é o que fazemos. Mormente, quando tal rótulo nos subordina a estereótipos que não nos dizem respeito, podendo até embutir algum tipo de preconceito ou discriminação.

Há tempos, publiquei o seguinte post:

Em nossos livros, apostilas, websites, blogs, textos de aula e artigos para a imprensa, vamos procurar usar menos a palavra Yôga. Relendo livros meus, do Sérgio Santos, do Joris Marengo, do Rodrigo de Bona, da Rosângela de Castro e outros autores, cheguei a detectar, em alguns casos, até oito vezes a palavra Yôga por página!

Então, também por uma questão de estilo, aí vão algumas sugestões de termos que você pode começar a usar para substituir a palavra Yôga nos seus textos:

1.      A Nossa Cultura.

2.      A cultura que propomos.

3.      A filosofia que preconizamos.

4.      O sistema que aplicamos.

5.      O método que transmitimos.

6.      A metodologia que ensinamos.

7.      O Método DeRose.

8.      Tradição ancestral.

9.      Nossa* filosofia.

10.  Nosso sistema.

11.  Nosso método.

12.  Nossa metodologia.

13.  Nossa obra.

14.  Nossa arte.

15.  Nossa proposta.

16.  Nossa família.

17.  Nossa egrégora.   [De uso mais restrito]

18.  Nossa empresa.

19.  Nosso trabalho.

20.  Nossa entidade.

21.  Nossa instituição.

22.  Nossa Escola.

23.  Nossa saga.   [De uso mais restrito]

24.  Nosso movimento cultural.

25.  Nossa proposta cultural.

26.  Esta revolução cultural.

27.  Esta corrente.

28.  Esta vertente.

29.  A reeducação comportamental.

30.  A implantação de uma nova** cultura.   [De uso mais restrito]

*Note que, às vezes, onde consta “o Yôga”, ao substituir a expressão, torna-se necessário inserir um “nossa” ou “nosso” para que a frase não perca o sentido. Confira no título Exemplos de utilização, abaixo, as substituições que fizemos ajudar a compreensão desta proposta.

**Cuidado para não usar o vocábulo “nova” ou “novo” quando isso puder ser mal interpretado, dando a impressão de que estamos propondo alguma forma “nova” de Yôga. Só nos referiremos à implantação de uma nova cultura quando a frase deixar bem claro – e sem margem para distorção – que estamos falando do conjunto das atitudes e comportamentos que preconizamos nesta cultura.

 

Exemplos de utilização

Esta é a página 26 do livro A Parábola do croissant, do colega De Bona. Nessa página, encontramos a palavra Yôga sete vezes e SwáSthya quatro vezes. Isso também ocorre em várias outras páginas e não apenas no livro dele. Essa é a tônica da maior parte dos nossos livros, apostilas, artigos e textos em geral.

Texto original

“Trazendo essa parábola para a realidade do SwáSthya Yôga, podemos observar que não basta uma metodologia completa e altamente eficaz, com um universo incrível de técnicas eficientes, a qual produza uma enorme aceleração evolutiva no praticante, podendo catapultá-lo com absoluta segurança e relativa aos estágios mais avançados de consciência proporcionados pelo Yôga.

Não basta que sejam observadas todas as demais características do SwáSthya, nem praticá-lo com disciplina, constância e humildade, com dedicação diária. Não basta divulgá-lo com incansável persistência e perpetuá-lo como Yôga autêntico, ou ensiná-lo a multidões. Se o público que freqüenta uma determinada Escola não tem o SwáSthya correndo nas veias, como verdadeira expressão artística, lá não se estará ensinando SwáSthya, não terá a mesma vibração, a egrégora e a força que esse Yôgatransmite.

É preciso priorizar o acesso a um público específico, que possua o grau adequado de identificação, interesse, educação, cultura e sensibilidade. Se deixarmos que pessoas não identificadas com o método utilizem-se dele para fins meramente consumistas, estaremos violentando suas raízes, fadando-o a um nível de deturpação que terá como conseqüência sua possível extinção do patrimônio cultural da Humanidade.

Por exemplo, um praticante que tenha tendência mística ou comportamento repressor, ao tomar contato com um Yôga antigo, iria questioná-lo, ainda que inconscientemente, impedindo a assimilação correta do conhecimento. Ou pior, por ser contrário a suas crenças pessoais, não reconheceria a autenticidade desse Yôga Tantra-Sámkhya, desconhecendo que o Yôga seguia esta corrente desde suas origens mais antigas.”

Texto modificado

“Trazendo essa parábola para a realidade da Nossa Cultura, podemos observar que não basta nós termos uma metodologia altamente eficaz, com um universo incrível de técnicas eficientes, a qual produza uma enorme aceleração evolutiva no praticante, podendo catapultá-lo com absoluta segurança aos estágios mais avançados de consciência proporcionados pela filosofia que preconizamos.

Não basta que sejam observadas todas as demais características do método, nem praticá-lo com disciplina, com dedicação diária. Não basta divulgá-lo com incansável persistência e perpetuá-lo como um sistema autêntico, ou ensiná-lo a multidões. Se o público que freqüenta uma determinada Escola não tem o SwáSthya correndo nas veias, como verdadeira expressão artística, lá não se estará ensinando a nossa proposta, não haverá a mesma vibração que esta reeducação comportamental transmite.

É preciso priorizar o acesso a um público específico, que possua o grau adequado de identificação. Se deixarmos que pessoas não identificadas com o método utilizem-se dele para fins meramente consumistas, estaremos violentando suas raízes, fadando-o a um nível de deturpação que terá como conseqüência sua possível extinção do patrimônio cultural da Humanidade.

Por exemplo, um praticante que tenha tendência mística ou comportamento repressor, ao tomar contato com uma tradição ancestral iria questioná-la, ainda que inconscientemente, impedindo a assimilação correta do conhecimento. Ou pior, por ser contrário a suas crenças pessoais, não reconheceria a autenticidade dessa vertente, desconhecendo que a cultura que propomos seguia esta corrente desde suas origens mais antigas.”

 

Tiramos todas as sete repetições da palavra Yôga e três das quatro repetições do nome SwáSthya. Admitamos que o texto ficou muito mais leve.

terça-feira, 5 de maio de 2009 | Autor:

 

Nuno Jacob

Bom dia Mestre. [ … ] seguem dois links sobre a vinda do Mestre ao Algarve.

Abraços já cheios de saudades.
Nuno

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=181&id_news=383830

http://www.jornaldoalgarve.pt/artigos.aspx?id=10153

 

DeRose

Obrigado, Nuno. Ótimas matérias. Só não gostei da classificação “professor de yoga” (sic) pelas mais óbvias e reenfatizadas razões. Já sabemos o quanto é difícil mudar um paradigma, mas ainda assim deixa-me perplexo o quanto as pessoas têm dificuldade em se adaptar ao crescimento de um ideal, ao progresso de uma estrutura. Eu poderia ter sido qualificado como escritor, como educador, como Comendador, mas nós mesmos ao fornecer os releases para a Imprensa não conseguimos evitar os estereótipos contra os quais me insurjo há tantos anos.

Forte abraço deste seu amigo que depois de ter convivido mais de perto admira-o ainda mais.

terça-feira, 5 de maio de 2009 | Autor:

Estão todos convidados para a palestra de lançamento do livro O Show é Você, do nosso amigo Clóvis Tavares.

Quarta-feira, dia 6 de maio, das 18:30 às 22 h na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, Av. Paulista esquina com a Rua Augusta, Piso Teatro.

É uma palestra muito interessante, divertida e útil!

segunda-feira, 4 de maio de 2009 | Autor:

Escutando o som enlevante do Os Lusíadas, do ZéPaulo, afloraram-me à memória algumas das Unidades geradas pela fúria realizadora da Renata Sena, talvez a única pessoa que compreendeu meu Senso de Urgência (leia esse post) e cumpriu sua missão com a presteza que preconizo. Caso ela não o tivesse feito, teria passado ao Oriente Eterno sem deixar uma obra tão expressiva. Ela formou a Zélia, que trouxe o artista ZéPaulo. Renata formou a Sónia Saraiva, que levou o Nosso Método para a França e hoje preside a Federação Francesa. Renata preparou uma quantidade relevante de bons instrutores, jovens, bonitos, inteligentes, engajados, com ganas de realizar. Renata foi uma semeadora impetuosa que, além das escolas que lhe foram filhotes, como a Unidade Faro e a da Zélia, fundou suas duas unidades: Amadora e Camões (hoje Chiado). Nesta última viagem pude revisitar essas duas escolas e fiquei muito gratificado pelo bom-gosto, pela beleza da decoração e pela continuidade no sentimento de missão e de urgência. É preciso formar muito novos instrutores, bem preparados, sérios, profissionais, jovens, inteligentes e educados, como o são os que a Renata nos deixou.

Como no caso dela, não sabemos quando será a nossa hora. É preciso deixar um trabalho digno, lindo, respeitável. Pela lógica, eu partirei bem antes dos demais. E queria muitíssimo ver nossos sonhos realizados mundo afora, bem alicerçados e com a observância estrita da Quarta Característica.

segunda-feira, 4 de maio de 2009 | Autor:

Ter conhecido esse homem honesto, inteligente, meigo, sensível foi para mim um grande privilégio. Agradeço à sua shaktí Luísa, a quem também admiro tanto por sua inteligência e beleza, o grande obséquio, o pújá que foi introduzir-nos, reciprocamente, um ao outro. Eu sempre soube que existia vida inteligente fora da Nossa Cultura, mas difícil de se achar, como a farinha de melhor qualidade para formular o nosso croissant.

Rogo aos deuses do Olimpo que eu possa preservar a proximidade de vocês os dois, que me proporcionam tanto bem-estar. 

Estou a ler o livro do António Mateus, Selva Urbana, que me ofertou com uma comovente dedicatória. No livro ele conta, entre outras coisas, algumas passagens da sua convivência com o grande líder Nelson Mandela, mártir de tantas perseguições e exclusões. Em um dos trechos Mandela declara: “Sabem? Se alguma coisa aprendi na prisão, é que o tempo é a coisa mais importante na vida. Dada por Deus, uma só uma vez. E nunca mais volta para trás.”  “É por isso que procuro chegar sempre a horas a todos os compromissos. Quem se atrasa, rouba a coisa mais preciosa dos outros: o tempo. E esse, é um tesouro de vida que só Deus nos deveria poder subtrair.”

Recomendo veementemente a leitura deste livro, que instrui, emociona e expande a inteligência.

E aguardo a oportunidade de receber em São Paulo esse amigo que o destino estava guardando para mim, para tentar retribuir modestamente a hospitalidade lusitana, tão proverbial entre nós.

 

Mateus Antonio

Obrigado mestre pela sugestão de leitura do meu livro Selva Urbana, que me deu um prazer imenso escrever.
Se me permite o espaço, para os eventuais interessados – já que o livro é uma edição universitária de acesso nem sempre fácil – aqui vos deixo o respectivo link da internet.
Abraço de amizade.

http://www.wook.pt/ficha/a-selva-urbana/a/id/200358

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segunda-feira, 4 de maio de 2009 | Autor:

Mas eu soube que saíram matérias na Imprensa escrita e, dessas, não recebi nada até agora.

segunda-feira, 4 de maio de 2009 | Autor:

Ainda não sei quem vai ganhar, mas está sendo muito bom ler os comentários que argumentam com eloquência os motivos para que ficar no Brasil/Argentina e os para eu ficar em Portugal e na França. Ainda não li nada da Inglaterra, nem da Espanha…

A considerar pelo apoio da Imprensa, acho que Portugal está vários corpos à frente.

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