quarta-feira, 19 de agosto de 2009 | Autor:

David trabalha há vinte anos com a Apple e é diretor da empresa CAD Technology, que dá assistência e vende equipamentos MacIntosh. Esse devotado aluno da Unidade Borba Gato, veio ao meu escritório com mais um técnico e ambos ficaram durante quatro horas queimando os neurônios. Não conseguimos solucionar o problema. Mas David não é homem de desistir. Foi para casa e não sei se dormiu à noite ou se ficou carburando. No dia seguinte, retornou à minha caverna com a solução! O Steve Jobs devia dar uma medalha ao David, esse heroi que reabilitou a imagem da Mac na percepção deste consumidor.

Graças ao empenho e boa vontade, o nosso estimado David Oliveira conseguiu solucionar um problema que ninguém resolveu. Quem desejar contratar seus serviços ou comprar um Mac, seu telefone é (11) 3849-8257 ramal 25, www.cadtec.com.br.

Esta divulgação é uma forma modesta de agradecer a ajuda prestada. Mais que nada, pela cortesia, pelo carinho e pela atenção do David, toda a nossa comunidade deve lhe proporcionar a reciprocidade.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009 | Autor:

Todos os estados nos recebem muito bem, mas cada um supera o outro em algumas demonstrações de carinho e apreço.

Desta vez, encontramos no nosso quarto de hotel uma profusão de comidinhas, torradeira, micro-ondas, aparelho de DVD, uma coleção de filmes, cafeteira da Nespresso para a Fée, chá Earl Grey para mim, pãezinhos da Barbarella, a mais deliciosa e agradável boulangerie que dá de dez a zero nas de Paris. Na geladeira, tomates, palmito super macio, sucos, manteiguinha francesa, seleção de queijos, pastinhas, iogurtes, quiches. Na mesa, frutas, flores, azeite. Na mesinha de cabeceira, Naiana deixou um livro do Mário Quintana. Todos os dias, Marisol trazia comidinha feita em casa. Em cada canto, um sachê perfumado.

Os cursos foram na Unidade do Fabiano Gomes, sempre bem-humorado, que está com uma casa linda e espaçosa, capaz de receber uma centena de inscritos. Depois de cada curso, havia um massagista me esperando para recuperar as energias. Isso foi importante.

Mallet deu um show de maturidade e companheirismo ao receber uma merecida homenagem pelos serviços prestados durante sua gestão e passou com dignidade e afeto a Federação do Rio Grande do Sul à colega Naiana, com um discurso bem bonito. Subiu no conceito de todos nós. Não pode participar dos cursos por motivo de mudança de residência, mas sua shaktí Fê nos fez companhia o tempo todo! Representou-o muito bem.

Sandro e Eugenia, sempre nos acompanhando e nos fazendo sorrir. Marisol e Fée, conspirando. Fêfa dando uma dica preciosa para o meu bem-estar. Naiana e Lucas compartilhando o coração conosco.

Os cursos de sábado e domingo foram organizados pela Taline, Diretora da Unidade Zona Sul. O de sexta-feira foi organizado pela Marisol. A noite de autógrafos foi organizado pela Naiana. Os peludos Eureka e Guapo foram providenciados pelo Fabiano, que também entrou com a casa.

Compareceram praticamente todos os instrutores da capital e do interior do Estado. Infelizmente, não veio ninguém de Santa Catarina, que fica aqui do ladinho, mas não se podem ganhar todas.

Como diz a canção, “Rio Grande do Sul, vou chorar ao partir…”

segunda-feira, 17 de agosto de 2009 | Autor:

Eu queria que você tivesse estado aqui. Foram três cursos e uma noite de autógrafos, todos muito concorridos. Revi amigos antigos, cada vez mais consolidados. Conheci amigos novos, linda gente. Os cursos foram permeados por assuntos importantes e divertidos. O terceiro curso, Iniciação ao ÔM, tem material para duas horas, mas o curso durou seis.  E ninguém dava demonstração de cansaço. Quando dei o curso por terminado, ninguém se levantou para sair. Ficaram ali, sentados, sorrindo. Então, o Sandro teve uma ideia: vamos tirar fotos. Brevemente elas estarão aqui no blog.

Nestes três dias trocamos conhecimentos, know-how, solucionamos dúvidas e satisfizemos curiosidades, ampliamos nossa excelência no Método e aumentamos nossas chances de sucesso. Mas o principal foi podermos todos nos reencontrar, foram os abraços, os “olhos nos olhos”, o poder trocar algumas palavras, conhecermos melhor uns aos outros. Pena que foram só três dias. Cada vez que venho a Porto Alegre, tenho vontade de ficar morando aqui.

Quem sabe se um dia isso se tornará realidade?

domingo, 16 de agosto de 2009 | Autor:

Texto aumentado

Nossas aulas prosseguem normalmente. Apesar de sermos tantos, não tivemos nenhum caso de gripe suína na nossa escola. Alguns alunos perceberam isso e nos perguntaram por que aqui ela não se propagou, apesar de estarmos em contato com outras pessoas em nossas profissões, faculdades, cinema, na vida normal.

Uma boa razão é o nosso chai que leva gengibre em sua fórmula. Nestes dias, é recomendável aumentar a quantidade de gengibre. Mas alguns outros cuidados são:

– Fazer gargarejo três vezes por dia com água e sal.

– Fazer gargarejo com compostos que levem malva e/ou tintura de aroeira. Você os encontra nas farmácias comuns.

– Fazer neti, um vez por dia com um pouquinho a mais de sal (só nos períodos mais críticos – normalmente, uma vez por semana com uma colherzinha das de café para cada litro de água fervida e amornada). Isso limpa o sinus, prevenindo contra ou mesmo melhorando a sinusite.

– Casca de romã (da fruta) é ótima para combater dor de garganta, afonia e rouquidão. Pode ser utilizada para fazer chá ou ainda deixada no canto da boca durante o dia. O mesmo pode também ser feito com o gengibre. Usado preventivamente, antes de você ter os sintomas, também é ótimo.

– Lavar as mãos com mais frequência. Com álcool é melhor, mas sem neurose.

– Eucalipto é ótimo para evitar gripes. Pode ser utilizar a essência diluída em álcool borrifada no meio ambiente.

– Certa vez, eu estava com congestão nasal e do seio maxilar e frontal. Um médico aluno nosso recomendou que eu fizesse inalação com buchinha do Norte, comprada na feira. Fiz a inalação e o efeito foi surpreendente. (Inalação é feita colocando a erva ou substância em água fervente e inalando os vapores, mantendo a cabeça coberta com uma toalha para direcionar os ditos vapores. No caso da buchinha do Norte, ela precisa ferver uns minutinhos antes de tirar do fogo.) Por uma questão de ética, não utilize nenhuma sugestão sem consultar o seu médico.

– Se você quiser tomar uma providência bem eficaz, antes de dormir pique um dente de alho em fragmentos bem pequenos e engula-os com algum líquido que encubra o gosto. Deve ser bem picado para que os ácidos gástricos possam retirar os princípios ativos do alho, mesmo sem que ele tenha sido mastigado. O hálito afugenta-parceiro será bem atenuado quando no dia seguinte você escovar os dentes, comer alguma coisa e tomar uma ducha para retirar o olor que foi eliminado durante a noite pela pele. Só para garantir, passe o dia com um cravo ou com umas sementes de cardamomo para refrescar o hálito. Mas evite os exageros. Conheci um fanático que passava o dia com casca de romã, gengibre, cravo e cardamomo, tudo junto. Sua boca parecia um entreposto de especiarias!

Nota: se não conseguir engolir o alho, compre cápsulas de óleo de alho desodorizado em qualquer farmácia. É mais caro, mas evita o cheirão. Antes de pôr em prática, lembre-se de consultar o seu médico a respeito destas sugestões.

Se ficar gripado, evite assoar o nariz no lenço. Isso eu já condenava no meu livro Boas Maneiras. Lugar de assoar o nariz é dentro do banheiro com a porta fechada. Assoando com água, você evita assar a pele do nariz, reduz o contágio e é mais elegante do que assoar no lenço como se fazia no tempo do meu bisavô. Lenço é para emergências. Quando eu era criança, nunca entendi como é que as pessoas daquela época assoavam o nariz em lenços e depois os guardavam no bolso e levavam aquilo para casa! Que nojo!  Em qualquer lugar existem toiletes. Então, vá assoar lá dentro, evite contagiar os outros e ainda preserve uma boa imagem.

No caso de ter que espirrar ou tossir, evite pôr a mão na frente, pois você vai cumprimentar pessoas e tocar objetos. O ideal é usar o lenço (neste caso, sim), para não espalhar elementos contaminantes. Se saiu de casa sem lenço e sem documento, passe em algum lavabo e pegue umas folhas de papel toalha. Foi pego de surpresa? Então, espirre ou tussa entre o seu braço e o antebraço esquerdo. O direito você aproximará das pessoas ao cumprimentá-las. E o óbvio ululante: não tussa nem espirre na direção de pessoas, alimentos etc. É óbvio, mas já vi acontecer…

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sábado, 15 de agosto de 2009 | Autor:

Rio Grande do Sul, nação poderosa, de tradições fascinantes, povoada por gente linda e detentora de uma língua carismática.

Estamos em Porto Alegre. Ontem fizemos uma noite de autógrafos do livro Viagens à Índia dos yôgis com a grata presença dos meus amigos de Pelotas, Caxias, Bento Gonçalves, Rio Grande, Cruz Alta e outras cidades, além da capital, é claro. Foi um sucesso! Esgotamos o lote de livros que havíamos trazido. Se houvesse mais, teríamos autografado mais.

Depois do lançamento, tivemos um curso: Colóquio sobre formação profissional. Turma lotadíssima, o que me deixou bem feliz, pois demonstrou o interesse dos alunos pela nossa carreira.

Hoje, teremos os cursos: Iniciação à meditação de terceiro grau e Abertura do ájña chakra, só para instrutores. Antes do curso uma homenagem ao bom amigo Prof. Mallet pela nobreza de espírito e excelente trabalho realizado à frente da Federação de Yôga do Rio Grande do Sul.

Amanhã, o curso Iniciação ao ÔM, também só para instrutores.

Durante todo o tempo, a alegria contagiante dos gaúchos, suas boas risadas, muito carinho e comidinhas cativantes. E muito chimarrão, tchê!

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009 | Autor:

paulinho

Oi querido Mestre,
ainda em atenção aos animais “selvagens” e seus sentimentos, dê uma olhada nesse vídeo. É emocionante e inacreditável.

httpv://www.youtube.com/watch?v=hCHrFNTVUZs

Um grande abraço,
Paulinho – London

Olha só, Paulinho. Localizei mais uma parte da história:
httpv://www.youtube.com/watch?v=S2VZQfqB8Tg

quarta-feira, 12 de agosto de 2009 | Autor:

UMA ODE CONTRA OS FALSOS ESTEREÓTIPOS 

 

O que é o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)

 

O Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) é uma filosofia. Todos os dicionários classificam o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) como filosofia. Todas as enciclopédias classificam o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) como filosofia. Nenhum dicionário ou enciclopédia se refere ao Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) como terapia. Nenhum considera o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) como educação física.

O problema é que a mídia internacional pontificou que o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) deve ser o que o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) não é. E a opinião pública foi atrás no equívoco sobre o que o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) deve ser. O mais grave é que o leigo se arroga o direito de entender mais do Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) do que um professor formado nessa disciplina.

Assim, quando declaramos que praticamos o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) ou que ensinamos o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga), sempre passaremos pelo dissabor de sermos confundidos com algum maluquete naturéba; ou, pior, com algum “guru” espertalhão ou curandeiro que queira iludir a terceiros com o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga), supostamente, alguma espécie de seita ou de religião (!).

A que se devem as interpretações desatinadas a respeito do Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)? À medida que nossa cultura geral se amplia, vamos percebendo que as pessoas alimentam ideias alucinadas sobre quase todas as coisas. Por que não as nutririam com relação ao Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)? Podemos ver em filmes de Hollywood um oficial alemão da Segunda Grande Guerra conversando com outro alemão em inglês!  Ah! Mas tudo bem: eles falavam inglês com sotaque alemão! Vemos mulheres indígenas bonitas, com sobrancelhas feitas e maquiagem da moda da época em que o filme foi feito. Com uma ingenuidade dessas você acha que conseguiriam entender o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)?

Basta mencionar a palavra mágica (o Yôga, a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) e o interlocutor já nos pergunta automaticamente, incontrolavelmente: “Quais são os benefícios do Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)?” Mas como assim “Quais são os benefícios do Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)?” Alguém pergunta quais são os benefícios da filosofia de Sócrates, de Platão, de Aristóteles ou de Kant? Então, por que perguntam isso com relação à filosofia que leva o nome de Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)? Percebe que é irracional?

Contudo, é claro que a culpa não é da pessoa que formula tão insensata questão. A responsabilidade da barafunda mental que assola o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) poderia ser atribuída à Imprensa. Acontece que ela é mais vítima do que algoz nessa crassa trapalhada, já que os jornalistas também são parte da opinião pública e estão igualmente sujeitos a sofrer paralisias paradigmáticas com relação ao Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga).

A raiz da baralhada é que o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) pertence a uma outra cultura muito diferente da nossa, com outros valores e outros parâmetros. Quando o ocidental assesta o olhar para o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga), inevitavelmente filtra esse Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) pelas suas lentes cristãs. O resultado do que ele enxerga é desastroso. O que ele vê é uma caricatura do Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga). Na verdade, além de cristianizar o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga), o ocidental também o embaralha com budismo, lamaísmo, tai-chi, macrobiótica e o que mais lhe passar pela cabeça que seja oriental ou apenas esquisito.

Agora temos também o modismo de estereotipar o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) com o “natural”. Recebi um entrevistador que veio gravar uma matéria para a televisão. Gracejei com ele e disse-lhe que já estava a postos para fazermos a matéria sobre contabilidade. Ele entrou na brincadeira e respondeu sem titubear: “Desde que seja contabilidade natural.” (!) Como assim? Isso não faz o mínimo sentido.  …  Ah! Entendi! Já que somos do Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga), devemos ser naturébas. Então, se vamos falar sobre contabilidade, deve ser contabilidade “natural”. Ha-ha-ha! Entendi…

E ponha preconceito nisso.

Creio que nunca mais vamos poder declarar que praticamos o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) ou que ensinamos o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) sem gerar um mal-entendido. Na verdade, quando conhecemos alguém em algum evento e a pessoa diz que pratica o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) já vou logo mudando de assunto para evitar conflito. É que o termo sânscrito masculino Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) significa união, porém, paradoxalmente, desune as pessoas que estudam o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) ou que praticam o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga).

Será que no mundo inteiro reina essa confusão com relação ao Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)? No que concerne à interpretação do conteúdo e à classificação, em todo o Ocidente, o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) é uma alucinação kafkiana. Mas nós, brasileiros e portugueses, não podíamos deixar barato e fizemos melhor. Passamos a enriquecer o desatino complicando também o gênero da palavra (o que no inglês, por exemplo, não ocorre) e querendo grafar com i, sem o y, o que não ocorre no inglês, nem no francês, nem no alemão, nem no espanhol, nem no italiano… só para complicar a nossa vida! Pronto: agora o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) passa a ter uma barafunda a mais. Uma, não! Duas.  Antes que eu possa discorrer sobre o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga), preciso investir uma hora ou mais da aula ou da palestra para demonstrar que o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) escreve-se com y, que é vocábulo masculino, que a pronúncia é com ô fechado, que leva acento no seu original em alfabeto dêvanágarí…

Quando termino de proporcionar estes esclarecimentos prévios sobre o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga), acabou o tempo e as pessoas terão que se contentar em ir para casa mais confusas do que quando chegaram e sem que eu tenha podido dissertar sobre o conteúdo em si, o qual deveria ter sido o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) e não sobre a grafia, o gênero e a pronúncia da palavra Yôga (o Yôga, a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)!

Assim, se o estimado leitor ainda não compreendeu qual é o objetivo de mencionarmos tantas vezes o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) neste pretencioso artigo, sugiro que se sente em posição de Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) e faça uma boa e profunda meditação budista. Ou macrobiótica? Ah! Tanto faz, vem tudo do mesmo lugar, aquele tal de Oriente.

Assinado: DeRose

Professor de o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)

Deus me livre! Que confusão! Vamos combinar assim: não me qualifique mais como
professor de o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga).
Para todos os efeitos, sou consultor em qualidade de vida e administração de relações humanas
para adultos jovens e saudáveis.

 

Post scriptum: se eu soubesse que iria ser assim, não sei, não, se em 1960 eu teria optado por me tornar instrutor do Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga).