segunda-feira, 31 de outubro de 2016 | Autor:

Muitos migram para o SwáSthya Yôga, deparam-se com o ashtánga sádhana e ficam perplexos. Frequentemente, após o choque da primeira aula, repetem a mesma frase:

– Em anos de yóga não aprendi tanto quanto nesta primeira aula de SwáSthya!

E isso porque só conheceram o ády ashtánga sádhana, a nossa prática mais elementar. Depois vêm outros mais adiantados: o viparíta ashtánga sádhana, o mahá ashtánga sádhana, o swa ashtánga sádhana, o manasika ashtánga sádhana etc.

Como o SwáSthya Yôga pode ser tão completo? Ele é prodigiosamente global por tratar-se de um proto-Yôga integrado, Yôga pré-clássico, pré-vêdico, pré-ariano. Yôga original, resgatado diretamente de seu registro akáshico. Do Yôga Pré-Clássico, nasceram todos os demais e por essa razão ele possui os elementos constitutivos dos principais e mais antigos ramos de Yôga. SwáSthya é o nome do próprio Yôga Pré-Clássico após a sistematização. Por isso é tão completo.

Certa vez, um aluno perguntou-nos se havia alguma literatura que explicasse o motivo pelo qual o nosso método era tão rápido e eficiente. Indicamos o livro Kundaliní Yôga, do Swámi Shivánanda, página 86 da segunda edição do Editorial Kier. Em poucas linhas o escritor hindu nos proporciona uma excelente elucidação, quando diz:

“Os hatha yôgins o conseguem mediante a prática de pránáyáma, ásana e mudrá; os rája yôgins, mediante a concentração e o treinamento da mente; os bhaktas, por devoção e entrega total; os jñánis, mediante o processo analítico da vontade; e os tântricos, mediante mantras, bem como pelo kripá guru (a graça do Mestre) por imposição das mãos, a fixação do seu olhar ou o mero sankalpa.”

Um método detentor, simultaneamente, de todos esses recursos e outros mais, como se denominaria um Yôga assim tão completo?

Seu nome é SwáSthya Yôga, sistematizado a partir de 1960 baseado no Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya Yôga, hoje tido como extinto.

Outras técnicas

Independentemente das diversas gradações de ashtánga sádhana ortodoxo e das miríades de variações heterodoxas, nossa tradição ainda oferece ao praticante os demais estágios 3, 4, 5, e 6, que se seguem e, além deles, as técnicas denominadas suplementares, posto que não fazem falta, mas auxiliam. Estudemos, a seguir, o estágio número três.

III – bhúta shuddhi

É a etapa de purificação intensiva do corpo e seus canais de prána, as nádís. Na terceira parte do ády ashtánga sádhana (o anga mantra), e depois na quinta parte (o anga kriyá), já demos os primeiros passos nessa tarefa. Trata-se agora de especializar e aprofundar a purificação, não apenas com mantras, kriyás (principalmente, jalabasti) pránáyámas, mas também com uma rígida seleção alimentar orgânica, sem sal, sem açúcar, sem laticínios, sem ovos, sem farinhas, jejuns regulares moderados e com um sistema de reeducação das emoções para que o praticante não conspurque seu corpo com os detritos tóxicos das emoções viscosas como o ódio, a inveja, o ciúme, o medo etc. Também tratamos de regular a quantidade de exercício, de trabalho, de sono, de sexo e de alimentos. Há uma medida ideal para cada um desses fatores. Qualquer excesso ou carência pode comprometer o resultado almejado.

Estes e outros recursos são utilizados para deixar os canais desimpedidos, desesclerosados, a fim de que a energia possa fluir livremente quando for despertada. Caso contrário, se despertarmos a kundaliní sem termos antes liberado seu caminho pelas nádís, sua eclosão avassaladora pode romper os dutos naturais e vazar para onde não deve, causando inconvenientes à saúde. Como os praticantes ocidentais, em geral, não conhecem os procedimentos corretos, eles nutrem um justificado medo de despertar a kundaliní. O homem receia o desconhecido e esse tema, para aqueles os ocidentais, é ignorado, misterioso. Daí o misticismo de alguns. Na verdade, seguindo as regras do jogo e a orientação de um Preceptor capacitado, despertar a kundaliní é menos perigoso que atravessar a rua. Por isso, os praticantes avançados do SwáSthya Yôga não o temem e dominam perfeitamente esse processo de desenvolvimento.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016 | Autor:

Frequentemente alguém me pergunta: “Você imaginava que algum dia teria escrito tantos livros e que o seu trabalho fosse estar tão difundido, tão grande, com tanta gente, em tantos países?” Não. Não imaginava e não era isso o que eu aspirava. Só queria que me deixassem em paz. Mas não deixavam! Quando você aperta um sabonete ele salta para cima. Quanto mais fortemente se golpeia um gongo, mais gente o escuta. A mim me apertaram demais e golpearam muito fortemente. A consequência não poderia ser outra. Saltei para cima e fui escutado.
Um dia, mais inspirado, escrevi os Dez Preceitos aos Instrutores de Yôga, que consta do meu livro Mensagens e está gravado no CD do mesmo nome. Este é o oitavo preceito:

A árvore podada cresce mais e o guerreiro ferido muitas vezes em combate torna-se perito no uso das armas. Tal exacerbação do instinto de sobrevivência é obtida pela disciplina e pelas dificuldades. O melhor discípulo será aquele sobre o qual forem aplicadas as maiores exigências e as mais duras críticas. O mais talentoso instrutor será aquele que tiver enfrentado as mais atrozes dificuldades no afã de bem desempenhar sua missão.

Hoje estou realizado e feliz. Nesta fase da minha vida – a melhor fase! – tenho uma legião de amigos sinceros, uma mulher fascinante, ex-esposas que me querem bem, milhares de filhos que se orgulham de mim, mais de 30 livros publicados e uma cachorrona weimaraner carinhosa que me defende corajosamente.
Recebi, em mais de meio século de trabalho, uma quantidade de comendas, títulos, diplomas, medalhas e um reconhecimento que, acredito, nenhum outro profissional desta área recebeu em toda a história. Não sinto nenhuma vaidade por isso. Sinto gratidão.
Sou grato aos que confiaram em mim e me ajudaram. Sou grato aos que permaneceram ao meu lado mesmo quando todos em volta me agrediam e injuriavam. Sou grato aos que estão ao meu lado há mais de dez, há mais de vinte e há mais de trinta anos. Sou grato aos discípulos e amigos que me aturaram. Sou grato aos Presidentes de Federações que sempre me apoiaram com comovente nobreza de espírito.

sábado, 29 de outubro de 2016 | Autor:

Atitude Afirmativa é quando você ouve uma proposta do seu chefe de departamento, ou do seu líder de equipe, ou de qualquer outra liderança e, em vez de opor logo uma resistência branca, apoia imediatamente, elogia, encoraja. Depois, mostra-se proativo e toma a iniciativa na realização do projeto. Atitude Afirmativa é engajar-se com entusiasmo quando um colega propõe uma ideia, um plano de trabalho, uma forma diferente de fazer alguma coisa. Esse deve ser o impulso. É muito positivo para a sua imagem quando as pessoas percebem que você é um colega, amigo ou familiar que sempre apoia, acredita e motiva. Muitos profissionais deixaram de receber promoções em suas carreiras e muitos casamentos se esboroaram por falta da Atitude Afirmativa.
Em uma reunião, quando todos estão contra alguém que propôs um projeto, aquele que apoia, alenta e fica do lado do que está sentindo rejeição por parte dos demais, aquele que o apoiou terá conquistado um amigo leal.
Quantas esposas declaram que querem separar-se por não se sentir apoiadas, valorizadas e incentivadas por parte dos seus maridos! Quantos amigos foram afastados por sempre serem negativos, reativos, pessimistas e desestimuladores!
Vamos pensar na carreira, nas relações humanas, nas relações afetivas: acima de tudo, Atitude Afirmativa. Depois, ação efetiva.

sábado, 29 de outubro de 2016 | Autor:

A estratégia mais inteligente utilizada pelas pessoas bem-sucedidas é pensar com a cabeça do outro. A realidade é uma questão de ótica. Assim que você começar a aplicar esta tática, vai constatar o quanto é fácil não brigar.
Usando esse recurso, você não estará sendo inferior ou mais fraco. Pelo contrário, estará dando os primeiros passos na arte de dominar o oponente, fazendo com que não o veja mais como agressor. Depois que ele não estiver mais na defensiva e o clima emocional for afetuoso, você conseguirá o que quer – sem confrontos!
Os melhores generais foram os que venceram os inimigos sem apelar para o elevado custo das batalhas.
Compare o custo/benefício de uma desgastante briga entre pessoas que se amam, a qual poderá durar horas infinitas ou até dias; poderá deixar sequelas como uma mágoa para o resto da vida; poderá comprometer o desejo sexual; poderá até gerar um rompimento definitivo. Compare isso com o poder de estar no comando e descobrir que tipo de carinho, que tipo de fisionomia, que tipo de tom de voz, que tipo de frase, poderia derreter o parceiro e atirá-lo indefeso aos seus pés!
Agora considere: quem é o mais forte, o que confronta ou o que consegue não brigar?

quinta-feira, 27 de outubro de 2016 | Autor:

É aí que eu discordo dos treinadores. Eles são quase todos da opinião de que cão não é gente e precisa ser tratado como cão. Eu trato a Jaya como pessoa da família. Trato-a como filha.
Obviamente, não é para achar que o cão é um ser humano, mas sim para tratá-lo como uma “pessoa” de quatro patinhas. Só assim vamos conseguir respeitar o cachorro em sua natureza de ser vivo que sente dor, frio, fome, amor, medo, felicidade e tristeza, tal como os humanos.
Ao longo da História, os homens sempre discriminaram a tudo e a todos para que lhes fosse justificado o direito de superioridade e de exploração. No início do Cristianismo, foi debatido se mulher deveria ter alma ou não. Por poucos votos, decidiu-se que sim. Já os negros e o índios não tiveram a mesma sorte. A fim de contar com o beneplácito divino para poder explorar, escravizar, torturar, matar, afastar os filhos das mães e vendê-los para lucro próprio, todos os que não pertencessem à etnia do vencedor eram declarados seres sem alma, isto é, não eram gente. (“Diferente não é gente.”) Agora compare e confira se não é o que fazemos com os animais.
Quando tratamos cão como bicho, não investimos no desenvolvimento da sua inteligência. No entanto, os cães têm uma inteligência muito sofisticada. Só não aprendem mais porque não lhes ensinamos. Não obstante, quantos anos investimos para ensinar um ser humano a falar, a comer, a andar, a vestir-se? E vamos continuar a lhe ensinar coisas por muito tempo. Por que não podemos investir um pouco de cultivo aos nossos cães?

quarta-feira, 26 de outubro de 2016 | Autor:

Definitivamente, é preciso muita coragem e dignidade para assumir a sua própria culpa e, muito mais, a de outrem. Isso foi o que fizeram inúmeros santos e heróis nacionais, pessoas com um elevado sentido de compromisso humanitário a ponto de sacrificar o próprio ego e, às vezes, até a vida.
Mas antes de utilizar a estratégia do pedido de desculpas, é preciso eliminar o sentimento de culpa típico das ex-colônias. Na América Latina diz-se o “desculpe-me” com humildade e inferioridade, enquanto que nos países colonizadores utiliza- se esse termo como recurso de superiorizar-se em relação à pessoa com quem se fala.
Na França aplica-se o “pardon M’sier” para chamar a atenção de alguém que tenha sido indelicado ou que tenha procedido mal em qualquer circunstância.
Na Inglaterra e outros países que falam dialetos do inglês, usa-se a forma “I beg your pardon” (eu suplico o seu perdão) para fazer uma admoestação com superioridade e elegância a quem tiver cometido uma falta, uma arrogância ou impertinência.
Em ambos os casos a pessoa que pediu perdão fê-lo de cabeça erguida, com atitude de quem estava acima do outro. Com o pedido de perdão rebaixou o interlocutor, obrigando-o a responder com uma justificativa. No caso do inglês, a pessoa fica instada a modificar sua frase anterior. Se ela havia dito, por exemplo: “O senhor retirou o objeto que estava aqui”, o “I beg your pardon” tem o poder de modificar a atitude do acusador para algo como: “Sinto muito, o que eu quis dizer foi que o senhor pode inadvertidamente ter esbarrado e deixado cair o objeto em questão”. Você nota uma flagrante diferença de postura no pedido de perdão do colonizador e no do colonizado.
Como estou lidando com um leitor que já é viajado e cosmopolita (se ainda não o é, passará a ser com a leitura dos meus livros), posso propor que assuma a postura de elevada auto-estima ao aplicar a estratégia do pedido de desculpas. Ao fazê-lo, você não estará se humilhando nem se rebaixando, mas estará pensando consigo mesmo: “Controlei a situação e dominei esse bruto que tenho diante de mim. Estou satisfeito por ter conseguido fazê-lo com uma inteligente administração de recursos. Na relação custo/benefício, poupei tempo, economizei stress e ainda contabilizei uma pessoa que pode vir a ser útil no futuro.”

terça-feira, 25 de outubro de 2016 | Autor:

Não comer carnes de qualquer tipo não prejudica integrações, pois podemos comer em qualquer restaurante e na casa de qualquer anfitrião. Eu, particularmente, gosto de convidar meus amigos leigos para almoçar em churrascarias, a fim de que percebam o quanto podemos comer em qualquer lugar. E, para evitar estereótipos irritantes, nem me aproximo do buffet de saladas!
No entanto, não ingerir nenhum lácteo nem ovos, torna essa integração bem mais difícil, às vezes, impossível. Se nossos instrutores ou alunos professarem um sistema de vida que os desajuste ao invés de integrar, que dificulte a vida em vez de facilitar, estaremos indo contra tudo o que o DeROSE Method propõe.