segunda-feira, 17 de outubro de 2016 | Autor:

O ocidental tem um interesse muito grande pelo tema chakras e kundaliní. No entanto, as informações erradas por falta de fontes sérias de estudo e as versões fantasiosas por questões de mero devaneio são as mais popularizadas. Então, esqueça tudo o que você leu a respeito. Vamos começar de novo.

O QUE SÃO OS CHAKRAS

Chakra significa roda ou círculo. Chakras são centros de captação, armazenamento e distribuição do prána, a energia vital. Chamam-se de rodas ou círculos por serem vórtices de energia – e, como tal, circulares – localizados nas confluências e bifurcações das nádís ou meridianos. Os chakras são redemoinhos, como os que se formam nos rios. Talvez não por coincidência, nádí signifique rio, corrente ou torrente. Os chakras também podem ser chamados poeticamente de padmas, ou lótus. Geralmente, essa segunda denominação é utilizada também para evitar a excessiva repetição da palavra chakra.

QUAIS SÃO OS CHAKRAS PRINCIPAIS

O Yôga trabalha todos os chakras, mas confere mais atenção aos principais, que se encontram ao longo do eixo vertebral. Estes têm a ver não apenas com a saúde – pois distribuem a energia para os demais centros – como ainda são responsáveis pelo fenômeno de eclosão da kundaliní e sua constelação de poderes. Há um chakra para cada segmento.

Aproveite e consulte a pronúncia correta da palavra chakra aqui: http://www.uni-yoga.org.br/cultura-e-entretenimento/glossario/

domingo, 16 de outubro de 2016 | Autor:

Durante 40 anos de ensino, fui o Prof. DeRose e não houve problemas. Ninguém me incomodou nem questionou o título de professor, desde a juventude em 1960 quando comecei a dar aulas e entrevistas, até o ano 2000. Depois de velho, quando recebi o grau de Mestre começaram os problemas com relação ao título. Desconfianças, insultos, entrevistas insolentes, questionamentos irracionais de que “Mestre só Jesus”! É como se as pessoas se sentissem ultrajadas pelo fato de um profissional de Yôga ostentar o mesmo grau que tantos outros profissionais exibem sem causar nenhuma revolta. Ora, o próprio CBO – Catálogo Brasileiro de Ocupações, do Ministério do Trabalho, relaciona mais de trinta profissões com o título de Mestre, entre elas, Mestre de Corte e Costura, Mestre de Charque, Mestre de Águas e Esgotos etc. Mas de Yôga não pode. Por quê?
Um coronel usa o título antes do nome, Cel. fulano e é chamado coronel ou meu coronel. Um médico usa o título antes do nome, Dr. sicrano e é tratado por doutor ou senhor doutor. Um padre usa o título antes do nome Pe. beltrano e é chamado padre. O pastor é chamado de Rev. mengano e é tratado por reverendo. O juiz é tratado por Meritíssimo e o reitor por Magnífico Reitor. O mestre de Aikidô é tratado por Sensei e o mestre de capoeira é tratado por Mestre. O Mestre Maçom instalado é chamado de Venerável Mestre. No entanto, em se tratando de Yôga paira um preconceito lancinante que gera logo a predisposição para questionar quem use seu título legítimo.
Pessoalmente, gosto muito de chamar o contestador à razão, comparando-me aos Mestres de profissões humildes e até iletradas. Quando alguém me cobra acintosamente o direito ao título, prefiro perguntar se ele faria essa cobrança ao Mestre de Capoeira ou ao Mestre de Jangada. Pois, se não o faria, mas faz-me a mim, trata-se inequivocamente de uma discriminação.
Agora, tantos anos depois, com cinco títulos de Mestre não-acadêmicos, conferidos por duas universidades brasileiras, duas européias e uma faculdade paulista, várias Comendas e alguns títulos de Doutor Honoris Causa (o mais recente pelo Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina) percebo que não preciso ostentar nenhum deles. Interiormente, sinto que foram extrapolados.
Particularmente, não faço questão de título algum. Meu nome já representa uma carga de autoridade que se basta por si mesma. Não obstante (que ironia!), agora as instituições, as autoridades e os Governos fazem questão de me tratar por Comendador e por Mestre!

sábado, 15 de outubro de 2016 | Autor:

Em 2011, eu havia comprado um automóvel Mercedes Benz novinho em folha. Logo na primeira semana da compra, quando o veículo ainda está com aquele cheirinho bom de saído da fábrica, minha secretária veio falar comigo com uma fisionomia de indisfarçável constrangimento e me confessou, meio insegura: “DeRose, eu fui sair da minha vaga na garagem e bati no seu carro novo.” Não sei se ela esperava que eu reagisse com a neurose que afeta todos os proprietários de automóveis no mundo todo. Talvez imaginasse, eu deveria fazer uma cena e brigar com ela. Pelo menos fazer uma cara feia e expressar uma exclamação de aborrecimento. Mas a minha reação foi dizer-lhe simplesmente: “Tudo bem. Depois, mandamos para o conserto.” Pude testemunhar seu suspiro de alívio, a fisionomia de felicidade e uma lágrima de emoção que ela tentou disfarçar.
Também por conhecer as leis que regem o universo, sempre dei boas gorjetas e contribuições para entidades que fazem um trabalho humanitário sério. Dinheiro é importante, mas é preciso lidar com ele sob a égide do desapego. Quanto mais apegado for, mais ele foge de você.
Eu acabei obtendo muito sucesso na vida, inclusive financeiro. Ensino meus supervisionados a ganhar bem, porque isso é fundamental para sua dignidade como ser humano, sua saúde, segurança para o caso de um acidente, ou doença e mesmo para a velhice. “Vencer na vida” é importante para os seus familiares e para contar com o respeito das pessoas. Contudo, ser dinheirista, mercantilista, apegado ao nobre metal constitui um defeito que espero evitar nos que seguem a nossa proposta profissional.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016 | Autor:

Imagine uma enorme pedra arredondada, estável na beirada de uma ribanceira. A pedra é o nosso emocional. Enquanto está ali, parada, dá-nos a impressão de que sua estabilidade é perene. No entanto, sua posição é suscetível a rolar morro abaixo. Basta um pequeno toque, talvez com a ponta do seu dedo indicador, para fazê-la perder a aparente estabilidade e descer destruindo tudo. Assim é o nosso emocional.
Por outro lado, se a pedra começar a oscilar, na posição em que se encontra também basta um dedo do outro lado para evitar que comece a rolar. Assim é o nosso emocional.
Apenas um dedo é o suficiente para evitar um desastre, desde que aplicado na hora certa, antes do desencadeamento. Lembra-se da história do menino holandês? Ele viu uma rachadura no dique e colocou o seu dedinho para evitar que a força da água aumentasse o orifício e terminasse por romper a barragem. Apenas um dedo, o dedo de uma criança, foi o suficiente para evitar uma tragédia.
Se você conseguir detectar uma ameaça de surto de emocionalidade apenas um átimo antes que ele se deflagre, será muito fácil evitar o chilique, bastando colocar o seu dedo na brecha da represa.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016 | Autor:

Minha área não é a educação de cães, e sim a reeducação de gente. Reeducação comportamental, reeducação respiratória, implantação de programas de qualidade de vida em empresas de grande porte, lifestyle coaching para empresários, treinamento de alta performance para desportistas e outras disciplinas. Tudo isto junto – e muito mais – constitui uma Cultura e denomina-se DeRose Method
Como educador com mais de cinquenta anos de profissão na área do magistério, acabei me interessando pela educação dos nossos melhores amigos, os de quatro patas. Mas apenas como hobby. No fundo, o que me fascinou nesta matéria foi descortinar o universo de similaridades que há no processo de reeducar os donos[12] dos cães. Quando estes aprendem a agir com coerência e liderança em relação aos seus cães, automaticamente passam a ser melhores educadores para os seus filhos e melhores líderes em suas carreiras profissionais.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016 | Autor:

Já vi muita gente declarando: “Fulano não serve para ser meu amigo. Vou lhe dizer umas poucas e boas.”
A sabedoria popular diz que mexer no que não cheira bem só faz piorar o odor. Se o Fulano em questão realmente não serve como amigo, o melhor é tomar uma medida amenizadora do mal-estar ou do mal-entendido surgido e depois promover um afastamento cordial.
A vida me ensinou que uma pessoa que não sirva para se conviver, alguém em quem não se possa confiar, é também uma pessoa com quem devemos evitar confusão, pois é doente (neurótica) ou de baixo nível.
O que é que você ganha discutindo com alguém? Algumas pessoas fazem isso porque andaram assistindo novelas e aprenderam a “não levar desaforo para casa”. Algumas dessas pessoas nem mesmo sabem conduzir um relacionamento de amizade ou conjugal sem estar todo o tempo a contender, como se a existência devesse consistir em um incessante defender-se dos outros e proteger seu território. Isso caracteriza um estrato cultural muito baixo. Pessoas educadas e elegantes não utilizam esse paradigma.

terça-feira, 11 de outubro de 2016 | Autor:

Este autor que vos escreve parou de comer carnes aos dezesseis anos de idade. Depois disso, serviu o Exército na tropa; ao longo da vida praticou Judô, Karatê, Aikidô; começou a fazer Ginástica Olímpica depois dos cinquenta! Já passou dos setenta com mais saúde e energia do que muita gente com a metade da sua idade.
Aliás, recordo-me com grata alegria, de um médico de Lisboa que clinicava aos 103 anos de idade! Era vegetariano. Lembro-me, ainda, do folclórico maratonista gaúcho septuagenário que todos os anos, comemorava seu aniversário correndo 24 horas seguidas com uma faixa no peito onde se lia uma única e significativa palavra: “VEGETARIANO”.
Vegetarianos foram também: Pitágoras, Sócrates, Ovídio, Da Vinci, Kafka, Schopenhauer, Darwin, Rousseau, Bernard Shaw, Voltaire, Isaac Newton, Einstein, Abraham Lincoln, Benjamin Franklin, Thomas Edson, Mark Twain, Leon Tolstoi, Isadora Duncan, John Lennon e tantos outros que a história não registrou.
E mais recentemente: Brad Pitt, Brigitte Bardot, Brooke Shields, Claudia Schiffer, Dustin Hoffman, Kim Basinger, Faye Dunaway, Martina Navratilova, Richard Gere, Sting, Madonna, Yoko Ono, Paul McCartney, Steve Jobs, Éder Jofre e muitos outros nomes famosos.
Não nos esqueçamos de que os maiores e mais fortes mamíferos terrestres são todos vegetarianos: o elefante, o rinoceronte, o búfalo, o bisonte e o nosso parente, o poderoso gorila.
Aliás, quando alguém vier com o argumento de que somos carnívoros porque temos dentes caninos, pergunte-lhe se ele já viu os caninos dos gorilas, esses enormes vegetarianos radicais, que só comem folhas, frutas e caules.
Portanto, para minimizar os constrangimentos com pessoas desinformadas ou preconceituosas, evite declara-se vegetariano. Tente “não-carnívoro”.