quinta-feira, 22 de abril de 2010 | Autor:

Acaba de ser inaugurada a escola do Vernon e a da Denise, na Vila Madalena. Parabéns a eles e a todos os alunos e instrutores do mundo que hoje contam com mais uma unidade do Método DeRose em São Paulo. Desejamos toda a sorte e todo o apoio a esses dois colegas tão queridos e esforçados.

Havíamos inaugurado a unidade do Marcus e da Bruna há poucos meses na Granja Viana. Ainda há mais duas escolas previstas para ser inauguradas brevemente nessa mesma cidade, uma delas no Morumbi. Em algum momento, acabaremos por ter mais unidades em São Paulo do que no resto do país. A que você acha que se deve isso?
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quinta-feira, 22 de abril de 2010 | Autor:
quinta-feira, 22 de abril de 2010 | Autor:

Olá Mestre,

Como recordação de Portugal, gostaria de deixar aqui um texto de Gil Vicente, retirado do “Auto da Lusitânia” (1531). Acho que tem um jogo de linguagem fabuloso.

Na segunda parte do auto, assiste-se ao casamento de Portugal, cavaleiro grego, com a princesa Lusitânia. Dois demônios, Belzebu e Dinato, vêm presenciar o casamento e escutam o diálogo entre um rico mercador, “Todo o Mundo” e um homem pobre, “Ninguém”:

“Entra Todo o Mundo, rico mercador, e faz que anda buscando alguma cousa que perdeu; e logo após, um homem, vestido como pobre. Este se chama Ninguém e diz:

Ninguém: Que andas tu aí buscando?

Todo o Mundo: Mil cousas ando a buscar:
delas não posso achar,
porém ando porfiando
por quão bom é porfiar.

Ninguém: Como hás nome, cavaleiro?

Todo o Mundo: Eu hei nome Todo o Mundo
e meu tempo todo inteiro
sempre é buscar dinheiro
e sempre nisto me fundo.

Ninguém: Eu hei nome Ninguém,
e busco a consciência.

Belzebu: Esta é boa experiência:
Dinato, escreve isto bem.

Dinato: Que escreverei, companheiro?

Belzebu: Que Ninguém busca consciência.
e Todo o Mundo dinheiro.

Ninguém: E agora que buscas lá?

Todo o Mundo: Busco honra muito grande.

Ninguém: E eu virtude, que Deus mande
que tope com ela já.

Belzebu: Outra adição nos acude:
escreve logo aí, a fundo,
que busca honra Todo o Mundo
e Ninguém busca virtude.

Ninguém: Buscas outro mor bem qu’esse?

Todo o Mundo: Busco mais quem me louvasse
tudo quanto eu fizesse.

Ninguém: E eu quem me repreendesse
em cada cousa que errasse.

Belzebu: Escreve mais.

Dinato: Que tens sabido?

Belzebu: Que quer em extremo grado
Todo o Mundo ser louvado,
e Ninguém ser repreendido.

Ninguém: Buscas mais, amigo meu?

Todo o Mundo: Busco a vida a quem ma dê.

Ninguém: A vida não sei que é,
a morte conheço eu.

Belzebu: Escreve lá outra sorte.

Dinato: Que sorte?

Belzebu: Muito garrida:
Todo o Mundo busca a vida
e Ninguém conhece a morte.

Todo o Mundo: E mais queria o paraíso,
sem mo Ninguém estorvar.

Ninguém: E eu ponho-me a pagar
quanto devo para isso.

Belzebu: Escreve com muito aviso.

Dinato: Que escreverei?

Belzebu: Escreve
que Todo o Mundo quer paraíso
e Ninguém paga o que deve.

Todo o Mundo: Folgo muito d’enganar,
e mentir nasceu comigo.

Ninguém: Eu sempre verdade digo
sem nunca me desviar.

Belzebu: Ora escreve lá, compadre,
não sejas tu preguiçoso.

Dinato: Quê?

Belzebu: Que Todo o Mundo é mentiroso,
E Ninguém diz a verdade.

Ninguém: Que mais buscas?

Todo o Mundo: Lisonjear.

Ninguém: Eu sou todo desengano.

Belzebu: Escreve, ande lá, mano.

Dinato: Que me mandas assentar?

Belzebu: Põe aí mui declarado,
não te fique no tinteiro:
Todo o Mundo é lisonjeiro,
e Ninguém desenganado.”

Beijinhos lusitanos!

Susana Sousa
Espaço Lifestyle – Lisboa

segunda-feira, 19 de abril de 2010 | Autor:

Muita gente escreveu comentários lisonjeiros sobre o meu esforço, viagens, aulas, noites de autógrafos etc. No entanto, eu preciso repartir com você que, na verdade, a grande regente de toda essa orquestra é a Fernanda.

Você não tem ideia do que a Fée tem feito para que tudo corra bem, para que eu consiga honrar os compromissos, para que eu não me estresse, para que não me canse. Ela ainda realiza reuniões, ministra aulas, organiza agenda, dá monitoria, preocupa-se com as pessoas, providencia a compra de passagens em tempo hábil, sugere soluções, administra pessoas, dá risadas, confere contas e mais um sem-número de ações em minúcias e em grande escala.

Para lhe dar uma pálida ideia do que a Fée representa neste panorama, basta lhe dizer que se ela não estivesse aqui ao meu lado, eu já teria parado de viajar, há muito tempo. Ela é que é uma guerreira incansável.

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domingo, 18 de abril de 2010 | Autor:

Nilzo Andrade Jr.

Querido Mestre.

É com grande prazer que convidamos toda a nossa egrégora, em nome da Presidente da nossa Federação, Profa. Maria Helena Aguiar, para um final de semana muito especial em Curitiba. Será nos dias 23, 24 e 25 de julho e teremos atividades maravilhosas para agradar a todos.

Confira a agenda:

Sexta, 23 de julho:
19h: O sistematizador DeRose fará um bate-papo descontraído com os alunos da Unidade Centro Cívico.
21h: na mesma Unidade, haverá o lançamento e a noite de autógrafos com o DeRose da nova edição do incrível livro Eu me lembro…

Sábado, 24 de julho:
15h: a Unidade Alto da XV receberá sádhakas em diante para o curso Como montar uma prática balanceada, com o DeRose.

Domingo, 25 de julho:
15h: os instrutores terão a oportunidade de fazer um curso incrível com o DeRose, cujo tema sugerido é bhúta shuddhi e maithuna. A Unidade Champagnat receberá todos de braços abertos e contará para nós as novidades que estão ocorrendo por lá.

Além destas atividades, haverá almoços, jantares e diversão para fortalecer os nossos laços de amizade e deixar o final de semana bem quentinho, uma vez que o inverno chegou de vez.

Para maiores informações e inscrever-se nos cursos, entre em contato com o Prof. Rogério Brant, que está conduzindo sua equipe para proporcionar um final de semana inesquecível a todos nós. O telefone é o (41) 3264-6495.

Um grande beijo a todos e até breve!

Nilzo

domingo, 18 de abril de 2010 | Autor:

Como você tem acompanhado pelos noticiários, um vulcão entrou em erupção na Islândia e a núvem de cinzas que ele expeliu cobriu quase toda a Europa Ocidental, obrigando os aeroportos da França, Inglaterra, Escócia, Irlanda, Bélgica, Alemanha e outros a fechar e  interromper todos vôos.

Eu e a Fée demos um curso em Londres, fizemos a transmissão da nossa aula em Paris, teríamos cursos em Lisboa e em Roma nos próximos dias. Vôo marcado para sexta-feira passada à tarde. Tivemos a notícia de que o aeroporto estaria fechado, mas fazer o quê? Tínhamos que viajar. Centenas de inscritos estariam à nossa espera nos outros países e não poderíamos decepcioná-los.

No aeroporto Charles De Gaulle estava instalado um caos muito pior do que aquele que havia acometido os aeroportos brasileiros algum tempo atrás. Multidões de viajantes, turistas, jovens, idosos, senhoras, crianças – todos amontoados pelo chão, pelos corredores. Pessoas que haviam viajado com um planejamento justo e já não tinham onde ficar. A maioria não dispunha de dinheiro para continuar pagando hotel em Paris, cidade cara, por mais alguns dias (sabe-se lá quantos!). Outros não encontraram vaga nos hotéis, pois todos estavam na mesma situação e não podiam deixar o país. O jeito era acampar no saguão do aeroporto. No chão. A sorte é que quase ninguém deu chilique. Todos compreenderam que ocorrera uma contingência.

Acontece que muitos não tinham dinheiro sequer para comer, pois haviam feito uma viagem apertada, gastando até o último centavo antes de encetar o retorno. Viajantes jovens e famílias classe média não dispunham de reservas para essas horas. Mas também não adiantaria disporem de dinheiro porque a comida começou a faltar em alguns quiosques. Se fosse vegetariano, aí então não teria nada mesmo para comprar. Por outro lado, era tão difícil chegar ao empregado para conseguir ser atendido no meio daquela balbúrdia, que muita gente desanimava antes até de descobrir que não havia quase nada a ser comprado. E um agravante: estávamos na Europa! Quando está na hora de fechar a lanchonete ou restaurante, não importa se há clientes a ser atendidos. Esse é o horário de fechar e pronto. Não atendem a mais ninguém e mandam sair os que estiverem dentro. É a consequência de leis laborais paternalistas.

Ah! E os banheiros? Aqueles sanitários não foram feitos para que tantos milhares de pessoas os utilizassem ao mesmo tempo. Mas os empregados à noite estavam em seu horário de folga e ninguém no mundo iria convencê-los a permanecer no trabalho. Imagine os transtornos causados pela falta de papel higiênico, pela falta de limpeza (o cheiro!), pela falta de sabonete, pela falta de toalhas de papel para enxugar as mãos! Certamente que havia também os secadores a ar quente, no entanto a fila para utilizá-los era inviável. Alguns já não funcionavam devido à sobrecarga. Melhor era secar as mãos na roupa mesmo…

Num dado momento as crianças, cansadas, já não aguentavam e começaram a guinchar em coro. As mulheres choravam. Os homens, com cara de desespero, olhavam impotentes o sofrimento das suas famílias, famintas, cansadas, sem poder fazer nada. Nem pelo menos podiam extravasar maltratando os funcionários das companhias aéreas, pois sabiam que não era culpa de ninguém. Além do mais, se der pití por estas bandas vai preso. Era o Inferno de Dante (nenhuma referência ao filme do mesmo nome, que nos mostrava a tragédia de uma erupção vulcânica).

Você deve estar pensando por que é que essa gente que morasse nas outras cidades ou países europeus não viajava de trem (dizem que os trens são tão bons) ou ônibus? Acontece que todos os mais agilizados pensaram nisso antes e as passagens já não existiam.

Naquele panorama, qualquer aluno ou instrutor nosso valorizaria ao extremo a nossa rede, pois simplesmente telefonaria a uma das nossas escolas, relataria a situação e tudo estaria resolvido, pois a nossa confraria mundial é muito unida, prestativa e estamos em toda parte. Nosso aluno iria para a casa de alguém com quem teria, inclusive, os mesmos ideais a compartilhar. Casa de alguém que não fuma, que não toma álcool, que não usa drogas, que não ingere carnes. Casa de alguém cuja atmosfera é feliz, alegre, afetuosa, saudável, descomplicada. Teria casa e comida pelo tempo que fosse necessário. Teria até um círculo de amigos e uma escola para frequentar sem pagar nada. O transtorno ter-se-ia transmutado em uma aventura deliciosa e inesquecível!

Pensando assim, nem sequer fomos para o aeroporto. Você já estava com pena do Mestre velhinho, com fome, dor nas costas, dormindo no chão frio e a Fée cuidando de mim como podia, não é? Foi maldade criar esse suspense. Mas considere o alívio que você está sentindo agora ao saber que nós nem fomos lá para o meio daquela muvuca.

Filipa nos telefonou e perguntou se queríamos viajar de automóvel com ela, o Zé e o filhinho Hugo através da França, Espanha e, finalmente, Portugal. Primeiro, foi o pânico. “Tá loco! Encarar uma viagem dessas por terra é muito asfalto.” Mas no momento seguinte, “não tem questionamento; precisamos chegar lá, nem que seja de bicicleta”. E assim foi.

O resultado foi uma deliciosa viagem com muita risada, comidinhas e paisagens. E eu que me esquivava de realizar uma viagem por terra pelo interior da França, estava agora descobrindo que não era tão mal, era até divertido, especialmente em boa companhia.

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domingo, 18 de abril de 2010 | Autor:

Zé é o Diretor do Espace Energie, de Paris. Filipa é sua instrutora-mor e musa inspiradora. Os dois tiveram uma iniciativa muito importante para a nossa egrégora e merecem o reconhecimento de todos nós. Mas não vou contar ainda o que eles fizeram. Contarei amanhã para que você fique com a emoção do suspense.
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