Trabalhei muito, meu amigo. Todos os sábados e domingos do ano, durante 50 anos (uma pessoa comum se aposenta aos 35 anos de trabalho), dando cursos e viajando por este Brasil imenso e pelo resto do mundo. Você sabe por que trabalhei tanto? Eu o fiz porque acredito no que eu faço. Acredito no meu Método. Acredito nas pessoas que estão comigo nesta empreitada. E acredito no ser humano. Caso contrário, eu teria desistido há muito tempo.
Com mais de setenta anos de idade, espargi o conhecimento milenar, incrementei qualidade de vida, saúde, vitalidade, harmonia e felicidade nas pessoas. Mudei a vida de muita gente, de muitas famílias. Sou consciente de ter salvado a vida de milhares de jovens ao evitar que se envolvessem com drogas, bebidas e fumo. Trabalhei muito, muito mesmo. Até quando estava doente, continuei viajando e ministrando cursos. Quantas vezes saí da cama, dei aula e voltei para a cama! Não sei quantos foram capazes de fazer isso. Escrevi dezenas de livros publicados nas Américas e na Europa. Ergui bem alto o nome do Brasil noutras nações. Não admito que pessoas que recebam pagamento pelas suas respectivas profissões, venham me censurar por haver cobrado pelos meus cursos e pelos meus livros.
Por isso, também, eu saí do segmento do Yôga. Cansei de gente complicada, intolerante e preconceituosa.
https://youtu.be/uDAOVAjwBtY
O Yôga Antigo é tântrico. Isso significa que é um Yôga matriarcal, sensorial e desrepressor. Desrepressor significa que não tem foco em proibições. Orienta, mas não reprime. Sensorial significa que respeita e valoriza o corpo, sua beleza, sua saúde, seus sentidos e seu prazer. Logo, você tem liberdade total. Pode comer o que quiser, fazer o que quiser. Contudo, há aconselhamento com relação a tudo isso e você o segue se achar que deve. À medida que for aprimorando seus hábitos de vida e cultivando costumes mais saudáveis, vai recebendo do instrutor as técnicas mais avançadas.
Esse respeito pela liberdade do praticante tem sido uma das mais cativantes características do SwáSthya Yôga, pois vai ao encontro das aspirações das pessoas e responde positivamente às reivindicações dos adeptos de outras correntes restritivas, que estão desgostosos com a repressão imposta por elas.
Um bom exemplo de proposta comportamental do DeROSE Method, na área de conceitos, é a ação efetiva para transformar o mundo através da civilidade. A isto, podemos chamar de boas maneiras ou, até, de boas ações. Todos os dias vamos computar quantas ações louváveis protagonizamos.
TRÊS-VEZES-TRÊS
O três é um dos números reverenciados nas nossas raízes hindus. Vamos, então, fazer nossa contagem a partir dele.
Se você realizar hoje menos de três boas ações, considere este como um dia de chumbo.
Se realizar três ações de boas maneiras, este foi um dia de bronze. Com duas-vezes-três ações meritórias, seu dia terá sido de prata.
Conquistando três-vezes-três ações de civilidade, comemore um dia de ouro.
Mas se conseguiu realizar mais de três-vezes-três ações, você é o nosso herói e o seu dia foi de diamante!
Depois que você se acostumar e colocar estas atitudes no seu “piloto automático”, verá que é muito fácil praticar três-vezes-três ações meritórias por dia. As oportunidades estão ao nosso redor, o tempo todo, na nossa vida. É apenas uma questão de criar o hábito de ser gentil com toda gente e de cultivar a cordialidade, principalmente com os que não a merecem, porque é fácil ser gentil quando o outro também foi. Difícil e meritório é ser educado e cordial quando o outro estiver sendo grosseiro. Sempre devemos colocar-nos no lugar do outro e imaginar se ele não está sendo rude devido a algum problema em sua vida pessoal, se seu filho não está doente e ele está passando por dificuldades financeiras, se ele não acabou de ser humilhado pelo cônjuge, pelo chefe ou pelo freguês, se não está com enxaqueca ou com cólica e precisa trabalhar assim mesmo. Quando nos colocamos no lugar do outro, é muito fácil reagirmos com tolerância e compaixão.
Sim, isto é uma dica para ganhar dinheiro. Há um ditado carioca que reza: “Se malandro fosse inteligente, seria honesto só de malandragem”. Claro! Quem vive de trambiques tem a ilusão de que está levando vantagem por estar roubando de alguém. Mas, na verdade, se investisse todo aquele trabalho e toda aquela criatividade em um trabalho honesto, com o tempo, iria amealhar fortuna.
Um dia, eu estava em um borracheiro esperando pela troca de um pneu do meu carro e o dono da borracharia veio conversar comigo. Os paulistas são assim. Queridos, simpáticos, desconhecidos conversam com você em qualquer lugar com uma intimidade que dá a impressão de que sempre nos conheceram. E ele me contou que havia comprado um carro, mas que o vendedor era um trapaceiro e que havia instalado uns gatilhos só para enganar o comprador. Uma semana depois, estourou tudo. Então, ele me disse:
– O senhor já notou que esses vigaristas, que vivem aplicando golpes, estão sempre sem dinheiro e devendo aos outros? Estão sempre numa pior.
É verdade.
Tudo o que é proibido ganha interesse. Ação e reação. Ao criar um clima de restrição você pode estar valorizando uma situação, além daquilo que tal circunstância merecia.
Implicar com uma pessoa pode gerar o que chamamos de “fantasma”. Muitos maridos e esposas criam fantasmas. Depois, ficam sendo assombrados por ele!
Os fantasmas são pessoas que não despertariam maiores atenções, mas ao ganhar relevo no emocional da parte enciumada, impregna-se no cérebro do parceiro e atiça seus hormônios. Pronto: está criado um fantasma!
Ainda que nunca chegue às vias de fato, o fantasma estará sempre rondando na mente dos dois cônjuges. Um, porque teme que o fantasma tome o seu lugar; outro, porque fantasia que tal pessoa deve ser melhor do que o é na realidade, afinal, não a conheceu de fato.
Agora o cônjuge inseguro criou uma ameaça real. E, ainda que nunca se concretize um contato, na imaginação do parceiro aquela pessoa sempre voltará a assombrar. Como nunca houve uma relação, ou a relação não chegou a ser “gasta” pelo atrito da convivência, aquela pessoa passa a ser um ícone de perfeição. Se o parceiro ou parceira nunca chegou ao contato físico, a imaginação vai pintar essa pessoa como muito melhor do que o quanto ela é na realidade.
Acontece que não existe ninguém perfeito. Ao longe, ninguém tem espinhas. Se ocorrer uma aproximação, a probabilidade é a de que, desgastado o entusiasmo inicial, o pivô do desejo se desvaneça no ar, como qualquer fantasma de respeito o faria.
Desde o início, estabeleça gestos e sons de aprovação ou de reprovação. Sempre que o cãozinho acertar alguma coisa, faça o mesmo som e dê-lhe uma recompensa de carinho, palavras, tom de voz e… petiscos! Quando ele errar, ignore. Isso funciona mais do que repreendê-lo, pois a repreensão pode se transformar em uma recompensa, já que ele ganhou a sua atenção, mesmo que seja na forma de bronca.
No entanto, às vezes, será necessário avisar que determinada coisa não é para ser feita, como, por exemplo, ir atravessando a rua na frente dos carros. Então, ajuda muito criar alguns sinais sonoros e gestos, pois é possível que a sua voz não seja ouvida à distância, ou em lugares muito ruidosos.
Aplicamos três sons diferentes para a Jaya. Dizemos “shh-shh”, quando se trata de uma restrição simples e descontraída, especialmente de algo que ela ainda pretende fazer. “Ei!”, quando queremos que ela perceba que está fazendo ou em vias de fazer algo que sabe que não deve. E reservamos o “não!” para usar economicamente em situações mais drásticas.
Cuidado com o uso indevido de crase que atualmente se converteu numa endemia nacional. Escrever “Portões 14 à 25” é um absurdo que só poderia ser encontrado num aviso de aeroporto de quarto mundo (já não está mais escrito assim: foi corrigido depois que este autor enviou uma cartinha à Infraero). Crase jamais ocorre se a palavra seguinte for masculina. Mesmo se for feminina, utilize-a com cuidado. Só pode ser aplicada se a palavra a que se refere, convertida ao gênero masculino, impuser o uso de ao (à é o feminino de ao). Ou se em espanhol se traduzir por a la.
A abreviação de professor é Prof. (Profo. seria para professoro!). Já viu alguém usar a abreviação Dro.?
“Fuja” do uso de “aspas” como o “diabo da cruz”. Denota pouco domínio da “língua” escrita e é “cafona”. Além do mais em alguns casos pode ser insultuoso como é o caso do sarcástico “bispo” Macedo, que a imprensa costumava usar para deixar claro que não reconhecia seu título de bispo. Já imaginou o que penso quando alguém escreve “De Rose”? Tal pessoa estaria insinuando que esse não é o meu nome verdadeiro? Que indelicadeza!
Recomendamos que todo professor, engenheiro, médico, jornalista, locutor de TV e político faça urgentemente um curso de português. Um começo excelente é estudar os livros de Luiz Antonio Sacconi e os de Pasquale Cipro Neto, assim como o livro Saber escrever saber falar, de Edite Estrela, Maria Almira Soares e Maria José Leitão.