terça-feira, 10 de fevereiro de 2009 | Autor:

Os Himálayas

Chegando ao meu destino, a cidade de Rishikêsh, fiquei apaixonado pelo lugar. O rio Ganges corre límpido e caudaloso nessa região montanhosa, relativamente próxima da nascente. Pode-se meditar às suas margens, banhar-se em suas águas, cruzar o rio de barco ou pela ponte pênsil. (Ah! Quando conheci essa região a ponte nem sequer existia…)

Rishikêsh é uma cidade muito bonita e imantada com a magia dos séculos. Era uma emoção simplesmente estar ali e saber que aquele solo foi pisado por alguns dos maiores iluminados dos últimos 5000 anos. Ainda hoje, swámis (monges) e saddhus (ermitões) são vistos com frequência. Há dezenas de mosteiros, templos e Mestres de Yôga, de Vêdánta e de outras disciplinas. Os curiosos geralmente deixam-se seduzir pela multiplicidade de escolas e começam a agir como crianças à solta numa loja de chocolates. Misturam tudo, fazem uma bruta confusão e não aprendem nada.

Eu sabia o que queria. Estava indo para o Sivánanda Ashram (pronuncie Shivánanda Ashrám), um dos mais conceituados mosteiros da Índia. Nenhum outro chamariz iria me desviar da meta. Lá encontrei coisas realmente muito boas, tanto que voltei a essa entidade quase todos os anos a partir de então, durante mais de vinte anos. Nesse ashram tive a oportunidade de aprimorar mantras, conhecer mais variedades de pújá, melhorar o sânscrito (especialmente a pronúncia), desenvolver Karma Yôga, Bhakti Yôga, Rája Yôga, sat sanga, meditação, teoria Vêdánta e travar contato com o verdadeiro Hatha Yôga da Índia.

Uma coisa que me chamou a atenção nas práticas de Yôga da Índia, foi o fato de não encontrar lá aquela insistente repetição dos estribilhos comuns nas aulas do Ocidente, recitados com voz doce e de impostação hipnótica, tais como: “calma… não force… suavemente… ótimo, muito bem… cuidado… isso é perigoso…” Ao invés, encontrei ordens severas: “Força! Você pode fazer melhor do que isso! Quero ver mais empenho nessa execução! Aguente mais!”

Eu era jovem, desportista e praticava muito bem os ásanas. Não obstante, às vezes ficava com o corpo todo dolorido depois de uma aula, coisa que no Ocidente não se admite. Mais tarde concluí que a maneira deles era mais coerente, pois Hatha significa força, violência[1].

Na minha primeira prática de Yôga no Sivánanda Ashram, o instrutor mandou-me executar exercícios adiantados, como padmásana, nauli, sírshásana, vrishkásana, mayurásana e outros. E isso sem pedir nenhum exame médico, o que denota um espírito muito mais descomplicado da parte deles. Falou-se livremente sobre a kundaliní (pronuncie sempre com o í final longo), sem o professor assustar ninguém, nem exagerar seus eventuais perigos.

Outra demonstração da descontração reinante no Yôga da Índia é o fato de as aulas serem dadas num clima informal, no qual está aberta a possibilidade do diálogo e até mesmo a de uma anedota posta por um aluno em classe, como ocorreu nesse inverno de 1975. Havia um monge velhinho, cuja função era a de tocar o sino a cada hora certa. Estando muito frio às cinco da manhã em pleno inverno dos Himálayas, ele se refugiou na nossa sala de prática, onde o calor dos corpos de muitos yôgins aquecera o ambiente. No meio da aula ele começou a cochilar e pender a cabeça. Um aluno não perdeu a oportunidade de brincar:

– Olhe lá, professor! O swámiji entrou em samádhi!

O professor riu, todos riram e, em seguida, retomaram a aula com muita disciplina. Aliás, só conseguem essa descontração por existir simultaneamente um profundo senso de disciplina, respeito e hierarquia que falta na maior parte das escolas do Ocidente.

Em suma, gostei do Hatha Yôga e do Rája Yôga experimentados no Sivánanda. Para dar uma ideia do quanto esse ashram (mosteiro) me agradou, basta dizer que ele é de tendência Vêdánta e, apesar disso, recebi lá boas aulas de Sámkhya, o que constitui um raríssimo exemplo de tolerância.

Mais um eloquente exemplo é o fato de que um dos melhores livros de Tantra Yôga foi escrito pelo fundador Srí Swámi Sivánanda, sendo ele de linha oposta (brahmáchárya). Tudo isso contribuiu para, em meus retornos posteriores à Índia, acabar frequentando muito mais essa instituição do que qualquer outra, durante vinte e quatro anos de viagens à Índia.

Depois do Sivánanda Ashram, tive o privilégio de visitar e participar de aulas no Kaivalyadhama, de Lonavala; Iyengar Institute, de Puna; Yôga Institute de Srí Yôgêndra, em Bombaim (atualmente denominada Mumbai); Muktánanda Ashram, de Ganêshpuri; Aurobindo Ashram, de Delhi; todas muito boas escolas, de renome mundial, mas cada qual apresentando uma interpretação, um método e até mesmo uma nomenclatura diferente das outras. Isso me foi tremendamente educativo e ampliou minha tolerância em 360 graus. Nessas viagens conheci pessoalmente e recebi ensinamentos diretamente de grandes Mestres como Chidánanda, Krishnánanda, Nádabrahmánanda, Turyánanda, Muktánanda, Yôgêndra e outros. Segundo os hindus, eles foram os últimos Grandes Mestres vivos, os derradeiros representantes de uma tradição milenar em extinção[2].

 


[1] A palavra hatha é traduzida como violência, força, pelos conceituados autores e livros:

Tara Michaël ‑ O Yôga, Zahar Editores, página 166;

Iyengar ‑ A Luz do Yôga, Editora Cultrix, página 213;

Georg Feuerstein ‑ Manual de Yôga, Editora Cultrix, página 96;

Renato Henriques ‑ Yôga e Consciência, Escola de Teologia, pág. 276 (da 1a. edição);

Mircea Eliade ‑ Inmortalidad y Libertad, La Pléyade, página 223;

Theos Bernard ‑ Hatha Yôga una tecnica de liberación, Siglo Veinte, página 13;

Monier-Williams ‑ Sanskrit-English Dictionary, página 1287.

[2]  No momento em que esta edição é publicada já estão todos falecidos.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009 | Autor:

Daniel Tonet – Goiânia / GO
http://www.yoga-go.com.br | [email protected] | 201.22.161.123

Oi, Mestre.

Você viu que ontem o site da Globo (G1) publicou um artigo enviado pela nossa querida Vanessa de Holanda? O texto se chama “Conhecer a Índia é uma grande viagem.”

Vale a pena acessar o link abaixo e dar nota máxima para a matéria:

http://g1.globo.com/VCnoG1/0,,MUL990452-8491,00-CONHECER+A+INDIA+E+UMA+GRANDE+VIAGEM+DIZ+INSTRUTORA+DE+YOGA.html

Parabéns à Vanessa!!!

Felipe Lengert
http://lapidatio.wordpress.com | [email protected] | 189.123.206.199

Ao ler o texto da Vanessa não se esqueçam de marcar as 5 estrelas que ele merece! Desta forma ele será mais lido e mais divulgado dentro do site e da internet.

Forte abraço a todos!

Alexandre Montagna
http://www.alexandremontagna.com | [email protected] | 189.26.141.230

Que bacana! Fica o aviso: existe um ranking de qualidade abaixo do texto, e a nota máxima é 5 estrelas. Sugiro que todos os amigos leitores façam sua votação após a leitura.

Bruno
[email protected] | 201.38.112.140

Para pontuar: lá embaixo do artigo, há a média geral, em que as estrelas estão preenchidas, e a sua nota, em que as estrelas estão em branco. Basta clicar sobre a quinta estrela em branco, assim você atribui a nota máxima.

Beijos!

sábado, 7 de fevereiro de 2009 | Autor:
Curso de leitura

Se você é apenas um curioso que quer saber um pouco sobre muitas coisas e muito sobre coisa nenhuma, leia tudo o que quiser. Mas se tiver se identificado com a proposta deste tipo de Yôga, se ele representa para si um caminho suficientemente completo, que lhe satisfaça plenamente a ponto de não querer mais ficar buscando aqui e ali, então estas instruções são para você.

Ler tudo o que lhe caia às mãos só por tratar-se supostamente de Yôga ou de outra filosofia, arte ou “ciência” que você presume correlata, é um comportamento imaturo, fútil e dispersivo.

Primeiramente, a maior parte dos livros sobre Yôga e similares que se encontram comercializados é nociva. Sua leitura mais prejudica que ajuda. É melhor não saber do que pensar que sabe!

Depois, mesmo que encontrasse várias boas obras e vários bons Mestres – bem, aí seria mesmo um fenômeno de sorte – ainda assim, a dispersão de se envolver com mais de uma metodologia, comprometeria os eventuais resultados positivos que poderia colher caso se concentrasse numa só via.

Tenha foco

Imagine uma pessoa que quisesse achar água e ficasse dispersando tempo e trabalho a cavar vários poços ao mesmo tempo ao invés de se concentrar num só. A cada buraquinho recém começado, interrompesse para ir cavar outro e depois voltasse para o primeiro; trocasse de novo para experimentar um terceiro e assim sucessivamente. Após perder muito tempo e desperdiçar muito trabalho, provavelmente abandonaria todas as tentativas, desanimado, declarando que definitivamente não adianta cavar, pois supõe que nenhum deles dará água. Contudo, é provável que todos dessem água (de diferentes qualidades e com diferentes profundidades), desde que o inconstante tivesse se concentrado num só poço.

Vivêkánanda referia-se a esse tipo de gente na parábola do homem que, chegando a uma árvore frutífera, dera uma mordida em cada fruta para ver se havia alguma que lhe agradasse mais, ao invés de pegar uma para saciar sua fome.

Em suma, desaconselhamos veementemente a intoxicação de teoria. Não faça misturança. Adote uma linha de conduta séria e inteligente. Um planejamento para o estudo orientado numa direção definida, como quem sabe o que quer e jamais eclética sob pretexto algum.

São considerados praticantes de primeira classe os que se dedicam exclusivamente ao Yôga e, dentro deste, a uma só modalidade sem mesclá-la com nenhuma outra. O mesmo se diga dos instrutores. E, desses, com muito mais razão.

Os livros indicados no Curso de Leitura são alguns dos melhores e não são muitos. Se você já os tiver lido todos, mais vale relê-los várias vezes do que entregar-se a aventuras literárias que, certamente, comprometerão o seu bom encaminhamento.


Orientação ao leitor de Yôga

Busca, fora dos livros, dentro de ti.
DeRose

Há diversos tipos de literatura de Yôga. Vou descrever alguns para que você possa ter ideia do que está adquirindo ao comprar um livro sobre a matéria.

1.Os mais confiáveis são os livros escritos por yôgis que vivenciaram experiências e relatam os meios para obter bons resultados.

2.Em segundo lugar, vêm os que estão aquém da iniciação prática e teorizam a mais não poder com o fim de tentar compreender o que os primeiros ensinam. Este tipo de literatura é identificada facilmente uma vez que seus autores costumam usar frases tais como: “os yôgis dizem…” ou “segundo os yôgis…”, porquanto reconhecem que eles mesmos não sabem e tampouco são yôgis.

3.Depois, surgem os que simplesmente repetem aquilo que disseram os primeiros e os segundos, elaborando uma literatura de terceira, totalmente desnecessária, dispensável e meramente plagiada. Também é facílimo identificar esses livros já que seus autores abusam de frases de terceiros, acompanhadas de “conforme diz Fulano”, “segundo Sicrano”, “na opinião de Beltrano”, etc.

4.Não podem faltar os que publicam livros popularescos, para consumo e pseudo-informação dos leigos. Leigos, antes de lê-los. Depois, passam a ser desinformados e iludidos. Passam a repetir disparates. Geralmente os títulos são algo como: “cure a sua doença com a yóga” ou “yóga em 10 lições“. Claro que pode haver exceções. Recordemos sempre: “Todas as generalizações são perniciosas, inclusive esta.”

5.Há, ainda, os livros que misturam tudo o que é oriental e fazem uma salada de Índia, Tibet, Nepal, Egito, China e Japão, baralhando Hinduísmo, Budismo, Taoísmo, Xintoísmo, Sufismo, Xamanismo, Zen e o que mais o autor tiver lido. É que os ocidentais sucumbem ingenuamente à síndrome da ilusão de perspectiva, segundo a qual “Oriente” é um lugar muito distante, lá onde as paralelas se encontram. Então, julgam que todas as filosofias orientais conduzem ao mesmo lugar. Além disso, o escritor ocidental acha que constitui demonstração de cultura encontrar pontos de convergência entre as múltiplas correntes. Com isso, o leitor adquire um livro de Yôga, porque queria Yôga, e acaba levando para casa uma série de outras coisas que não queria e só servem para encher as páginas que o conhecimento limitado do autor ia deixar em branco, caso se ativesse ao assunto proposto. Há um livro que pretende dissertar sobre mudrás do Hinduísmo e, inadvertidamente, a obra passa a miscelanear mudrás de outros sistemas e países. Tal procedimento induz o estudante ao erro de introduzir mudrás alienígenas numa prática ortodoxa de Yôga, achando que está agindo corretamente. Estou farto de corrigir alunos de Yôga que sentam-se para meditar e põem as mãos em mudrá do Zen! Isso é uma gafe equivalente a executar um katí de Kung-Fu numa aula de Karatê ou sair dançando tango numa aula de ballet clássico. Eu mesmo, quando jovem, utilizava mantras em hebraico, da Cabala, nas práticas de Yôga, pois os livros que lia induziam a isso e ninguém me advertiu em contrário, como estou fazendo agora. Misturar, além de não ser procedimento sério, pode produzir consequências imprevisíveis. Em tempo: o Yôga mais antigo é de raízes Tantra e Sámkhya, portanto, essas três filosofias possuem compatibilidade de origem.

6.No entanto, os livros mais perigosos são os que visam à doutrinação do leitor para alguma outra ideologia e usam como chamariz o nome do Yôga, já que este tem um respeitável fã clube. O interessado compra o livro e leva gato por lebre. Se houver 5% de Yôga em todo o volume, é muito. O resto costuma ser catequese a favor de alguma seita exótica. O Yôga mais antigo – pré-clássico e clássico – era Sámkhya (naturalista). Portanto, o Yôga mais autêntico é dessa corrente. Na Idade Média apareceu um Yôga moderno, de linha Vêdánta (espiritualista). Como saber se o livro de Yôga é de tendência Sámkhya, mais antiga, ou Vêdánta, mais moderna? Aqui vão algumas dicas para o leitor que tem poucas noções das duas filosofias citadas.

a) Os livros que mencionam mais vezes o termo Púrusha e poucas (ou nenhuma) o termo Atmam, para designar o Self, costumam ser de tendência Sámkhya.

b) Ao contrário, os que citam muitas vezes o vocábulo Atmam e poucas (ou nenhuma) a palavra Púrusha, são quase sempre de linha Vêdánta ou, eventualmente, alguma outra sob sua influência.

c) Já os que usam indiscriminadamente os dois termos, não são de linha nenhuma. Nem sabem que existem linhagens e que é filosoficamente impossível você não se definir por uma única. Questionados a respeito, afirmam com orgulho fiasquento: “não sou de nenhuma linha específica – sou de todas“! Esses são certamente autores ocidentais (ou, em alguns casos, orientais sem iniciação). Não tiveram um bom Mestre. Se tiveram, não entenderam nada do que lhes foi ensinado.

Bibliografia indicada para estudo e documentação

Antes de se ter algum tipo de relação profissional com livros,
não se descobre quão ruim é a maioria deles.
George Orwell

Resista heroicamente à tentação de ler qualquer coisa, só por tratar-se de Yôga ou de alguma matéria supostamente semelhante. Repito: melhor é reler várias vezes um bom livro do que ler vários livros novos que possam ser nocivos. E, convenhamos, com uma bibliografia tão boa e extensa, você não tem necessidade de sair gastando o seu tempo e dinheiro com livros que poderão prejudicar não apenas a sua cultura, mas também a sua saúde mental. Consulte o capítulo sobre Egrégora.

Procure ler primeiramente as obras abaixo, mais ou menos nesta ordem, dependendo da disponibilidade das editoras. Com esta base sólida de boas obras, depois poderá ler qualquer coisa, pois já terá desenvolvido o senso crítico. Note que um bom número dos livros recomendados são de outros autores, de outras linhas de Yôga e até de temas que não tratam de Yôga.


1.DeRose, Tratado de Yôga, Selo Editorial Egrégora (Brasil e Portugal).

2.DeRose, Quando é preciso ser forte, Egrégora (Brasil e Portugal).

3.DeRose, Tudo o que você nunca quis saber sobre Yôga, Uni-Yôga.

4.DeRose, Programa do Curso Básico, Egrégora.

5.DeRose, Método de Boas Maneiras, Egrégora.

6.DeRose, Eu me lembro…, Egrégora.

7.DeRose, Encontro com o Mestre, Egrégora (Brasil) e Kier (Argentina).

8.DeRose, Sútras – máximas de lucidez e êxtase, Nobel.

9.DeRose, Método de Boa Alimentação, Egrégora.

10.DeRose, Origens do Yôga Antigo, Nobel.

11.DeRose, Alternativas de relacionamento afetivo, Egrégora (Brasil) e Afrontamento (Portugal).

12.DeRose, Tantra, a sexualidade sacralizada, Longseller (Argentina).

13.DeRose, Yôga Sútra de Pátañjali, Uni-Yôga.

14.DeRose, Mensagens, Egrégora.

15.DeRose, Karma e dharma – transforme a sua vida, Egrégora.

16.DeRose, Chakras e kundaliní, Egrégora.

17.DeRose, Guia do Instrutor de Yôga, Uni-Yôga (esgotado).

18.DeRose, Prontuário de Yôga Antigo, (edição histórica só para colecionadores).

19.DeRose, A regulamentação dos profissionais de Yôga, Uni-Yôga.

20.De Bona, Rodrigo, A parábola do croissant, edição do autor.

21.Silva, Lucila, Léxico do Yôga Antigo, edição da autora.

22.Barcesat, Yael, Complementação pedagógica, Egrégora.

23.Melo, Ricardo e Caio, O poder do mantra, Edição dos autores.

24.Santos, Sérgio, Yôga, Sámkhya e Tantra, Uni-Yôga.

25.Santos, Sérgio, A força da gratidão, Uni-Yôga/Nobel.

26.Flores, Anahí, Coreografias, edição da autora.

27.Flores, Melina, Técnicas corporais do Yôga Antigo, edição da autora.

28.Marengo, Joris, 50 Aulas práticas de SwáSthya Yôga, futuramente, Nobel.

29.Castro, Rosângela, Gourmet vegetariano, futuramente, Egrégora.

30.Caramella, Edgardo, La dieta del Yôga, Kier, Buenos Aires.

31.Michaël, Tara, O Yôga, Zahar Editores.

32.Time-Life, Índia Antiga, Abril Coleções.

33.Shivánanda, Hatha Yôga, Editorial Kier.

34.Shivánanda, Pránáyáma, Pensamento.

35.Shivánanda, Kundaliní Yôga, Editorial Kier.

36.Shivánanda, Tantra Yôga, Nada Yôga e Kriyá Yôga, Editorial Kier.

37.Shivánanda, Autobiografia, Pensamento.

38.Shivánanda, Japa Yôga, Edição do Shivánanda Ashram.

39.Bernard, Theos, El Camino Práctico del Yôga.

40.Eliade, Mircea, Pátañjali y el Yôga, Editora Paidós.

41.Eliade, Mircea, Yôga, imortalidade e liberdade, Editora Palas Athena.

42.Purôhit Swámi, Aphorisms of Yôga, Faber & Faber (Londres e Boston).

43.Kastberger, F., Léxico de Filosofía Hindú, Editorial Kier.

44.Van Lysebeth, André, Tantra, o Culto da Feminilidade, Summus Editorial.

45.Blay, Antonio, Tantra Yôga, Iberia

46.Woodroffe, Sir John, Principios del Tantra, Editorial Kier.

47.Woodroffe, Sir John, Shaktí y Shakta, Editorial Kier.

48.Avalon, Arthur, El Poder Serpentino, EditorialKier.

49.Monier-Williams, Sanskrit-English Dictionary, Oriental Publishers.

50.Feuerstein, Georg, A tradição do Yôga, Pensamento[1].



 

[1] Este é o único livro de Yôga de autor estrangeiro, de outra linha de Yôga, que cita um autor brasileiro, no caso, o Mestre DeRose.

 

 

 

Bibliografia Discriminada

Esta bibliografia é independente da que consta nas páginas anteriores, que recomendam o estudo de 50 livros de vários autores e de diversos tipos de Yôga a fim de incrementar a cultura geral. Esta Bibliografia Discriminada serve para fundamentar uma boa parte da estrutura do nosso trabalho em aspectos pontuais.

Livro Conhecer Melhor a Índia de C. N. S. Raghavan, Publicações D. Quixote:

Pág.

12 –

origens do Tantrismo entre os drávidas, no período pré-clássico;

12 –

Shiva, personagem pré-ariano;

15 –

as Upanishads foram originalmente textos de transmissão oral;

15 –

as castas eram inicialmente discriminação racial entre os de raça ariana (louros) e os drávidas (morenos);

24 –

confirmação da conclusão acima;

19 –

a frase: “para que serve o fervor doentio…” do Rig Vêda, sugere uma tem­dência muito mais Sámkhya e muito menos Vêdánta; (aliás, o Rig Vêda, ci­tado como escritura religiosa, contém uma declaração explícita das inten­ções arianas: “O arco arruina o prazer do inimigo. Com o arco conquis­ta­re­mos todos os cantos do mundo.”)

25 –

menciona um surto de “ateísmo dravídico”, o que mais uma vez confirma que a tendência dravídica não era Vêdánta e, portanto, o Yôga original não era espiritualista.

Livro Yôga e Consciência, de Renato Henriques, da Editora Rigel:

Pág.

16 –

o nome de Pátañjali aparece corretamente escrito;

21 –

consta aqui que o Yôga Clássico era quase ateu;

56 –

nesta outra, a questão anterior é melhor explicada: o Yôga Sámkhya não é ateu, só não é espiritualista nem místico;

21 –

nessa mesma página, um erro: nem todas as vias do Yôga se baseiam no Yôga Clássico, como por exemplo, o Yôga Pré-Clássico;

28 –

origens do Tantrismo entre os drávidas, no período pré-clássico;

28 –

confirmação da presença do Yôga já entre os drávidas pré-arianos;

29 –

confirmação das origens do Tantrismo entre os drávidas;

29 –

confirmação da presença de Shiva entre os drávidas pré-arianos;

29-

o Yôga é vinculado à tradição shivaísta e não vishnuísta;

35 –

Todos os estudiosos aceitam que Shiva é personagem pré-ariano;

36 –

Shiva é considerado patrono do Tantrismo;

36 –

comprovação de que o Yôga é Sámkhya e não Vêdánta, ao citar o conceito da Prakrití;

40 –

…podemos dizer que o Yôga vishnuísta não é o Yôga antigo;

55 –

a influência Vêdánta (espiritualista) na literatura do Yôga;

55 –

o Yôga Clássico surgiu de uma tradição oral bem mais antiga;

56 –

“não se pode escrever sobre Yôga sem tratar do Sámkhya, tamanhos são os vínculos entre uma escola e outra”;

57 –

citações do Mahá Bhárata e do Bhagavad Gítá, vinculando o Yôga com o Sámkhya, portanto, estabelecendo para o Yôga uma natureza técnica, não espiritualista nem mística;

61 –

o conceito de Púrusha (Sámkhya) já aparece no Rig Vêda X:90 e na Katha Upanishad II:5;

67 –

sendo o Sámkhya muito complexo, encontra-se aqui a declaração de que não precisamos aprofundar-nos no seu estudo, mas é indispensável compreender seus fundamentos.

Livro Manual do Yôga, de Georg Feuerstein, Editora Cultrix:

Pág.

18 –

o Yôga não tem misticismo. Este foi introduzido no Yôga medieval;

19 –

o Yôga não é ciência: é técnica;

20 –

parampará, a transmissão oral;

20 –

as divergências entre escolas: “às vezes não podem nem mesmo reconciliar-se com nenhuma outra”;

21 –

nota de rodapé: “o Sámkhya é o mais próximo do Yôga”;

23 –

a palavra hatha tem o significado literal de força, esforço;

22 –

Hatha Yôga desafortunadamente tornou-se muito popular no Ocidente, de uma forma lamentavelmente distorcida e bizarra;

23 –

uma das particularidades que caracterizam o Hatha é a ênfase no despertamento da kundaliní, ao contrário do que os ensinantes leigos de Hatha no Ocidente costumam afirmar;

24 –

mesmo o Hatha tem restrições quanto a abordagens terapêuticas;

30 –

um estudioso do século XX criou um novo tipo de Yôga, “uma divergência revolucionária em relação aos caminhos já trilhados”;

30 –

o Yôga de Srí Aurobindo inclui o Tantrismo;

31 –

Srí Aurobindo espera que o Yôga cesse de parecer alguma coisa mística e anormal que não tenha relações com os processos comuns da energia terrena;

31 –

ele afirma também que é lícito o uso do sexo, saúde, dinheiro, posição social, poder político, etc.;

31 –

Srí Aurobindo não considera o Hatha necessário;

31 –

Srí Aurobindo tem franca admiração pelo Tantrismo. Ele o chama “um sistema yôgi notável que é, em sua natureza, sintético… um grande e poderoso sistema”;

94 –

nesta página, encontra-se um quadro sinótico que é o que melhor explica a relação de coerência entre o Sámkhya e o Tantra; explica, ainda, a frase atribuída a Shankara, citada por Shivánanda: “Sámkhya e Tantra são uma só coisa.”;

95 –

elementos que caracterizam a linha tântrica: mudrá, pújá, mantra, dhyána, nyása, bhúta shuddhi e visualização. Todos eles encontram-se no SwáSthya Yôga;

96 –

o Hatha é uma ramificação do Tantrismo;

96 –

o Hatha é o sucessor imediato do culto siddha do Tantrismo;

96 –

Gôraksha Natha foi o fundador do Hatha, na idade média;

103-

os Nathas;

104-

o fundador do Hatha é discípulo de Matsyêndra Natha;

104-

Matsyêndra Natha é o criador da Escola Kaula, do Tantrismo Negro;

110-

Rámakrishna era iniciado no Tantrismo (linha branca);

127-

o Sámkhya Clássico de Íshwara Krishna é um sumário métrico do Sasti Tantra.

Livro O Yôga, de Tara Michaël, Zahar Editores:

Pág.

18 –

o Yôga não é terapia;

27 –

o Yôga, desde suas mais remotas formulações, encontra-se indiscutivel­mente ligado a um outro ponto de vista: o Sámkhya;

27 –

Sámkhya e Yôga, os dois mais antigos ensinamentos;

28 –

“Os ignorantes falam do Sámkhya e do Yôga separadamente (como de duas vias diferentes), mas não as pessoas instruídas que, ao se dedicarem a um conhecem igualmente o fruto dos dois.” Bhagavad Gítá.

28 –

muitos param ou perdem-se no caminho do Yôga por não terem compreen­dido suas bases Sámkhyas;

59 –

o suposto ateísmo do Sámkhya mais antigo;

63 –

“Não há conhecimento como o Sámkhya, não há poder como o Yôga.”;

166-

Hatha significa força, violência. É uma via rápida para forçar kundaliní a despertar. Uma via demasiadamente curta, que necessita de um esforço extraordinário para atingir a meta (kundaliní), como que através de um arrombamento (dos granthis);

167-

Hatha Yôga também possui pújá, conquanto bem simplificado.

Livro Autobiografia, de Srí Swámi Shivánanda*, Editora Pensamento:

Pág.

37 –

discípulos egoístas que dizem: “não tenho Mestre, não preciso”;

38 –

“a obrigação do Mestre para com o discípulo é tão somente…”

47 –

“Quando viajo, esgoto toda a minha energia em uma semana.” E como fica a saúde daqueles Mestres brasileiros que viajam sistematicamente há mais de 30 anos, realizando até quatro ou mais viagens por mês, cobrindo distâncias de milhares de quilômetros?

49 –

manasika pújá;

68 –

incentivo para a criação de núcleos de Yôga;

69 –

“dê aulas sobre os chakras”;

69 –

incentivo e aprovação para demonstrações públicas;

73 –

“ensine a milhares”;

49 –

“não faço discípulos”;

83

“não tenho discípulos”. Portanto, aqueles que se declaram seus discípulos são inverídicos em suas declarações;

91 –

ponto de vista do brahmáchárya (linha patriarcal): “as mulheres deveriam renunciar ao mundo”; felizmente a nossa linha é tântrica (matriarcal, mas que não exclui o homem);

95 –

“dinheiro ajuda o sádhaka em seu sádhana e evolução”;

97 –

o kripá;

102-

“o desenvolvimento unilateral não é muito benéfico”;

105-

não omitir o sânscrito;

113-

cuidados com a propriedade: apego?

124-

não admite discussão e exige obediência imediata;

125-

fofocas… até na Índia!

140-

outra opinião da linha brahmáchárya: “afaste-se das mulheres. Não brinque nem se divirta com elas”; viu só, você que ataca a linha tântrica e defende a linha brahmáchárya?

142-

“um desenvolvimento unilateral não o ajudará”. Conclusão: as escolas que se especializam só em meditação, só em mantra, só na parte física ou qualquer outra coisa, são desaconselháveis;

142-

permissão para dançar;

142-

instruções para que se coma açúcar!

* Shivánanda, médico hindu, é um dos mais importantes Mestres de Yôga de linha Vêdánta-brahmáchárya do século XX.


Livros usados:

 

 

 

camila
[email protected] | 201.17.104.118

Muito obrigada Mestre!!!!
Você já entrou no site http://www.estantevirtual.com.br ?
Cheguei a citá-lo na Sede Histórica.
Lá encontramos o acervo dos principais sebos [alfarrabistas] do Brasil e é muito seguro comprar. Já comprei vários livros. Agora vou buscar estes que indica!
Muitos beijos e abraços apertados!


Everton
[email protected] | 201.25.242.64

Dos importados, gosto muito do site http://www.amazon.com , o serviço deles é muito bom, a compra é segura, a entrega demora um pouco pois vem de longe mas vale a pena quando o livro é bom. No site da amazon também tem um serviço de sebos mas que não funciona tão bem quanto o nacional. Então para os livros importados e fora de catálogo, fica REALMENTE difícil.

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sábado, 7 de fevereiro de 2009 | Autor:

O que é uma codificação

(Segundo o dicionário Houaiss, o primeiro significado de codificar é: “reunir numa só obra textos, documentos, extratos oriundos de diversas fontes, coligir, compilar.” )

Imagine que você ganhou como herança um armário muito antigo (no nosso caso, de cinco mil anos). De tanto admirá-lo, limpá-lo, mexer e remexer nele, acabou encontrando um painel que parecia esconder alguma coisa dentro. Depois de muito tempo, trabalho e esforço para não danificar essa preciosidade, finalmente você consegue abrir. Era uma gaveta esquecida e, por isso mesmo, lacrada pelo tempo. Lá dentro você contempla extasiado um tesouro arqueológico: ferramentas, pergaminhos, sinetes, esculturas! Uma inestimável contribuição cultural!

As ferramentas ainda funcionam, pois os utensílios antigos eram muito fortes, construídos com arte e feitos para durar. Os pergaminhos estão legíveis e contêm ensinamentos importantes sobre a origem e a utilização das ferramentas e dos sinetes, bem como sobre o significado histórico das esculturas. Tudo está intacto sim, mas tremendamente desarrumado, embaralhado e com a poeira dos séculos. Então, você apenas limpa cuidadosamente e arruma a gaveta. Pergaminhos aqui, ferramentas acolá, sinetes à esquerda, esculturas à direita. Depois você fecha de novo a gaveta, agora sempre disponível e organizada.

O que foi que você tirou da gaveta? O que acrescentou? Nada. Você apenas organizou, sistematizou, codificou.

Pois foi apenas isso que fizemos. O armário é o Yôga Antigo, cuja herança nos foi deixada pelos Mestres ancestrais. A gaveta é um comprimento de onda peculiar no inconsciente coletivo. As ferramentas são as técnicas do Yôga. Os pergaminhos são os ensinamentos dos Mestres do passado, que nós jamais teríamos a petulância de querer alterar. Isto foi a sistematização do SwáSthya Yôga.

Por ter sido honesta e cuidadosa em não modificar, não adaptar, nem ocidentalizar coisa alguma, nossa codificação foi muito bem aceita pela maioria dos estudiosos. Hoje, esse método sistematizado no Brasil existe em todos os Continentes. Se alguém não o conhecer pelo nome de SwáSthya Yôga, conhecerá seguramente pelo nome erudito e antigo: Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya Yôga.

Seu nome já denota as origens ancestrais uma vez que o Yôga mais antigo (pré-clássico, pré-ariano) era de fundamentação Tantra e Sámkhya. Compare estas informações com o quadro da Cronologia Histórica publicado originalmente no meu livro Yôga Sútra de Pátañjali, editado sob a chancela da Universidade de Yôga.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009 | Autor:

Abaixo, o texto da reportagem do Yôgapress sobre o evento:

“DeRose recebe homenagem na Casa da Fazenda

DeRose recebeu o Prêmio de Reconhecimento em Excelência durante o evento realizado na noite deste domingo, que comemorou os 10 anos da Casa da Fazenda, os 455 anos de aniversário da cidade de São Paulo e o lançamento da revista Hight Society Magazine.

Mais uma vez o escritor DeRose teve reconhecido o valor de sua obra em contribuição desta para a sociedade, em homenagem que foi destinada aos profissionais e empresas que obtiveram destaque em seus segmentos de atuação.

O Mestre de Cerimônia foi Michel Chelala, Diretor e Secretário geral da Academia Brasileira de Arte, Cultura e História (ABACH), empresa responsável pela restauração da Casa da Fazenda, hoje conhecida como uma área de lazer e cultura que recebe desde políticos renomados até representantes da alta sociedade.

 O evento também contou com vernissage preparado por diversos artistas plásticos e pintores, que desenvolveram exposição em homenagem ao aniversário da cidade de São Paulo, além de coquetel e pocket shows.”

 

 

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009 | Autor:

Márcio Rossetti
[email protected] | 201.19.124.110

Oi Mestre.

Esse final de semana começamos o curso de aprimoramento aqui na escola. Foi super legal.
Os alunos adoraram e estão bem receptivos ao conhecimento, o que nos deixa muito felizes, já que é muito gratificante, para nós instrutores, ensinar e passar adiante aquilo que aprendemos para quem quer aprender.

E sexta Mestre Edgardo estará aqui conosco para cursos e vivências incríveis!

Beijão Mestrão, saudades de você da Fe e da Jaya!

Marcinho.

Rafaella
http://www.rafaellacoelho.org | [email protected] | 201.19.127.133

Oi Mestre!

É realmente muito gratificante recebermos o Mestre Edgardo na nossa cidade para ministrar dois cursos excelentes; de mantra e de ásanas.

Beijos

Melina Flores
http://www.yogacopacabana.com | [email protected] | 189.122.241.163

Eba!
e a presença do Edgardo aqui no Rio não se deve apenas aos cursos que ministrará, mas também ele vem fazer parte das bancas de avaliação das provas na Federação.
Muito feliz com a presença do meu querido monitor!!! :) Mel

 

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sábado, 24 de janeiro de 2009 | Autor:

Jacques Kopersztych

Deveriam exister os dez comandamentos! hehehehe

Brincadeiras à parte, Mestre, lhe peço uma ajuda aqui, pois as pessoas estão tendo dificuldades para entrarem no grupo. Peço-lhe que me auxilie postando o seguinte: creio que seja necessário criar um e-mail do yahoo; e-mail do grupo: [email protected] ; meu e-mail pessoal [email protected] (podem me enviar os e-mails pessoais do yahoo por aqui para que eu possa adicionar).

Agradeço-lhe muitíssimo, já percebi que essa sexta-feira será longuíssima…