Ele já era velhinho, um Rotweiler enorme, poderoso, às vezes ranzinza como o somos todos os velhotes, mas uma gracinha. Pena que nossos melhores amigos partam antes – e tão antes! – de nós. Nosso abraço de consolo ao Fabiano Gomes. Ainda bem que você tem a Eureka, para lhe fazer companhia. Mas vai ser preciso dar uma atenção especial (carinho, comidinhas e passeios) para que ela não sinta muito a falta do companheirão Dartagnan. Leia mais »
Eu reviso vários livros ao mesmo tempo. Por isso, às vezes ocorre de ficar pronto um e logo depois ficar concluído outro. Desta vez, a Fée re-revisou o livro e acaba de me entregar os originais (ela também fica trabalhando até agora, 3;45h da matina).
Este novo livro do colega Joris Marengo é O Yôga Antigo para iniciantes. Joris elaborou desta vez um livro menor, resumindo o que sua experiência de mais de trinta anos como instrutor deste método considerou como essencial aos principiantes. Espero que o nosso estimado Jojó edite rapidamente esta obra, pois tenho a certeza de que vai ser muito útil aos alunos em geral e até aos instrutores.
Barato sai caro
Cuidado com produtos baratos. O colega Edgardo Caramella sempre conta que o pai dele costumava comprar sapatos caros e quando alguém questionava o gasto, ele respondia: “Não sou rico para comprar sapatos baratos.” Explicação: sapatos baratos não duram e é preciso comprar outros e outros, enquanto que uns sapatos de boa qualidade duram décadas. Por outro lado, geralmente, os produtos muito baratos foram fabricados usando trabalho de imigrantes ilegais que tiveram de se sujeitar a condições desumanas e mal remuneradas. Muitos desses produtos provieram de mão-de-obra escrava ou de exploração infantil. Comprar produtos dessas procedências é o mesmo que ser cúmplice dessas circunstâncias. Leia mais »
Tenho notado que vários colegas escrevem nos seus blogs, nos seus sites e aqui mesmo no nosso, substantivos comuns com maiúsculas só por serem sânscritos. Mas, pense bem: se a palavra roda em português, francês, inglês, espanhol, não se escreve com inicial grande, por que escrever Chakra com inicial maiúscula? Já li aqui as palavras pújá, sádhana, yôgin, shakta e outras, todas grafadas Pújá, Sádhana, Yôgin, Shakta, assim escritas até – pasme – por instrutores! Por quê?
Conforme já expliquei em vários livros, entre eles, o Tratado de Yôga, só devemos escrever com iniciais maiúsculas se for nome próprio (de pessoa, de lugar) ou em começo de frase. É interessante porque esse fenômeno não ocorre só no Brasil, mas já o observei em vários países. Só pode haver uma explicação plausível para essa “conspiração”: o bendito inconsciente coletivo ou memética (procure memética no Google).
O sânscrito é uma língua ariana. A língua dos arianos hoje é o alemão. E, curiosamente, no alemão ocorre de se utilizarem iniciais maiúsculas para substantivos comuns! Não é mesmo intrigante? De fato, no alemão ocorrem vários fenômenos linguísticos que já ocorriam no sânscrito, como por exemplo a aglutinação de várias palavras que acabam formando um único vocábulo enorme (veja, por exemplo, o nome completo do nosso Yôga: Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya Yôga).
No entanto, no sânscrito, escrito no seu próprio alfabeto (o dêvanágarí), não existem maiúsculas! Logo, não há motivo para aplicá-las indiscriminadamente, para qualquer palavra, na transliteração para o alfabeto latino.
Agora, sabendo tudo isto, estou certo de que você só vai usar iniciais maiúsculas nos casos em que no português, espanhol, francês, inglês, você também as usasse, não é mesmo?
A linguista Judith Estrela ensina em sua obra Saber escrever, saber falar, que palavras comuns podem ser grafadas com inicial maiúscula quando quisermos lhe conferir mais respeito ou carinho. Esse é o caso do Yôga, da Nossa Cultura, da Federação etc. Eu escrevo sempre Karatê, Kung-Fu, Aikidô, Tai-Chi com iniciais maiúsculas por reverenciar essas artes.
Por favor, revolva o seu blog e seu site para depurá-los da síndrome de maiusculite aguda! Leia mais »
Se há uma colega a quem devemos todos admirar, essa é a Márcia Cordoni, heroína da auto-superação. Como para confirmar a tradição, Márcia foi muito cobrada e exigida, pelo seu Mestre e pela própria vida. Resultado: uma vice-presidente da Federação de Yôga do Estado de São Paulo que vem desempenhando sua função com dignidade e competência.
Há um tipo de fibra que só se adquire passando por dificuldades. Por isso, diz o texto dos Preceitos aos Instrutores de Yôga:
“A árvore podada cresce mais e o guerreiro ferido muitas vezes em combate torna-se perito no uso das armas. Tal exacerbação do instinto de sobrevivência é obtida pela disciplina e pelas dificuldades. O melhor discípulo será aquele sobre o qual forem aplicadas as maiores exigências e as mais duras críticas. O mais talentoso instrutor será aquele que tiver enfrentado as mais atrozes dificuldades no afã de bem desempenhar sua missão.”
À Márcia Cordoni o meu reconhecimento e as homenagens dos seus companheiros da União Nacional de Yôga.
Nos idos de 1960 e 1970 os instrutores de Yôga viviam isolados. Não podiam conviver com seus pares. Tinham que amargar a solidão, pois o único a realmente compreender o instrutor de Yôga é outro instrutor. A única pessoa que tem um diálogo útil e que preencha as carências de um professor de Yôga é outro profissional.
Nossa família e nossos amigos, geralmente, não compartilham os nossos ideais. Às vezes até gracejam ou boicotam nosso estilo de vida.
Mas os instrutores não podiam buscar consolo, conforto, solidariedade e compreensão entre outros colegas, já que havia um clima de desconfiança. Se um instrutor de Yôga tentasse visitar ou escrever a um colega, este entrava em defensiva, com medo, porque não era formado e sabia muito pouco. O outro era uma ameaça.
Com isso, os instrutores fechavam-se no seu isolamento e estagnavam-se no seu progresso. Só podiam encontrar algum incremento nos livros. Mas não tinham a quem consultar sobre suas dúvidas e incertezas; não tinham quem lhes desse opiniões, sugestões e críticas construtivas…
Então, um grupo de professores de vários tipos de Yôga resolveu unir-se para trocar idéias e para que cada um emitisse opiniões sobre o trabalho do outro. Se um conhecesse melhor determinado assunto, ensinaria isso aos demais. Juntos, dividiram o custo de impressos e de publicidade, o que foi vantajoso para todos. A essa “cooperativa” deram o nome de União de Yôga, União Nacional e, finalmente, União Nacional de Yôga.
Mais tarde, a União de todos passou a proporcionar cursos de aperfeiçoamento, cursos de formação, expedir os primeiros certificados de instrutor de Yôga do país, publicar livros e, até mesmo, criar um vínculo de mútuo apoio que fez muita gente crescer bastante.
Já não éramos indigentes. Agora tínhamos uma entidade amigável, honesta, grande e forte para nos respaldar.
Essa União não foi criada para gerar separatismo e sim para unir, como já diz o seu próprio nome. Contudo, era preciso proporcionar algumas vantagens exclusivas aos que quiseram fazer parte da família. Então, criaram-se descontos generosos de até 90% em cursos e eventos, e de até 50% na compra de livros e suprimentos.
Hoje, quarenta anos depois, estamos ainda aqui, de braços abertos para receber você na nossa família e lhe estender os benefícios da União. Estamos ansiosos por contar com a sua presença amiga entre nós.
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Um grande beijo no coração!
Bruna Amor

