sábado, 14 de março de 2009 | Autor:

Um veterinário amigo meu me informou que algumas marcas de ração para cães estavam causando câncer de fígado e de rins. Perguntei os nomes das rações assassinas, mas ele não quis dizer. Perguntei a causa e ele me afirmou que era a procedência da matéria prima inapropriada para o consumo de qualquer animal, com excesso de química e um monte restos industriais e porcarias que depois de processadas ficam com outro cheiro e outra aparência, produtos esses usados em cada vez maior proporção por interesses meramente de lucro. Não posso me responsabilizar por essa denúncia porque não sou veterinário e há muitos boatos sobre qualquer assunto. A vida e a experiência me ensinaram a ser cauteloso e a não acreditar.

Comuniquei ao meu amigo que eu só dou ração vegetariana para a Jaya, minha weimaraner, e ele se desdobrou em elogios pela iniciativa. Obviamente, seguindo o Axioma Número Um, além da ração que diz conter todos os nutrientes necessários, acrescento por precaução muitas frutas, legumes, queijos e yogurt (leite não, que solta o intestino). Não sai caro. No Brasil, frutas, legumes e queijo branco têm um preço acessível. O yogurt pode-se fazer em casa. Assim, fico com a consciência tranquila por estar alimentando muito bem esse serzinho que confia em mim. E, de fato, ela é grande, forte, ágil, inteligente, extremamente sociável, mas tem um rugido de meter medo a quem se aventure além dos limites.

Como efeito colateral, Jaya não tem hálito de cão, meu carro não tem cheiro de cachorro e ela não me passará doenças transmissíveis típicas dos animais carnívoros.

Recomendo a marca de ração que uso porque quero que a fábrica continue produzindo e não vá à falência. Ajude-me com essa campanha, dando ração vegetariana ao seu amiguinho ou amigão de quatro patas. Só precisa ir fazendo a transição progressivamente. Se trocar da noite para o dia, o cão vai rejeitar. Mesmo assim, para dar uma ajudinha ao paladar habituado a outro sabor, recomendo colocar um pouco de yogurt ou coalhada misturada no meio da nova ração.

Detalhe: ela é mais barata, especialmente se comprada diretamente do produtor. O nome da ração é Fridog, alimento super premium. É produzida por Rações Fri-Ribe S.A. e o telefone é (16) 3952-9500, Via Armando Salles Oliveira, km 356, Pitangueiras, SP, site www.fri-ribe.com.br e-mail [email protected].

Carla Ferraz, de Portugal, me enviou este link:  http://www.petemotions.com/produtos.asp?class=1&marca=15&cat=11&produto=16

Antes de efetuar qualquer troca de dieta do seu cão, consulte o seu veterinário de confiança.

Onde encontrar rações vegetarianas:

Nem todas as rações são veganas, mas todas são vegetarianas

Benevo
http://www.efeitoverde.com ou em http://www.centrovegetariano.org/loja
Ração vegana para cães e gatos, sem OGM, nem corantes ou conservantes sintéticos.

Yarrah
http://www.yarrah.com
Informações e vendas Porto: 916225263, 933300879; Lisboa: 214852573, 937850434
Uma gama completa de alimentos biológicos para cães e gatos, com algumas rações, biscoitos e snacks 100% vegetarianos para cães.

Petemotions
http://www.petemotions.com
Techni-Cal Vegetarian – Ração vegetariana para cães à venda online. Entregas dentro de Portugal continental.

Vegetarian Society do Reino Unido
http://www.vegansociety.com
Possibilidade de encomendar pela Internet, principalmente suplementos vegecat.

Veggie Pets
http://www.veggiepets.com/acatalog/vegetarian_cat_food.html
Loja online com rações vegetarianas e veganas para cães e gatos, de várias marcas disponíveis no mercado.

Rações Fri-Ribe
http://www.fri-ribe.com.br
Fri-Dog Premium – Vegetariana – Ração 100% vegetal, com 25% de proteínas, à venda no Brasil. Recomendada para alimentação diária de cães adultos de todas as raças e portes.

Fridog
http://www.racao.vegetariana.pop.com.br
Fri-Dog Premium – Vegetariana – Ração 100% vegetal, com 25% de proteínas, à venda no Brasil.

Amí
http://ami.aminews.net
Produtos alimentares totalmente vegetarianos para cães e gatos. Sem corantes, nem conservantes nem produtos transgénicos.

Referências:
http://www.vegetarianismo.com.br/animais.html
http://www.vegepets.info

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sábado, 14 de março de 2009 | Autor:

Alguém me enviou este texto, um grande amigo meu, certamente. Sempre que eu o leio, meu coração fica apertado e meus olhos se enchem de lágrimas. Mas ele não assinou. Nem informou de quem era a autoria. Assim, não posso dar o crédito a quem enviou nem a quem escreveu estas linhas tão delicadas e sensíveis. De qualquer forma, meu agradecimento a ambos.

“Existem pessoas que não gostam de cães. Estas, com certeza, nunca tiveram em sua vida um amigo de quatro patas. Ou, se tiveram, nunca olharam dentro daqueles olhos para perceber quem estava ali.

Um cão é um anjo que vem ao mundo ensinar amor! Quem mais pode dar amor incondicional, amizade sem pedir nada em troca, afeição sem esperar retorno, proteção sem ganhar nada, fidelidade vinte e quatro horas por dia?

Ah! Não me venha com essa de que os pais ou filhos fazem isso, porque os pais e os filhos são humanos, irritam-se, afastam-se…

Um cão não se afasta, mesmo quando você o agride. Ele retorna cabisbaixo pedindo desculpas por algo que talvez não tenha feito, lambendo suas mãos a suplicar perdão.

Alguns anjos não possuem asas, possuem quatro patas, corpo peludo, nariz de bolinha, orelhas de atenção, olhar de aflição e carência.

Apesar dessa aparência, são tão anjos quanto os outros (os com asas) e se dedicam aos seres humanos tanto quanto qualquer anjo costuma dedicar-se.

O bom seria se todos os humanos pudessem ver a humanidade perfeita de um cão.”

sexta-feira, 13 de março de 2009 | Autor:

Hoje, dia 13, sexta-feira, às 20 horas, vamos ter uma festa de lançamento do DVD Índia Exótica, que é um documentário muito elucidativo (e divertido também) gravado durante a viagem do jornalista Arthur Veríssimo àquele país.

Veríssimo vai fazer uma palestra descontraída e responder perguntas para satisfazer a curiosidade que a Índia, mais uma vez, está despertando no Brasil – e no mundo inteiro.

Cada pessoa que fala da Índia tem uma versão particular e isso se deve ao fato de que a Índia é muito grande, muito antiga, tem muitas etnias, inúmeras religiões, muitas línguas e incontáveis dialetos. Mesmo que dez viajantes permanecessem na mesma cidade, eles teriam dez percepções diferentes daquela cidade, dependendo do bairro, do grupo cultural com que conviveram, dos lugares que optaram por visitar: templos hindus, sikhs, budistas, jainas, mesquitas, ruínas, museus, escolas de Yôga autênticas ou arapucas para enganar trouxas, mosteiros de Vêdánta, shoppings, emporiums, hotéis desta ou daquela qualidade, lanchonetes para turistas ou restaurantes que os indianos frequentam, passeios de elefante ou de camelo, ursos dançantes, marionetes, bailarinas de Bhárata Natya, shows de música clássica (ragas) tocadas com sitar e tabla, mágicos tradicionais, festas de casamento, festivais religiosos populares. E muito mais do que isto. Como ninguém consegue ver tudo, cada viajante volta com uma visão diferente da Índia. Por isso é importante conhecermos a visão do nosso convidado Arthur Veríssimo e passar uma noite agradável, escutando histórias.

Depois, você poderá levar um exemplar autografado do DVD Índia Exótica para reunir os amigos e mostrar a eles cenas da “real India” e entretê-los com as histórias, sempre fascinantes, que escutará na próxima sexta-feira à noite.

Para animar a festa, teremos demonstrações de coreografias de SwáSthya.

Estou esperando você na Sede Central, à Alameda Jaú, 2000 – quase esquina da Av. Rebouças. Recomendamos deixar o automóvel no estacionamento da Rua da Consolação (bem próximo à Jaú), que fecha às 23 horas. Mas é o suficiente.

Divulgue. Traga os amigos.

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sexta-feira, 13 de março de 2009 | Autor:

Durante o Festival Internacional de Yôga, realizado no Rio de Janeiro, professores de Yôga de todo o Brasil, Argentina e Portugal fizeram-me uma surpresa (não gosto de surpresas, mas essa foi muito querida). Brindaram-me com uma pré-homenagem pelo Jubileu de Ouro, 50 anos de Magistério de Yôga, que só ocorrerá em 2010. Tudo começou com uma belíssima declaração de afeto e lealdade da Profa. Rosângela de Castro pelos já mais de trinta anos em que trabalhamos com o SwáSthya Yôga. Mestre Edgardo Caramella, Presidente da Federação de Yôga de Buenos Aires recitou um lindo poema em espanhol. O instrutor Heduan Pinheiro, de Curitiba, proporcionou um recital ao violino, interpretando a Marseillese. Julia Calderoni, de São Paulo, cantou lindamente La Vie en rose (em francês). Camila Barcelos e Arthur Costi, apresentaram suas coreografias de ásanas tão bonitas que emocionaram a todos. Mestre Carlos Cardoso fez o mantra Jaya DeRose pahiman, jaya gurudêva rakshaman. A Profa. Nina de Holanda, Presidente da Federação de Yôga do Estado de São Paulo fez um bolo delicioso. A Profa. Maria Helena de Aguiar, Presidente da Federação de Yôga do Paraná ofertou uma cesta com centenas de flores, simbolizando as centenas de instrutores que ensinam o nosso método em quinze países da Europa e das Américas. Depois cada instrutor do Paraná veio depositar uma mensagem nas minhas mãos e me dar um beijo de carinho. A essa altura já estávamos todos com os olhos úmidos. Então, entrou o Prof. Ricardo Mallet, Presidente da Federação de Yôga do Rio Grande do Sul, que tocou de sua autoria o bem-humorado Sambinha da kundaliní, para dar o toque de alegria e todos riram bastante. Quem teve a iniciativa e organizou tudo foi a instrutora Rosângela de Castro, uma das mais antigas companheiras, que está comigo desde meados da década de 1970, sempre dando exemplos de carinho e de lealdade. Tudo foi devidamente registrado pela agência internacional de notícias Yôga Press.
Quero deixar assinalado aqui o meu mais comovido agradecimento pelo pújá. São momentos assim que me ajudam a compensar as tristezas pelas agressões gratuitas perpetradas por pessoas que estão mal informadas sobre o nosso trabalho, valores e propostas. Se servir de algo, peço a esses que leiam meu livro Quando é Preciso Ser Forte, para formar uma opinião própria pela via do livre pensar.

sexta-feira, 13 de março de 2009 | Autor:

Acabo de saber que o pai da nossa querida Heloiza, faleceu hoje dia 12. Ela é uma das pessoas mais doces e centradas que conheci, Diretora competente de Unidade Credenciada e membro do Conselho Administrativo. Heloiza ficará feliz com uma mensagem sua aqui no blog e com um telefonema dos mais chegados.

Eu e Fernanda estamos ao seu lado para tudo o que você precisar, Heloiza, hoje e sempre. 

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quinta-feira, 12 de março de 2009 | Autor:

Quero agradecer aos instrutores que se inscreveram e pagaram o eventro mesmo sabendo que não poderiam comparecer, apenas para ajudar o FDI:

Fernanda (Fêfa)

Lucila Silva

Lucia Gagliardini

Rafael Santos

Rodrigo De Bonna

Taline Mendes

A todos eles, minha gratidão mais sentida. São gente pró, paladinos da 5a. característica do SwáSthya!

Para que fique bem registrado, quero que todos saibam que a iniciativa do ashtánga sádhana comemorativo ao Dia do Yôga foi do Conselho Administrativo que, por sua vez, é composto por dez Diretores de Unidades Credenciadas. São eles:

André Safra

Charles Trump

Daniel Matarazzo

Daniel Rockfeller

Fábio Gates

Flávio Marinho Cívita Mansur

Gisele Onassis

Heloiza Scarpa

Rosana Guinle

Fernanda DeRose

Só nomes famosos!

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quinta-feira, 12 de março de 2009 | Autor:

Um dia resolvi procurar os saddhus, sábios eremitas que vivem em cavernas, nas montanhas geladas dos Himálayas. Para ter mais certeza de encontrá-los e também por medida de segurança, contratei um guia, Pratap Sing. Era minha primeira viagem àquela região, eu era novinho e ainda não conhecia nada de Índia.

Acordamos cedo e começamos a subir a montanha ao nascer do sol. Uma densa neblina cobria a floresta, mas o guia dava passos seguros morro acima.

– Sir, vou levá-lo para conhecer um grande yôgi, sir!

– Como é o nome dele? – Perguntei. O guia me disse o nome de um conhecido guru, muito famoso no Ocidente. Então, retruquei-lhe que não estava interessado em conhecê-lo e se esse tipo de mestre era o que ele considerava um grande yôgi, podíamos voltar dali mesmo, pois iria dispensar os seus serviços. Ele sorriu e abriu o jogo:

– Sir, o senhor entende mesmo de Yôga. Vamos, então, para o outro lado, sir.

– Mas, se você sabia que esse não é um verdadeiro yôgi, como ia me levar lá?

– Sir, eu ganho uma gratificação para cada turista que encaminhar. Mas vou levá-lo para conhecer saddhus de verdade se me pagar dobrado, sir.

Bem, o fato é que subimos a montanha durante mais de quatro horas. Durante a caminhada surgiram vários saddhus, mas dessa vez o guia cumpriu o trato e seguiu em frente sem se deter em nenhum deles. Eu já estava exausto quando fui surpreendido por uma figura que parecia saída dos contos de fadas. Era um saddhu, realmente, daqueles que não se encontram mais nas aldeias, nem em ocasiões especiais. Uma imagem impressionante. Completamente nu, pele curtida pelo frio e pelo sol, quase negro, todo coberto de cinzas, o que lhe conferia um tom violáceo, semelhante ao da representação da cor da pele de Shiva nas pinturas. Cabelos e barbas completamente brancos e muito longos. Um olhar forte e penetrante, olhos injetados de poder. Recordou-me Bhávajánanda.

Não tive tempo de falar nem fazer nada e ele já estava me dando ordens, passando instruções em língua hindi, num tom marcial, com o guia traduzindo apressadamente. Ensinou-me novos mantras, mudrás, ásanas e meditação. Se eu não acertasse em executar o exercício exatamente como ele queria, o Mestre rugia uma admoestação intraduzível.

Por vezes, o guia tentava falar com o saddhu, mas ele o ignorava. Não respondia e ainda dava-lhe as costas. Falava só comigo, porém, eu não entendia o idioma hindi e precisava do cicerone para traduzir. Apesar desse inconveniente, foi a ocasião em que aprendi o maior volume e a melhor qualidade de técnicas em tão pouco tempo. Foram umas poucas horas de aprendizado, umas sete ou oito, e o guia já estava inquieto, insistindo para irmos embora imediatamente. Depois de uma certa insistência, concordei, muito a contragosto. Levara a vida inteira para encontrar um saddhu de verdade e, no melhor da festa, precisava largar tudo e ir embora! Cheguei a aventar a hipótese de passar a noite lá, mas o guia ficou histérico com a possibilidade. Mais tarde descobri a razão.

Então, agradeci ao saddhu e cumprimentei-o da forma tradicional, fazendo o pronam mudrá, curvando-me até o chão e tocando-lhe os pés. Deixei-lhe minha sacola como pújá. Dentro havia uma manta, um livro meu (Prontuário de SwáSthya Yôga) e alguma comida.

Começamos a descer a montanha e logo compreendi o motivo da preocupação. Nas outras quatro horas que durou a descida, danou a esfriar e, no final da caminhada, começou a escurecer. Segundo o guia, se escurecesse conosco na floresta, nem mesmo ele conseguiria encontrar o caminho de volta e morreríamos devido ao frio. Numa viagem posterior à Índia, descobri que aquela região inóspita ainda tinha elefantes selvagens os quais atacavam quem se aventurasse por seus domínios, além de tigres e serpentes para viajante nenhum botar defeito. Como é que o saddhu conseguia sobreviver lá? E pela aparência já devia ter muitos anos de idade vividos, quem sabe, ali mesmo.

Nessa noite fez tanto frio que tive de acordar algumas vezes no meio da madrugada para praticar bhastriká, um respiratório que eleva a temperatura do corpo, e, só assim, consegui dormir de novo. Aí pensei: estou cá em baixo onde a temperatura é mais amena, estou dentro de um alojamento fechado, numa cama, com roupas de lã e cobertores. Como é que sobrevive aquele velho saddhu lá em cima, onde é muito mais gelado, sem roupas, dormindo no chão, dentro de uma caverna de pedra úmida, que não tem nem portas para evitar o vento gélido?

No dia seguinte partimos mais cedo, antes de amanhecer, para dispormos de mais tempo com o Mestre. Pensei que fosse encontrar um picolé de saddhu, mas qual nada. Logo que chegamos, ele, super energético, começou novamente a dar ordens e instruções. Achei interessante o fato de que ele havia me ensinado certos ásanas no dia anterior e insistido para que os executasse de uma determinada maneira. Neste segundo dia, ensinara ásanas (pronuncie “ássanas”) novos e revisara os do dia anterior, só que queria que eu os fizesse de outra forma. E no terceiro dia ia querer de uma outra maneira. Talvez fosse para me tirar a imagem estereotipada de que só há uma forma estanque de executar e mostrar-me que diversas variações podem estar igualmente corretas. Ou, possivelmente, seria sua intenção produzir um resultado evolutivo, diferente a cada dia.

Mandou-me sentar à sua frente e repetir os mantras que fazia. Quando não vocalizava exatamente igual, ele rosnava alguma coisa em hindi, cuja tradução era perfeitamente dispensável. Depois fez o mesmo com a meditação. Assim que me dispersava, ele grunhia, como se estivesse vendo o que se passava dentro da minha cabeça.

Novamente o guia começou a ficar nervoso, só que desta vez atendi logo. Deixei um pújá, despedi-me da forma convencional e descemos o mais rápido que conseguimos.

O terceiro dia foi o melhor de todos. Dava para sentir a energia no ar. Percebi que estava entrosado. O Mestre não rugiu nem rosnou nenhuma vez. Em dado instante, enquanto eu executava um ásana, ele me passou o kripá, um toque que transmite a força e confere ao iniciado o poder de, por sua vez, transmiti-la aos seus discípulos.

Após o kripá, o próprio saddhu considerou encerrada a aula e, pelo visto, o curso. Mandou-nos embora como quem já tinha feito o que devia e entrou na caverna.

Na manhã seguinte, subimos outra vez, só que não encontramos mais o Mestre. Não estava na caverna nem nas imediações. Esperamos até tarde. Ele não voltou. Assim, compreendemos que havia considerado completa a iniciação que me conferiu nos três dias. Descemos e não subimos mais.

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