sábado, 14 de março de 2009 | Autor:

Não brinque com o fogo

Tome muito cuidado com os lugares onde acende um incenso ou uma vela. Mais de uma escola de Yôga já sofreu incêndio por causa de velas que foram esquecidas acesas e sem ter uma superfície refratária por baixo. A Unidade Higienópolis (antiga) e a Unidade Sérgio Santos foram algumas das vitimadas. A Sede Central só não queimou (e com ela o DeRose), porque ao chegar em casa tarde da noite, por pura intuição fui olhar a sala de aula, coisa que nunca faço. Lá estava uma vela acesa em cima de uma mesinha de madeira! Se eu não a visse, de madrugada a casa toda teria ardido debaixo do meu quarto e eu não estaria aqui para contar a história!

Não queime lixo e muito menos acenda fogueiras. Se estiver caminhando em uma floresta, não fume de jeito nenhum, nem acenda incenso – a bituca ou a cinza no chão podem provocar um incêndio que se alastra rapidamente. Quando uma árvore é queimada, ela emite todo o carbono que tinha armazenado dentro de si na atmosfera. Imagine o estrago quando um incêndio destrói uma floresta inteira.

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sábado, 14 de março de 2009 | Autor:

Alguém me enviou este texto, um grande amigo meu, certamente. Sempre que eu o leio, meu coração fica apertado e meus olhos se enchem de lágrimas. Mas ele não assinou. Nem informou de quem era a autoria. Assim, não posso dar o crédito a quem enviou nem a quem escreveu estas linhas tão delicadas e sensíveis. De qualquer forma, meu agradecimento a ambos.

“Existem pessoas que não gostam de cães. Estas, com certeza, nunca tiveram em sua vida um amigo de quatro patas. Ou, se tiveram, nunca olharam dentro daqueles olhos para perceber quem estava ali.

Um cão é um anjo que vem ao mundo ensinar amor! Quem mais pode dar amor incondicional, amizade sem pedir nada em troca, afeição sem esperar retorno, proteção sem ganhar nada, fidelidade vinte e quatro horas por dia?

Ah! Não me venha com essa de que os pais ou filhos fazem isso, porque os pais e os filhos são humanos, irritam-se, afastam-se…

Um cão não se afasta, mesmo quando você o agride. Ele retorna cabisbaixo pedindo desculpas por algo que talvez não tenha feito, lambendo suas mãos a suplicar perdão.

Alguns anjos não possuem asas, possuem quatro patas, corpo peludo, nariz de bolinha, orelhas de atenção, olhar de aflição e carência.

Apesar dessa aparência, são tão anjos quanto os outros (os com asas) e se dedicam aos seres humanos tanto quanto qualquer anjo costuma dedicar-se.

O bom seria se todos os humanos pudessem ver a humanidade perfeita de um cão.”

sexta-feira, 13 de março de 2009 | Autor:

Hoje, dia 13, sexta-feira, às 20 horas, vamos ter uma festa de lançamento do DVD Índia Exótica, que é um documentário muito elucidativo (e divertido também) gravado durante a viagem do jornalista Arthur Veríssimo àquele país.

Veríssimo vai fazer uma palestra descontraída e responder perguntas para satisfazer a curiosidade que a Índia, mais uma vez, está despertando no Brasil – e no mundo inteiro.

Cada pessoa que fala da Índia tem uma versão particular e isso se deve ao fato de que a Índia é muito grande, muito antiga, tem muitas etnias, inúmeras religiões, muitas línguas e incontáveis dialetos. Mesmo que dez viajantes permanecessem na mesma cidade, eles teriam dez percepções diferentes daquela cidade, dependendo do bairro, do grupo cultural com que conviveram, dos lugares que optaram por visitar: templos hindus, sikhs, budistas, jainas, mesquitas, ruínas, museus, escolas de Yôga autênticas ou arapucas para enganar trouxas, mosteiros de Vêdánta, shoppings, emporiums, hotéis desta ou daquela qualidade, lanchonetes para turistas ou restaurantes que os indianos frequentam, passeios de elefante ou de camelo, ursos dançantes, marionetes, bailarinas de Bhárata Natya, shows de música clássica (ragas) tocadas com sitar e tabla, mágicos tradicionais, festas de casamento, festivais religiosos populares. E muito mais do que isto. Como ninguém consegue ver tudo, cada viajante volta com uma visão diferente da Índia. Por isso é importante conhecermos a visão do nosso convidado Arthur Veríssimo e passar uma noite agradável, escutando histórias.

Depois, você poderá levar um exemplar autografado do DVD Índia Exótica para reunir os amigos e mostrar a eles cenas da “real India” e entretê-los com as histórias, sempre fascinantes, que escutará na próxima sexta-feira à noite.

Para animar a festa, teremos demonstrações de coreografias de SwáSthya.

Estou esperando você na Sede Central, à Alameda Jaú, 2000 – quase esquina da Av. Rebouças. Recomendamos deixar o automóvel no estacionamento da Rua da Consolação (bem próximo à Jaú), que fecha às 23 horas. Mas é o suficiente.

Divulgue. Traga os amigos.

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quinta-feira, 12 de março de 2009 | Autor:

Quero agradecer aos instrutores que se inscreveram e pagaram o eventro mesmo sabendo que não poderiam comparecer, apenas para ajudar o FDI:

Fernanda (Fêfa)

Lucila Silva

Lucia Gagliardini

Rafael Santos

Rodrigo De Bonna

Taline Mendes

A todos eles, minha gratidão mais sentida. São gente pró, paladinos da 5a. característica do SwáSthya!

Para que fique bem registrado, quero que todos saibam que a iniciativa do ashtánga sádhana comemorativo ao Dia do Yôga foi do Conselho Administrativo que, por sua vez, é composto por dez Diretores de Unidades Credenciadas. São eles:

André Safra

Charles Trump

Daniel Matarazzo

Daniel Rockfeller

Fábio Gates

Flávio Marinho Cívita Mansur

Gisele Onassis

Heloiza Scarpa

Rosana Guinle

Fernanda DeRose

Só nomes famosos!

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quinta-feira, 12 de março de 2009 | Autor:

Um dia resolvi procurar os saddhus, sábios eremitas que vivem em cavernas, nas montanhas geladas dos Himálayas. Para ter mais certeza de encontrá-los e também por medida de segurança, contratei um guia, Pratap Sing. Era minha primeira viagem àquela região, eu era novinho e ainda não conhecia nada de Índia.

Acordamos cedo e começamos a subir a montanha ao nascer do sol. Uma densa neblina cobria a floresta, mas o guia dava passos seguros morro acima.

– Sir, vou levá-lo para conhecer um grande yôgi, sir!

– Como é o nome dele? – Perguntei. O guia me disse o nome de um conhecido guru, muito famoso no Ocidente. Então, retruquei-lhe que não estava interessado em conhecê-lo e se esse tipo de mestre era o que ele considerava um grande yôgi, podíamos voltar dali mesmo, pois iria dispensar os seus serviços. Ele sorriu e abriu o jogo:

– Sir, o senhor entende mesmo de Yôga. Vamos, então, para o outro lado, sir.

– Mas, se você sabia que esse não é um verdadeiro yôgi, como ia me levar lá?

– Sir, eu ganho uma gratificação para cada turista que encaminhar. Mas vou levá-lo para conhecer saddhus de verdade se me pagar dobrado, sir.

Bem, o fato é que subimos a montanha durante mais de quatro horas. Durante a caminhada surgiram vários saddhus, mas dessa vez o guia cumpriu o trato e seguiu em frente sem se deter em nenhum deles. Eu já estava exausto quando fui surpreendido por uma figura que parecia saída dos contos de fadas. Era um saddhu, realmente, daqueles que não se encontram mais nas aldeias, nem em ocasiões especiais. Uma imagem impressionante. Completamente nu, pele curtida pelo frio e pelo sol, quase negro, todo coberto de cinzas, o que lhe conferia um tom violáceo, semelhante ao da representação da cor da pele de Shiva nas pinturas. Cabelos e barbas completamente brancos e muito longos. Um olhar forte e penetrante, olhos injetados de poder. Recordou-me Bhávajánanda.

Não tive tempo de falar nem fazer nada e ele já estava me dando ordens, passando instruções em língua hindi, num tom marcial, com o guia traduzindo apressadamente. Ensinou-me novos mantras, mudrás, ásanas e meditação. Se eu não acertasse em executar o exercício exatamente como ele queria, o Mestre rugia uma admoestação intraduzível.

Por vezes, o guia tentava falar com o saddhu, mas ele o ignorava. Não respondia e ainda dava-lhe as costas. Falava só comigo, porém, eu não entendia o idioma hindi e precisava do cicerone para traduzir. Apesar desse inconveniente, foi a ocasião em que aprendi o maior volume e a melhor qualidade de técnicas em tão pouco tempo. Foram umas poucas horas de aprendizado, umas sete ou oito, e o guia já estava inquieto, insistindo para irmos embora imediatamente. Depois de uma certa insistência, concordei, muito a contragosto. Levara a vida inteira para encontrar um saddhu de verdade e, no melhor da festa, precisava largar tudo e ir embora! Cheguei a aventar a hipótese de passar a noite lá, mas o guia ficou histérico com a possibilidade. Mais tarde descobri a razão.

Então, agradeci ao saddhu e cumprimentei-o da forma tradicional, fazendo o pronam mudrá, curvando-me até o chão e tocando-lhe os pés. Deixei-lhe minha sacola como pújá. Dentro havia uma manta, um livro meu (Prontuário de SwáSthya Yôga) e alguma comida.

Começamos a descer a montanha e logo compreendi o motivo da preocupação. Nas outras quatro horas que durou a descida, danou a esfriar e, no final da caminhada, começou a escurecer. Segundo o guia, se escurecesse conosco na floresta, nem mesmo ele conseguiria encontrar o caminho de volta e morreríamos devido ao frio. Numa viagem posterior à Índia, descobri que aquela região inóspita ainda tinha elefantes selvagens os quais atacavam quem se aventurasse por seus domínios, além de tigres e serpentes para viajante nenhum botar defeito. Como é que o saddhu conseguia sobreviver lá? E pela aparência já devia ter muitos anos de idade vividos, quem sabe, ali mesmo.

Nessa noite fez tanto frio que tive de acordar algumas vezes no meio da madrugada para praticar bhastriká, um respiratório que eleva a temperatura do corpo, e, só assim, consegui dormir de novo. Aí pensei: estou cá em baixo onde a temperatura é mais amena, estou dentro de um alojamento fechado, numa cama, com roupas de lã e cobertores. Como é que sobrevive aquele velho saddhu lá em cima, onde é muito mais gelado, sem roupas, dormindo no chão, dentro de uma caverna de pedra úmida, que não tem nem portas para evitar o vento gélido?

No dia seguinte partimos mais cedo, antes de amanhecer, para dispormos de mais tempo com o Mestre. Pensei que fosse encontrar um picolé de saddhu, mas qual nada. Logo que chegamos, ele, super energético, começou novamente a dar ordens e instruções. Achei interessante o fato de que ele havia me ensinado certos ásanas no dia anterior e insistido para que os executasse de uma determinada maneira. Neste segundo dia, ensinara ásanas (pronuncie “ássanas”) novos e revisara os do dia anterior, só que queria que eu os fizesse de outra forma. E no terceiro dia ia querer de uma outra maneira. Talvez fosse para me tirar a imagem estereotipada de que só há uma forma estanque de executar e mostrar-me que diversas variações podem estar igualmente corretas. Ou, possivelmente, seria sua intenção produzir um resultado evolutivo, diferente a cada dia.

Mandou-me sentar à sua frente e repetir os mantras que fazia. Quando não vocalizava exatamente igual, ele rosnava alguma coisa em hindi, cuja tradução era perfeitamente dispensável. Depois fez o mesmo com a meditação. Assim que me dispersava, ele grunhia, como se estivesse vendo o que se passava dentro da minha cabeça.

Novamente o guia começou a ficar nervoso, só que desta vez atendi logo. Deixei um pújá, despedi-me da forma convencional e descemos o mais rápido que conseguimos.

O terceiro dia foi o melhor de todos. Dava para sentir a energia no ar. Percebi que estava entrosado. O Mestre não rugiu nem rosnou nenhuma vez. Em dado instante, enquanto eu executava um ásana, ele me passou o kripá, um toque que transmite a força e confere ao iniciado o poder de, por sua vez, transmiti-la aos seus discípulos.

Após o kripá, o próprio saddhu considerou encerrada a aula e, pelo visto, o curso. Mandou-nos embora como quem já tinha feito o que devia e entrou na caverna.

Na manhã seguinte, subimos outra vez, só que não encontramos mais o Mestre. Não estava na caverna nem nas imediações. Esperamos até tarde. Ele não voltou. Assim, compreendemos que havia considerado completa a iniciação que me conferiu nos três dias. Descemos e não subimos mais.

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terça-feira, 10 de março de 2009 | Autor:

Jaime e Desirée enviam a todos um carinhoso abraço e comunicam que estão começando a divulgar o trabalho com o Método DeRose em Palma de Mallorca. Nossos votos de sucesso e que contem com o apoio de toda a egrégora. Aguardamos algumas fotos para compartir com os colegas de blog!

terça-feira, 10 de março de 2009 | Autor:

 

Não existe Yôga sem um bom relacionamento humano.

Não adianta praticar Yôga,
meditação, mantras,
se você não souber se relacionar bem
com as outras pessoas.

Considero requisito principal a capacidade de boas relações humanas e não quero como aluno, nem como assistente, nem mesmo como amigo, alguém que não saiba se relacionar bem com os demais.

Nós do Yôga, temos uma prioridade no nosso esforço (tapah) pelo aprimoramento: é o cultivo das boas relações entre os seres humanos. Sem compreensão não existe Yôga. Não se admite que praticantes ou instrutores de Yôga não consigam superar uma emoção para evitar desentendimento com alguém. Por isso, as Federações estão incluindo este item na sua avaliação e não aprovam os candidatos que tenham dificuldade em se relacionar bem com todo o mundo.

Não adianta nada fazer lindos exercícios, meditar e portar o ÔM se você responde a uma cara feia com outra cara feia. Ou se você sente inveja de outro colega. Ou se você se ofende com alguém. É uma vergonha para todos nós quando chega ao nosso conhecimento que um yôgin se desentendeu com quem quer que seja, ou que se melindrou com outrem.

Com o pretexto da franqueza ou da autenticidade muita gente faz grosserias, o que magoa quem está envolvido no mal-entendido e também quem não está. Amizades promissoras são rompidas para sempre. Fecundas carreiras profissionais são destruídas. Enormes prejuízos morais e financeiros são contabilizados por causa de uma palavra ou fisionomia que poderia ter sido perfeitamente evitada.

Não estamos recomendando o fingimento nem a hipocrisia, mas sim a educação e a elegância. Emoções pesadas sujam mais o organismo do que fumar, beber e comer animais defuntos. Não adianta praticar Yôga, meditação, mantras, se você não souber se relacionar bem com as outras pessoas.

Lapide o seu ego, eduque o seu emocional, reprograme a sua mente. Nós não somos pessoas vulgares e toscas, que habitualmente respondem com crueza a qualquer atitude que não as agrade, gerando, com isso, um mal-entendido atrás do outro.

Quando faço estes apelos, sempre, quem os lê acha que não é consigo, que escrevi para outra pessoa, afinal, suas reações agressivas não terão sido culpa sua: foram todas as vezes, meras reações de legítima defesa contra as ofensas perpetradas por terceiros! Se você pensa assim, aceite minhas condolências. Você sofre de egotite aguda.

Há um método seguro para saber se a culpa é dos outros ou não. Se você se indispõe com, no máximo, uma pessoa a cada cinco anos, fique tranqüilo. É bem possível que o mal-estar não tenha sido responsabilidade sua. Mas se você freqüentemente precisa se defender com veemência de ações cometidas pelos seus alunos, colegas, amigos, funcionários, prestadores de serviços ou desconhecidos, então você precisa fazer terapia.

As pessoas, em qualquer profissão, tendem a tornar-se difíceis, grosseiras, autoritárias, sempre que progridem na vida ou sempre que são promovidas em seus cargos. No entanto, chegar no topo não é difícil: o difícil é ficar lá. Um verdadeiro líder não é autoritário nem antipático. Se o for, não ficará lá em cima por muito tempo…

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